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Copa 2026, Pelé e Irã

  Eu no Irã em 1979 Reflexões sobre a Copa 2026, o poder do futebol e memórias do Irã, unindo culturas além do marketing e apostas. Copa 2026, Pelé e Irã Desanimada. Vou ver a abertura e os jogos com nossa seleção. A Copa se transformou em uma vitrine de marketing e estratégias comerciais. O que deveria ser uma festa do futebol agora se mistura com os jogos de apostas, onde muitos apostam suas esperanças e dinheiro, perdendo de vista a essência do esporte. Entre marcas e big techs, a magia do futebol parece ofuscada.  Essa reflexão me leva a recordar minha experiência única e transformadora no Irã, onde vivi no final da década de 70 e início dos anos 80, em meio a um período tumultuado marcado por revoluções. Ao chegar em Teerã, eu era uma estranha em uma terra desconhecida, sem falar uma palavra de farsi. O que me salvou? A mímica, a linguagem universal que se tornou minha companheira.  Logo percebi que a barreira do idioma poderia ser quebrada de outra forma: através do...

Viver em verbo, resistir em poesia

Capa do livro   "(Sobre)Viver e morrer num corpo de Mulher", da escritora Francine Cruz Crônica sobre (Sobre)Viver e morrer num corpo de mulher, de Francine Cruz: poesia que aborda experiência feminina, resistência e memória. Viver em verbo, resistir em poesia   A escritora paranaense Francine Cruz transforma a experiência feminina contemporânea em denúncia, memória e resistência. Pelas obras anteriores da escritora, adquiri o livro “(Sobre)Viver e morrer num corpo de mulher”,   ainda na pré-venda. E hoje, na Semana do Dia Internacional da Mulher, não poderia deixar de falar sobre ele.  Há livros que se leem. Outros nos transformam. (Sobre)Viver e morrer num corpo de mulher , de Francine Cruz, pertence a essa segunda categoria. Integrante da Coleção Gralha Azul, da editora Toma Aí Um Poema, o livro mergulha nas camadas profundas do que significa existir em um corpo feminino na contemporaneidade. A poesia de Francine não busca apenas beleza, busca verdade. Em seu...

Uma sombrinha, um bairro, um recomeço

Relendo o diário, reencontro a rotina das chuvas de janeiro: laboratório, passeio a pé, pequenas descobertas e uma pamonha que renova corpo e mente.   Uma sombrinha, um bairro, um recomeço O ano começa devagarinho  Mais um ano em Goiânia. Entre idas e vindas, completei um ano inteiro na minha antiga terrinha. (Logo depois da pandemia, em 2022, eu e minha filha também passamos um ano por aqui.) Goiânia em modo janeiro Relendo meu diário, notei que as chuvas de janeiro repetem a mesma música: começam leves, como quem pede licença e, de repente, tomam conta do dia e da gente. No início do ano passado, logo depois da nossa volta para Goiânia, num dia chuvoso como o de hoje, escrevi: Há dias em que a gente acorda sem disposição, sem força, como se o corpo tivesse virado um casaco pesado. Fico mais um pouco na cama, tentando negociar com o mundo. Mas o tempo não negocia. Ele vai. Vai.  Tic-tac, tic-tac , e pronto: quando percebo, a manhã já está alta. “Nove horas? Não acredito....