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Mostrando postagens com o rótulo Crônica Ilustrada

Via Verde: Acerola

Acerola Imaginem uma frutífera de porte médio, com mais ou menos três metros de altura, toda verdinha. Como surgindo do nada começam a aparecer pequenos botões rosa que se abrem em flores. Flores lilases, com o centro amarelo. Em alguns dias você tem uma pequena árvore toda colorida. Estou falando de uma 'fábrica' de vitamina C chamada aceroleira. Logo as flores se transformam em mini frutos verdes. Aí você tem de um verde claro - dos frutos, até um verde médio escuro - das folhas, ou seja, tom sobre tom, todo pontilhado de rosa, lilás e amarelo. Os frutinhos crescem, passando do verde ao rosa e depois se pintam de vermelho. Quando maduros ficam com um chamativo vermelho vivo, dançando ao vento e se mostrando. E você, sorridente, começa a colhê-los e a saboreá-los. Que delícia! ------------- Acerola, aceroleira. É também chamada de cereja das Antilhas. Nativa da América Central, América do Sul e das ilhas do Caribe. Além de um grande teor em...

Via Músicas Que Ficam: Folhas de Outono

Folhas de Outono Nosso outono chegou . Um outono meio primavera, meio verão, com o verde das árvores ainda intacto; poucas são as árvores desfolhadas. É um outono bem brasileiro. Bem diferente dos países onde o frio predomina, com as folhas das árvores caindo... Caindo e cobrindo o chão de um manto amarelado. Aliás, bem diferente mesmo, até na data, porque por lá, agora é primavera; por lá - nos países frios - é o colorido da primavera que começa. Gostaria de colocar, neste post, a música Folhas de Outono . Ela marcou nossa adolescência, cantada por jovens goianos. Vamos relembrá-los? A música e os jovens? Folhas de Outono Roberto Carlos Composição: Francisco Lara / Juvenil Santos A folhas caem O inverno já chegou E onde anda Onde anda o meu amor Que foi embora Sem ao menos me beijar Como as folhas Que se perdem pelo ar Mas ainda nela eu penso Com muito carinho As folhas vão caindo E eu choro baixinho Mas tenho a esperança ...

Via Postais: Recordações de um País Distante - II

Recordações de Um País Distante - II Cartão Postal de Teerã, anos 80. Tendo trabalhado  no Instituto Francês d e Teerã, morei no Irã no final da década de 70 e início dos anos 80. Isto quer dizer que estava lá exatamente durante o início e o desenrolar da revolução iraniana. Vi a saída, ou melhor, a fuga do Xá Reza Pahlevi e a chegada triunfal do Ayatollah Khomeini. Fui a única brasileira residente em Teerã durante essa guerra civil. Não sei se a única residente em todo o Irã, mas em sua capital, Teerã, sim. Eu, toda sorrisos, visitando as belezas iranianas  Não, não quero falar nem me lembrar de guerras, de mortes, de tristezas. Hoje quero me recordar de coisas boas, que afastam guerras e trazem Paz. Quando cheguei ao Irã não sabia falar uma só palavra em farsi, a língua oficial daquele país.  A ‘linguagem universal’ – a mímica – me socorria nas situações mais difíceis. Felizmente muitas pessoas sabiam falar inglês ou francês.  Farsi é uma língua de origem...

Via Postais: Recordações de um País Distante

Recordações de Um País Distante - I Postal: Casa de Chá em Esfahan Verso do postal O postal endereçado à minha mãe e à minha irmã Betty:  "Mamãe, Betty Estamos por alguns dias em Esfarran, antiga capital do Irã. É uma das cidades mais bonitas que já vimos. Aqui podemos apreciar objetos feitos há mais de mil anos! Vimos até o Templo de Zoroastro, ampliado através dos séculos pelas dinastias posteriores.  Este postal mostra uma Casa de Chá decorada segundo a moda tradicional do Irã."    Eu em Esfahan - Irã, em uma Casa de Chá, nossos 'cafés' daqui.  Estou segurando um caramelo  para adoçar  o delicioso chá preto com  jasmim. Receita para uma bela crise do nervo ciático: Sair do Rio em pleno verão - mais ou menos 40 graus – pousar em Paris, em um inverno de zero grau e ir mais além: Teerã, no meio da neve, numa temperatura que às vezes chega aos 10 graus negativos e a neve pode ultrapassar um metro de altura. Te...

Via Verde: Maçãs do Cerrado - 3

Série Maçãs do Cerrado - 3 Como eliminar insetos de macieiras do cerrado ou Como cultivar maçãs no cerrado Não, não. Não é o que estão pensando. Só porque Brasília fica no cerrado, "minha gente", já querem logo associar insetos a... nem pensar. Vou mesmo é falar de coisas sérias: como afastar insetos de plantas, mesmo estando em lugares "inóspitos".  Compreenda-se: lugares de clima 'quente', 'seco' e com muiiiiiiiiiiitos insetos. Entre algumas mudas que adquiri veio um sofrido pé de maçã. Pobre coitado. Querer sobreviver logo no cerrado. No meio de formigões, desses que picam pra destruir. Achei que morreria logo, mas o 'bichinho' era forte e resistente. Trabalhava, trabalhava, quer dizer, crescia com dificuldade, umas folhinhas aqui, outras ali... Aí vinham uns 'monstrinhos' e  destruíam  tudo, tudo. Dava pena! Nada dava certo. E como não uso veneno, as famosas 'iscas'* (agrotóxico), ficava cada vez mais...

Via Vida: Desfazendo nossas Árvores para o Início de mais Um Ano

Desfazendo Nossas Árvores Início de dezembro. As festas de fim de ano se aproximam. Fazemos listas de compras, de presentes... Compras para a ceia de natal, para o réveillon... Presentes para a família, para os amigos, para os colegas de trabalho... e o amigo-secreto, não vamos nos esquecer, não é? Ahra... Meu vestido! Que brincos compro pra combinar com 'aquele' vestido lindo de morrer que já estou imaginando? E por aí vai... Festas, sonhos, presentes, árvores de natal. Árvore de Natal. Reunimos 'os de casa' e começamos: uma bola colorida aqui, outra ali, a estrela, o papai-noel, os presentes e os sonhos. Sonhos. Qual foi meu sonho de natal? E o de fim de ano? O que fiz que não farei no ano novo? E o que pretendo mesmo fazer no novo ano? Novo Ano. Ano Novo. Este ano "tudo vai ser diferente". Vou... Vamos fazer juntos uma lista? O que vamos fazer ou não fazer este ano? Conto com suas sugestões. ... ---------------------- ...

Via Verde: Mensagem de Natal com Mussaenda-vermelha

Mussaenda-vermelha Eu, Mussaenda-vermelha, quero me apresentar: ....... Sou da família das rubiáceas. Meu nome científico é Mussaenda erythrophylla, mas podem me chamar de Mussaenda-vermelha ou mussaenda-vemelha-trepadeira. De onde venho? Do Zaire, na África, mas já sou bem adaptada aqui no Brasil. Sou um arbusto escandente; posso atingir até 10 metros. Floresço na primavera e no verão; logo, estou no momento toda florida, ajudando a colorir o natal. Como vêem, bem no meio de minhas pétalas-folhas vermelhas , trago, como corola, uma pequena flor branca aveludada. Minhas folhas são verdes , indo do verde bem claro, quando novas, ao verde médio. Fui colocada aqui, neste web espaço, para representar o Natal. Através de minhas cores, o branco, o vermelho e o verde, represento a Paz e a Alegria do Natal, trazendo a Esperança de dias melhores. ... O Natal simboliza o nascimento de Cristo. Ou melhor, o nascer e o renascer, em nossos corações, daquele que é a...

Via Verde: Pitangas

Pitangas Há um mês e meio, dia 6 de outubro, postamos no Via Verde fotos de uma pitangueira florida com o título "Uma Pitangueira Explodindo em Flores". Retornamos hoje com a mesma pitangueira já com seus vermelhos e deliciosos frutos. Veja as fotos e corra atrás de algumas para se deliciar, enquanto... é tempo de pitanga! No dia 6 de outubro elas estavam assim: Estas três últimas fotos, da pitangueira florida, vieram acompanhadas do seguinte comentário: Simplesmente não resisti ao ver meu pé de pitanga todo florido e... sonoro. Suas flores brancas estavam cobertas de um vai-e-vem de abelhas; não sabiam onde pousar; pareciam querer provar o néctar de cada flor. O zum-zum que faziam era irresistível, chamativo! Tive que pegar minha pequena câmera para tirar algumas fotos. .... Alguma colmeia aqui por perto vai ter um delicioso mel com gostinho de pitanga. -----------------------

Via Verde: Tempo de Caju

Tempo de Caju Vou tentar não usar adjetivos; pelo menos não tantos, porque é quase impossível não usá-los diante da transformação de um cajueiro prestes a nos dar, gratuitamente, seus frutos tão... imaginem o que iria dizer. Eu disse 'transformação'? Engano, são muitas transformações. Vamos acompanhá-lo - o cajueiro e suas mudanças? Primeiro, aparecem os botões... ...que se abrem em flores, no início brancas, alguns dias depois em bouquets avermelhados, com as pontas pintadas de pequenos pontos cor vinho... Mais alguns dias e já podemos ver as castanhas, ainda verdes, com hastes redondas ou, como as da foto, compridas... ... e os cajuzinhos verdes, rosas, amarelos ou vermelhos se multiplicam... enchendo os olhos de todos que os veem... ...loucos para abocalhar pelos menos um... Ou para bicá-los! E depois, com aquele doce gostinho descendo goela abaixo, descansar em seus galhos cheios do vigor de dias de sol e da poesia de noites d...

Via Verde: Nosso Colorau, o Urucum

Colheita 'caseira' de urucum Cachos colhidos de urucum ---------------- --------------------------- Cacho, folhas e sementes de urucum ---------------------- As sementes ficam dentro dessas 'conchas' -------------------- Colheita de urucum --------------------------------   - Uma flor de urucum -- Urucum, urucu, açafroa, colorau são os nomes populares¹ de Bixa orellana L (nome científico), da família botânica Bixáceas. É uma planta originária da América do Sul, encontrada em quase todo o Brasil, principalmente na região amazônica. Ao contrário de outros 'coloraus' importados, nosso 'colorau brasileiro' é atóxico. O açafrão, por exemplo, segundo pesquisas encontradas, tem que ser usado em pequenas pitadas, pois é tóxico, causando euforia e estado de inconsciência.  O urucum é muito utilizado na culinária e na cosmética, sendo também medicinal. Nos anos 70 foi largamente usado em forma de óleo por quase...