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segunda-feira, abril 05, 2021

Feriadão

Viajando? Ou curtindo nosso lugarzinho? Dá no mesmo, se o objetivo é descansar corpo e mente da agitação diária. Com paz no coração nossa cabeça desacelera, nosso corpo relaxa, nosso pensamento se abre para a contemplação do belo e a calma da natureza toca a sensibilidade de nossa alma. Assim, o corriqueiro, aquilo que não vemos, não observamos no dia a dia, vem agora de encontro aos nossos olhos. De passantes das estradas, caminhantes. Caminhantes da vida, caminhantes na vida. 

Estou assim, curtindo cada segundo desses dias de calma, vendo que a vida segue no mesmo ritmo em qualquer lugar do mundo. 

Sabe quando corremos na areia sentindo as ondas do mar batendo em nossos pés? Pois é, percebi até, em uma caminhada, o carinho recebido por um gatinho dentro de um carrinho... de bebê. 

Paz, calma, tranquilidade... estado zen para nosso feriadão.

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Este texto não é deste ano. Respeito o isolamento social e nunca falaria em viagens em plena pandemia, principalmente durante este ano de 2021, em que o aumento de infectados e mortos pela Covid19 é assustador. Ele foi publicado em meu ig do Instagram @naturezaemfoyosluisan no feriadão de Páscoa de 2018, com um minivídeo de uma gatinha. As fotos de hoje são de gatos de uma quadra de Brasília e foram feitas em 2015. 

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#feriadao #pascoa #pascoa2018 #paz #pazinterior #pazdeespirito #pazeequilibrio #pazeamor #zen #cronicadeluisan #meusescritos #fotoscomhistoria #photohistory 

#gatinhos #caesegatos #cat #chat #viajando #naturezaepaz #naturezabela #naturezaemfotosluisan

sexta-feira, março 01, 2013

Via Brasil: Divagações de Viagens


Foto tirada ao raiar do sol, em um Posto de Gasolina

Porque gosto de viajar pelo Brasil?

Pela amplitude de nossas terras, que nos dão a oportunidade de ver e de sentir a diversidade de lugares, de cores, de falares. De ver e de sentir a grandeza dos sonhos e esperanças de nossa gente, seja no nordeste ou no sul dessa imensa ‘Pátria Amada, Brasil’.

Gosto de viajar pelo Brasil porque é aqui que vivencio o cruzar de caminhos, de raças, de idéias e de ideais.

Gosto de rodar por este país. Rodando por suas estradas tão singulares e diversas, nos sentimos viajando num continente, onde cada região tem suas características próprias: aqui é uma praia com palmeiras que nos convida a divagações, aconchegados em uma deliciosa rede; ali são montes e montanhas recortados por caminhos que nos levam a sonhos; acolá são fazendas rústicas, porém bem cuidadas, que passam de pai para filho nos legando um exemplo de união e trabalho.

Rodar por suas estradas é encher nossos olhos e nossa imaginação: são paisagens lindas que desencadeiam amor, ternura, vontade de viver.


Gosto de viajar e de rodar pelo Brasil. É como se estivesse vendo um filme de belas e raras imagens, coloridas pela exuberante paisagem e pela beleza de nossa gente.

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Notas: 1- Texto escrito em julho de 2007, ao me recordar de uma viagem a Porto Seguro, Bahia; 2- Reedição - Publicado neste blog em janeiro de 2008.


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quarta-feira, janeiro 02, 2013

Via Vida: Desfazendo Nossas Árvores para o Início de Mais Um Ano


Início de dezembro. As festas de fim de ano se aproximam. Fazemos listas de compras, de presentes... Compras para a ceia de natal, para o réveillon... Presentes para a família, para os amigos, para os colegas de trabalho... e o amigo-secreto, não vamos nos esquecer, não é? Ahra! Meu vestido... Que brincos compro pra

quarta-feira, agosto 15, 2012

Via Vida: Futebol Diplomático

Cartão Postal de Teerã, anos 80.

Tendo trabalhado no Instituto Francês de Teerã, morei no Irã no final da década de 70 e início dos anos 80. Isto quer dizer que estava lá exatamente durante o iniciar e o fervilhar da revolução iraniana. Vi a saída, ou melhor, a fuga do Xá Reza Pahlevi e a chegada triunfal do Ayatollah Khomeini. Fui a única brasileira residente em

sexta-feira, setembro 17, 2010

Via Viajando nos Sabores: Sete de Setembro com Panquecas da Patagônia

O 7 de setembro de minhas lembranças: Tenho boas lembranças das comemorações do dia da Independência do Brasil, em meus tempos de criança e de adolescente. Eram desfiles, dos colegiais e dos militares. Bem patrióticos. Participei de muitos. O que ficou marcado em minha memória foi o último que desfilei. Estudava no Instituto de Educação, em Goiânia. Estava terminando o segundo grau. Minha turma desfilou representando os Bandeirantes. Saímos de camiseta branca e bermuda cáqui, segurando uma imensa peneira dourada, como se estivéssemos peneirando algo. Representava o ouro que os bandeirantes retiraram das terras de Goiás, 'desbravando' os sertões!!!??? Fui escalada para sair bem na frente do 'pelotão'. Nossos fãs e namoradinhos, todos aborrescentes como nós, nos acompanharam do início ao fim. O desfile começou na Avenida Anhanguera, em frente ao Instituto, indo por essa avenida até a Avenida Goiás. Não me lembro se terminou por aí, na Praça dos Bandeirantes, ou se seguimos até o Palácio das Esmeraldas. Só me lembro que quando o tal desfile terminou, deixamos as peneiras caírem e ficamos como robôs, com os braços durinhos, durinhos, parecendo ainda estar segurando alguma peneira invisível. Olhando para a cara uns dos outros, disparamos a rir, como só os adolescentes sabem fazer.

O 7 de setembro deste ano: Acordei por volta das sete da manhã, ainda com a cabeça cheia das idiotices que ouvi na noite anterior, dos babacas candidatos a passar a mão no dinheiro de nossos impostos. Os sérios que me desculpem, mas com essa politicalha no ar, quem não se revolta? Minha família dormia, curtindo o último dia do feriadão. Tentei não fazer barulho para não acordar ninguém. Costumo dar uma bela volta entre as árvores de meu quintal, logo que me levanto. Mas essa seca nos deixa prequiçosos, sem querer muita coisa. Televisão? Rádio? Nem pensar. Pra continuar ouvindo o lero-lero? Arrumei a mesa para o café da manhã e fui ver as novidades de meus amigos blogueiros, coisa que não fazia há um tempão. Bingo! Na primeira visita encontrei uma receita que caiu como uma luva: Panquecas com acelga e molho branco, saídas do meio da Patagônia. Na geladeira ainda tinha meio maço de acelga, meu marido ama molho branco e minha filha se derrete por panquecas. Sim, era assim que iria passar esse sete de setembro: comendo panquecas cuja receita vinha de uma região natural, onde os costumes estão sendo preservados. Seria minha vingança. Nada de patriotismo, nada que possa me lembrar das falcatruas dos que foram por nós eleitos, nessa 'independência dos imundos' no país da imunidade - falo deste 7 de setembro, com candidatos berrando por toda parte, que isto fique claro. Sim, hoje não quero nada que possa me lembrar que em pleno 7 de setembro há candidatos gritando asneiras, como por exemplo, mudar a lei que condena menores infratores, diminuindo o limite de idade e assim condená-los severamente mais cedo. Será que esse, digamos, digníssimo, não percebe que tudo é uma questão de educação? Que o caminho está em se ter Escolas* e não em construir mais prisões?
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Conclusão: Votei no Lula todas as vezes que ele foi candidato à Presidência. Não me envergonho de dizer que era uma 'lulista' ferrenha. Já até briguei por ele, no tempo que seu adversário era o 'minha gente'. Aquele nunca me enganou.

O Lula fez um bom governo, principalmente para a população que realmente precisa. Mas, entre ficar em buracos quilométricos do pré-sal, sem estudos ambientais sérios que possam avaliar o impacto de uma obra com tais dimensões e olhar com mais atenção para nosso meio ambiente, prefiro de longe esta última opção. E aí está minha revolta. De um lado o Lula com sua afilhada e uma campanha milionária com, de quebra, 10 minutos e 38 segundos no Horário Eleitoral Gratuito e do outro a Marina Silva, com ótimas idéias mas com as mãos abanando e apenas um minuto e 23 segundos para falar.

É, que venham as panquecas da Patagônia, já que o ouro e as esmeraldas já se foram e ainda querem desestruturar nosso subsolo.

Encontrei a receita no blog de uma mocinha que deve ter mais ou menos a idade de minha filha. Ela se chama Elena. Elena sem H, como gosta de dizer. É paisagista, mas também ama culinária. Seus blogs: Colorindo a Paisagem e Nem só de caviar vive o homem.

"Panquecas de acelga"


Foto do blog 'Nem só de caviar vive o homem'
 
"Vi na TV quando Francis Mallman cozinhava ao ar livre, no meio da Patagônia, usando brasas, muitas brasas. O cachorro dele, como sempre, dormindo tranquila e confortavelmente acomodado numa bolsa com cobertores, hehehe. Dessa vez ele fez panquecas com cebolinha refogada incorporada na massa, recheadas de acelga com molho branco, regadas com molho de tomate e creme de leite fresco e gratinadas com parmesão num forno improvisado com duas frigideiras e mais brasas por todos os lados. Fiz minha versão caseira ontem, mas tenho certeza de que o ambiente, o frio e as brasas da Patagônia as deixam mais gostosas que as saídas do forno da casa da minha mãe. * Picar e refogar cebolinha na manteiga, reservar. Fazer a massa das panquecas e cozinhar (assar, fritar?) cada uma sobre uma parte dessa cebolinha - para facilitar e porque eu não tinha muita, incorporei a cebolinha à massa. Reservar.* Preparar molho branco com bastante noz moscada. Branquear as folhas de acelga, picar grosseiramente e incorporar no molho branco. Adicionar também cebolas picadas pequeno e refogadas em manteiga e azeite até ficarem transparentes. Acertar o sal e a pimenta.
* Rechear cada panqueca com a acelga, arrumar numa assadeira, cobrir com molho de tomate e creme de leite, polvilhar parmesão e levar tampado com alumínio ao forno até aquecer, logo destampar e esperar que o queijo gratine.

Cuidado para não se queimar! Vai bem com vinho tinto, num dia frio, no cenário do programa de TV ou frente a uma lareira, ou simplesmente no aconchego de casa, num frio dia chuvoso."


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O dia 7 de setembro deste ano não estava frio nem chuvoso. Estava, sim, quente e bem seco, um inverno bem brasileiro - desse Brasil do Cerrado - e, para piorar, seco também nos corações dos brasileiros, obrigados a ver e ouvir as asneirices dos que se acham conhecedores da verdade. 

Minha panqueca (da Patagônia?) - A receita e a foto da verdadeira panqueca estão aí em cima, dadas pela Elena em seu blog. A minha é apenas uma imitação barata. Afinal, é panqueca feita para este 7 de setembro. Aliás, panquecas, no plural, bastante, como o número de candidatos.   


A massa da panqueca ficou assim, bem cremosa.

As panquecas ficaram fininhas, tipo crepe. Sugestão: Para recheios cremosos, as panquecas devem ficar melhor mais espessas. O papel usado sob elas é um saquinho de padaria, desses para pão, utilizado do lado de dentro. O planeta agradece.


A apresentação para um 7 de setembro preguiçoso, com marteladas de candidatos na cabeça. Apesar da apresentação horrenda - não usei parmesão e sim queijo branco e só piquei os tomates, refogando-os ligeiramente, minhas panquecas ficaram de lamber os dedos. O molho branco com pitadas a mais de noz moscada combinou muito bem com a acelga. Na próxima vez capricho na apresentação.



Bon appétit e con(s)ciência na hora de votar.
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*Escolas com E maiúsculo: Veja em Educar É Preciso, post que escrevi em 26/07/08.

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Próximo post: Segunda-feira, dia 20, com Flor-canhota. Você conhece uma flor que só tem pétalas de um mesmo lado? Eu também não conhecia. Confira!

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terça-feira, julho 29, 2008

Via Vida: A Bela e Doce Teresinha

Teresinha
Teresinha, sua filha Zenaide e um um pequeno piano. Realidade ou ficção? Pedaços de uma vida ou um miniconto?

Era bem pequena quando conheci Teresinha, mas não poderia me esquecer. Moça linda, de vinte e poucos anos, pele clara, cabelos escuros e muito meiga. Falava baixo e tinha os olhos doces. Lembro-me dela como se fosse hoje. Também, pudera! - "me elegera" como uma segunda filha. Durante o tempo que passou conosco esteve sempre próxima. Quando sua filha Zenaide dormia, depois do almoço, Terezinha me colocava em seu colo e me fazia também dormir, passando as mãos em meus cabelos.

Teresinha era minha irmã. Filha do primeiro casamento de meu pai. Ele, desnorteado com a morte de sua mulher, o amor de sua juventude, com quem teve dezoito filhos, praticamente abandonou tudo. Seus filhos mais novos ficaram aos cuidados dos irmãos mais velhos. Deu aos filhos já adultos condições financeiras para começarem suas vidas, comprando fazendas a uns, doando gado a outros... Emprestava o que tinha aos amigos, mesmo sabendo que não teria retorno. Ouvi muito a história do avô de um conhecido político goiano. Meu pai emprestou para ele, que tinha perdido tudo, "uma tropa de burros" para que recomeçasse sua vida em Anápolis (Goiás). Os 'burros' lhe deram sorte, enricou, porém nunca mais se lembrou do amigo que o socorreu em um momento difícil. Meu pai perdeu tudo financeiramente falando, mas ficou com os conhecimentos adquiridos nas muitas escolas que teve a oportunidade de frequentar, principalmente durante seu tempo de seminarista. Era jornalista, poliglota e muito culto. O saber que se adquire é assim, como um DNA; não sai, ninguém tira, fica conosco para sempre. Depois de anos e anos de viuvez, tropeços, uma grande tristeza e decepções, conheceu minha mãe, casando-se pela segunda vez. Ela foi seu porto seguro, seu norte, foi com ela que conseguiu voltar à vida. Providencialmente convidado para diretor da administração estadual da pequena cidade onde morava, no norte de Goiás, hoje Tocantins, seguiu seu novo caminho como funcionário público.

Voltando ao início: Conheci Teresinha quando ela foi passar um mês lá em casa, acompanhada de Zenaide que tinha apenas um aninho. Do alto de meus 4 ou 5 anos, amei saber que tinha uma irmã-moça. Uma irmã que me parecera saída das histórias de fada que uma de minhas tias nos contava. Ela - Teresinha, depois da morte de sua mãe, foi morar com uma de suas irmãs já casada. Foi na casa desta irmã que conheceu um jovem. Pela foto dos dois, eram bem parecidos. Casaram-se e tiveram dois filhos. Ela foi ver e visitar nosso pai que não via há muitos anos. Deve ter ido se despedir dele. Quem sabe teve algum pressentimento... Devia saber que seria a última vez que o via. E que nos via - meus irmãos e eu, que ela acabara de conhecer.

Teresinha trouxe uma lembrança para cada um de seus novos irmãos. Meu presente foi uma linda boneca. Gostei tanto que não a largava nem mesmo quando íamos almoçar. Dormia abraçada com ela. Em retribuição, meu pai comprou para sua neta Zenaide um piano de brinquedo. Disse que era uma lembrança da "tia" que gostara tanto da boneca.

Alguns meses depois recebemos de Teresinha uma foto de Zenaide com o pequeno piano. Como meu pai ficou feliz com aquele gesto de carinho de sua filha! Mostrava para todos seus amigos, orgulhoso. Quanto a mim, amei aquela foto. Zenaide ao lado do presente que "eu" lhe havia dado.

Uma carta acompanhava a foto. Teresinha nos dizia que estava esperando um segundo filho. Depois, não soube mais nada dela. Meu pai, traumatizado com perdas - além da primeira esposa, já tinha perdido dois outros filhos - nos escondeu a notícia de sua morte. Talvez pensasse que éramos muito pequenos para compreender algo assim tão inexplicável. Era bem típico dele... Só soube da morte de Teresinha quando já tinha de nove para dez anos. Mas nunca a esqueci. Não resistiu ao dar à luz seu segundo filho. Este, por sua vez, faleceu ainda criança. De Zenaide soube pouco: que estava morando em outro estado, que seu pai casou-se uma segunda vez...

Zenaide, como sua mãe, perdeu o elo que une uma família. Perdeu aquela que a gerou e que poderia ligá-la aos outros familiares. É muito doído a perda de um pai. Porém muito mais sofrido é perder, ainda criança, uma mãe. Compreendo agora o porquê da primeira família de meu pai ficar tão dispersa, sem muito contato uns com os outros. A corrente fora partida.

Gostaria muito de rever Zenaide, saber como ela está, abraçá-la. Queria também lhe dizer que ela e sua mãe ficaram para sempre em minha memória, em minhas lembranças.

Zenaide e seu pequeno piano

Teresinha. Depois de anos e anos sem ver seu pai, foi abraçá-lo para se despedir e deixar para sempre sua presença marcada em nossas memórias: de uma pessoa doce, generosa e que amava os seus. Como os aplausos para o artista intérprete dessa melodia, deixamos aqui registrada nossa saudade e admiração por esta querida irmã que tão rapidamente passou por nossas vidas.

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terça-feira, maio 13, 2008

Via Postais: Marrocos

Postal de Rabat: "Armoiries de la Ville et la Kasbah des Oudaias"
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Foto com nosso grupo da Aliança Francesa
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Homens do deserto: "Méharistes des oasis Marocains"
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Continuando com*... 
Marrocos - País situado no noroeste da África do Norte, tendo como fronteiras o Saara Ocidental e a Argélia. Seu litoral é banhado pelo Oceano Atlântico e o Mar Mediterrâneo. No inverno a beleza da neve na Cordilheira Atlas surpreende aqueles que associam o deserto à sua paisagem. Esta é rica e variada, com cachoeiras, lagos, florestas, - já ouviram falar nas florestas de cedro? - além de montanhas e desertos.
Idiomas: Árabe (oficial), francês e espanhol.
Capital: Rabat
Principais cidades: Marrakech - a cidade vermelha; Meknés - a cidade verde; Fez, a amarela, considerada a capital intelectual do país e tombada pela Unesco como patrimônio histórico da humanidade. Ela se divide em "cidade velha" e "cidade nova"; Rabat, a cidade branca.


Há também Casablanca, a cidade que serviu de inspiração para o famoso filme "Casablanca", com Ingrid Bergman e Hunphey Bogart. Outra cidade que atraiu celebridades é Tânger, que serviu de inspiração para vários escritores, entre eles Paul Bowles que escreveu "O Céu que nos protege", adaptado para o cinema por Bernard Bertolucci.

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Marrocos foi o primeiro país muçulmano que conheci.
Achei tudo diferente, mas, naquela época não tinha consciência da dimensão das diferenças culturais entre países de formações religiosas, raciais e históricas às mais diversas, como é o caso desse país africano. Só percebia o que saltava aos olhos. As sutilezas só a convivência nos mostra. Há detalhes na cultura de um povo imperceptíveis aos mais jovens. É preciso uma certa maturidade. Maturidade que se adquire não apenas com o passar dos anos, mas pelo conhecimento que adquirimos através da convivência entre outras pessoas, outros países, enfim, outros povos. Conhecimento que não vem só pela leitura, porém no contato diário, na integração com as famílias, com as pessoas nas ruas, com os sabores e as cores do país.
É necessário que algum tempo se passe para que a absorção do que se vivencia comece a aflorar. Só então as sutilezas das diferenças culturais começam a serem percebidas, vistas e compreendidas.

Comecei a ter a percepção dessas diferenças escondidas, talvez no inconsciente das pessoas, quando morei por alguns anos em países tão diferentes do Brasil quanto os países da Europa e da Ásia. 

Mas, voltemos ao Marrocos. O que mais me impressionou nesse oásis africano foram os mercados, chamados de medinas. São verdadeiros labirintos. Há de tudo, desde frutas, comidas típicas, artesanato, até mágicos, encantadores de serpente, tapetes por toda parte e muito tecido. Todo tipo de tecido, espalhados em todo lugar.

Cada lugar, um saber.

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*Veja também, nesta mesma série, as postagens: Via Postais - Países, Sabores e Cores - Introdução e Via Postais - França .

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domingo, maio 11, 2008

Via Vida: Amizade é Confiança

Orquídeas do Jardim Botânico de Brasília
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Sempre, ao nos lembrarmos de alguém, um outro sentimento antecede a lembrança. Ele sempre está lá, embora às vezes imperceptível, como um alerta. É este sentimento que abre o caminho da lembrança. É ele que irá transformar essa ou aquela recordação em algo bom ou ruim, com um doce sabor ou insosso, sem sal, ou mesmo amargo, com um gosto ruim de ´não quero mais`.

Esse sentir desbravador tem um nome: confiança. É ela, a confiança, que define o grau da amizade. Ou a falta dela.

O que faz desaparecer a confiança? A mentira, o engano, a traição? Com certeza sim.

O maior exemplo de amizade e confiança? A amizade e a confiança de uma mãe ou de um pai. A amizade de nossos pais é feita de confiança porque foi cozida com amor, atenção, compreensão e carinho.

A amizade se alimenta de boas lembranças: um sorriso, um aperto de mão ou um abraço sinceros; um elo familiar, desses que nos deixam à vontade, sem nada esconder, confiantes; uma alegria em saber que iremos mais uma vez ver aquela pessoa para nós tão especial.

A amizade se faz através da confiança porque ela, para mim, é sinônimo de confiança.

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terça-feira, abril 29, 2008

Via Postais: Introdução

Postais


Nas décadas de 70 e 80 ainda era comum o envio de Cartões Postais para a família e os amigos, principalmente quando viajávamos. Tenho uma coleção deles. Além daqueles que tenho, recebidos de colegas e familiares, pedi "emprestado" para minha mãe e meus irmãos alguns que lhes enviei. Vamos fazer uma viagem no tempo através de postais? Inicio hoje a Série Postais.

Serão relatos e impressões de fatos de e em viagens. Não vou seguir a ordem cronológica dos acontecimentos. Nem mesmo caminhar em algum sentido. Simplesmente viajarei nas asas de minhas lembranças. Serão flashes de idas e vindas aqui e ali. Aqui, neste “continente” que é nosso gigante país. Ali, em diversos países por onde passei.


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Postal enviado para minha mãe relatando a atraso de seis horas de um voo, no Galeão.

Aeroportos

Não poderia deixar de falar, em primeiro lugar, sobre... os aeroportos. Passei por aeroportos de diversos países e ainda guardo na lembrança, apesar de já terem se passado quase trinta anos, de um super chá-de-cadeira. Talvez tenha ficado na memória por ter acontecido justamente em minha primeira viajem internacional. Não sei. De qualquer modo, ficou como um aviso para programarmos bem os horários, em se tratando de viagens, aviões e aeroportos. Mas, aonde foi mesmo o ocorrido? Na África? Na Ásia? Na Europa? Como gostaria de dizer que sim! Mas não vou mentir. Até mesmo porque consta no postal que enviei para minha mãe - era ainda uma quase adolescente - avisando sobre o ocorrido (ver foto acima). Sim, foi aqui mesmo, no nosso Galeão, onde passamos mais de seis horas esperando o bendito voo.  Dizia: "Até agora tudo bem, apesar de um contratempo que houve no Rio, pois o avião atrasou seis horas (...)".

Chamei de "contratempo" mais de seis horas no aeroporto. Tinha paciência... Era jovem.

Conclusão: O problema dos aeroportos não é de hoje.

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Marrocos


Foto por mim tirada do alto de um andar do hotel onde estávamos, em Marrocos.

Marrocos – Dessa viagem com os alunos e professores da Aliança Francesa, tenho de Marrocos a lembrança de pessoas, dos mercados (medinas), das mulheres com thador – aquele véu longo, tipo manta - e dos homens com turbante. Voltarei ao assunto.Fotos: Em sentido horário: 1- Vista de Casablanca; 2- Eu, "clicando" (tirei essa foto em frente de um espelho); 3- Com minha inseparável câmera; 4- Em frente ao Hotel Casablanca, em Marrocos.
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