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Copa2026: Brasil e Marrocos

Eu, anos 70. Chegada ao Hotel Casablanca, em Marrocos Brasil x Marrocos: uma crônica sobre o jogo, o histórico do país, cinema e curiosidades.   Copa2026: Brasil e Marrocos  É hoje! Brasil versus Marrocos. Vamos celebrar a diversidade cultural e a paixão pelo futebol. Que venham os gols e a festa. Vamos, Brasil!   A seleção do Marrocos já deu muito o que falar e, convenhamos, eles mostraram que podem tirar o sono de grandes times. Então, em clima de festa, vamos lá: que venha a goleada! Que o placar seja de cinco 🇧🇷 a zero 🇲🇦 Mas, falando sério, você sabia que o Marrocos é o primeiro país africano a chegar às semifinais de uma Copa do Mundo? Isso só mostra como a seleção marroquina está se destacando no cenário internacional. Além de Marrocos ser um destino cinematográfico, eles também começam uma bela história no futebol. Palmas pra eles! Com um certo orgulho já contei neste blog que o Marrocos foi o primeiro país estrangeiro que conheci. (Confira o post. ) * Mas va...

Copa 2026, Pelé e Irã

  Eu no Irã em 1979 Reflexões sobre a Copa 2026, o poder do futebol e memórias do Irã, unindo culturas além do marketing e apostas. Copa 2026, Pelé e Irã Desanimada. Vou ver somente a abertura e os jogos com a nossa seleção. A Copa se transformou em uma vitrine de marketing e estratégias comerciais. O que deveria ser uma festa do futebol agora se mistura com os jogos de apostas, onde muitos apostam suas esperanças e dinheiro, perdendo de vista a essência do esporte. Entre marcas e big techs, a magia do futebol parece ofuscada.  Essa reflexão me leva a recordar minha experiência única e transformadora no Irã, onde vivi no final da década de 70 e início dos anos 80, em meio a um período tumultuado marcado por revoluções. Ao chegar em Teerã, eu era uma estranha em uma terra desconhecida, sem falar uma palavra de farsi. O que me salvou? A mímica, a linguagem universal que se tornou minha companheira.  Logo percebi que a barreira do idioma poderia ser quebrada de outra forma: ...

Viver em verbo, resistir em poesia

Capa do livro   "(Sobre)Viver e morrer num corpo de Mulher", da escritora Francine Cruz Crônica sobre (Sobre)Viver e morrer num corpo de mulher, de Francine Cruz: poesia que aborda experiência feminina, resistência e memória. Viver em verbo, resistir em poesia   A escritora paranaense Francine Cruz transforma a experiência feminina contemporânea em denúncia, memória e resistência. Pelas obras anteriores da escritora, adquiri o livro “(Sobre)Viver e morrer num corpo de mulher”,   ainda na pré-venda. E hoje, na Semana do Dia Internacional da Mulher, não poderia deixar de falar sobre ele.  Há livros que se leem. Outros nos transformam. (Sobre)Viver e morrer num corpo de mulher , de Francine Cruz, pertence a essa segunda categoria. Integrante da Coleção Gralha Azul, da editora Toma Aí Um Poema, o livro mergulha nas camadas profundas do que significa existir em um corpo feminino na contemporaneidade. A poesia de Francine não busca apenas beleza, busca verdade. Em seu...

Uma sombrinha, um bairro, um recomeço

Relendo o diário, reencontro a rotina das chuvas de janeiro: laboratório, passeio a pé, pequenas descobertas e uma pamonha que renova corpo e mente.   Uma sombrinha, um bairro, um recomeço O ano começa devagarinho  Mais um ano em Goiânia. Entre idas e vindas, completei um ano inteiro na minha antiga terrinha. (Logo depois da pandemia, em 2022, eu e minha filha também passamos um ano por aqui.) Goiânia em modo janeiro Relendo meu diário, notei que as chuvas de janeiro repetem a mesma música: começam leves, como quem pede licença e, de repente, tomam conta do dia e da gente. No início do ano passado, logo depois da nossa volta para Goiânia, num dia chuvoso como o de hoje, escrevi: Há dias em que a gente acorda sem disposição, sem força, como se o corpo tivesse virado um casaco pesado. Fico mais um pouco na cama, tentando negociar com o mundo. Mas o tempo não negocia. Ele vai. Vai.  Tic-tac, tic-tac , e pronto: quando percebo, a manhã já está alta. “Nove horas? Não acredito....