segunda-feira, outubro 18, 2021

Nesse vaso cabe tudo

 

É um vaso grande, mas acho que exagerei plantando nele tanta coisa: erva-doce, melão-de-são-caetano, tomate…

Microflores de erva-doce 

Durante o isolamento da quarentena aproveitei pra fazer o que mais gosto: plantar. Amo espalhar sementes. Como em meu quintal não cabe mais nada, investi em vasos. Mas acho que exagerei em alguns deles. Sabe aquele vaso grande com a folha-santa gigante? (vou deixar o link do post lá embaixo) Pois é dele mesmo que vou falar hoje. Quase tudo que nasceu nele está com flores ou frutos. 

Digo quase tudo porque o pimentão só ficou na flor. Deu uma flor, mas logo depois murchou. Ele precisa de mais espaço para receber sol e se desenvolver. 

O manjericão (plantei um galho), pegou mas não cresceu. O galho que plantei em um outro vaso pegou bem e está crescendo bonito. Já estamos usando suas folhas nas massas que fazemos. 

O que mais me encantou nesse vaso foi a erva-doce. Das sementes plantadas nasceram várias, mas só uma cresceu. Está coberta de flores. São microflores brancas lindas lindas. Um encanto! Veja as fotos. 




Folhas da erva-doce 

E assim passo essa fase triste. Entre flores, muitas árvores (algumas que plantei há mais de vinte anos), pássaros (cantam o dia todo) e borboletas. São minha base, o que está sustentando minha casa e minha família durante a loucura da pandemia. E, claro, com muita leitura, trabalhos de casa, cuidados com pet e acompanhando a filha nos filmes, novelas, programas de tv e muitos livros.

A conclusão é que as plantas me salvaram nesses 19 meses de isolamento. E com as árvores alimento pássaros, cuido do meio ambiente onde vivo e deixo a natureza bela como realmente ela é. 

Que todos possam plantar e cuidar do lugar onde vivem. Não jogue fora as sementes das frutas, lave-as, seque e guarde. E vá semeando por onde passar, seja em vasos, nas calçadas, nos quintais ou onde der.  O mundo precisa de árvores, de todas as plantas e de nossos cuidados.

A Terra não quer ser destruída, nem nos destruir. A pandemia é um alerta para que mudemos nossos hábitos de vida. Por enquanto, só um alerta. Ao maltratar e destruir solo e subsolo, estamos eliminando os seres vivos da Terra. Sem nós ela poderá continuar existindo e irá se refazer. 

A mensagem da pandemia é esta: Cuide da natureza, conservando tudo que nela há. Cabe a nós decidir se queremos que as futuras gerações de humanos continue existindo.

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Esta borboleta amanheceu em meu banheiro. Fiz a foto hoje, por volta de 6:00 horas. Foi ela que me inspirou nesta postagem. 

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A folha-santa gigante:

https://www.luisanogueiraautora.com.br/2021/08/folha-santa-gigante.html?m=1

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sábado, outubro 16, 2021

Câncer de mama

Catedral iluminada de rosa

Como venci um câncer de mama Segundo o INCA, este ano,  (2021), no Brasil, os novos casos de câncer de mama ocorrerão em mais de 66 mil mulheres.  As maiores taxas são no Sul e no Sudeste, tendo o Norte a menor incidência. Ou seja, o percentual dessa doença é mais elevado em regiões mais desenvolvidas. Se houvesse um maior investimento em Educação, Saúde e Ciência, esta seria uma pesquisa prioritária para se saber as causas que levam a se ter um número maior de câncer de mama em umas regiões e menor em outras. Daí a importância de mais verbas para as pesquisas nas universidades brasileiras.

Como sabemos, o desgoverno do Brazil com z está levando o caos às universidades e assim, na diminuição drástica de suas pesquisas.

Leia, neste blog,  meu depoimento sobre um câncer de mama que tive e o que foi primordial para vencer essa doença que ainda afeta milhões de mulheres no mundo a cada ano:

https://www.luisanogueiraautora.com.br/2012/10/via-vida-cancer-de-mama-venci-fui-mais.html?m=1

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#cancerdemama #cancerdemamatemcura🎀 #comovenciocancer #mamografiasalvavidas #comovencerocâncer #curadocâncer #naturezaemfotosluisan

sábado, outubro 09, 2021

Acerolas da Quarentena

 

Vamos ter acerolas 

As acerolas estão chegando.

Apesar dos desmatamentos, das queimadas, dá degradação ambiental feita pelos humanos e a resposta da Terra com furacões, terremotos, extremos climáticos e pandemia, a natureza continua nos oferecendo seus frutos. Nosso planeta não nos odeia, ele só quer continuar existindo. E para isto é preciso que Terra e humanos se abracem, um não explorando o outro. Frutos ela sempre nos deu e em  abundância. Veja o exemplo desse pé de acerola, plantado há alguns anos.

Flores e acerolas verdes


Acerolas 

Flores brancas e rosadas tomam conta dos pés de acerolas. Os primeiros frutos já se mostram. Eles aparecem assim, como nas fotos, redondos e verdes. Logo logo começarão a mudar de cor e a aceroleira ficará verde, branca, rosa-claro, rosa vivo até ficar parecendo uma árvore de natal com bolinhas vermelhas. 

Deixo abaixo links de postagens de outros anos. Confira.

Fotos estáticas e aceleradas (time-lapse) de um pé de acerola.




Postagens deste blog sobre acerolas:

1- Acerolas, uma fábrica de vitamina C:

https://www.luisanogueiraautora.com.br/2009/04/viaverde-46-acerola.html?m=1

2- Acerolas: essas são minhas:

https://www.luisanogueiraautora.com.br/2021/03/acerolas-essas-sao-minhas.html?m=1

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Cuide-se!

#apandemianãoacabou

terça-feira, outubro 05, 2021

Folha-santa gigante


Folha-santa gigante. Compare com as folhas das outras plantas ao lado dela. 

Em um vaso grande, plantei sementes de tomate, melão-de-são-caetano, pimenta, erva-doce, entre outras. Já tinha no vaso algumas mudas de folha-santa. Tirei, deixando apenas uma para ter espaço para as mudinhas que começaram a nascer. À medida que cresciam, eu desbastava a folha-santa, tirando toda muda que nascia ao seu lado. Tirava também os galhos que saíam de seu tronco. Fui desbastando até ficarem só três folhas, elas  estavam viradas para fora do vaso, assim não fariam sombra para as mudinhas que cresciam rapidamente. Para minha surpresa, uma das folhas crescia mais, alongando-se dia a dia. Crescia muito e de suas laterais apareciam brotos. As folhas da folha-santa brotam nelas mesmas, é a chamada brotação múltipla.

Tempo seco e adubagem

Como estávamos no período seco - e em Brasília é ultra seco, a terra ressecava muito. Necessitava, pois, de cuidados como aguar com regularidade. Quando eu ia aguar, jogava a borra de café do dia ou, se tivesse feito algum chá, tudo que ficava dele no coador. Às vezes eu aguava também com a água que lavava o arroz. Portanto, nada de adubos. Ou melhor, a adubagem era feita com café, arroz e chás (risos). 

Folha gigante 

Quem tem folha-santa plantada sabe que elas se multiplicam rapidamente. Assim é aqui em casa. Mas folhas crescendo desse modo eu ainda não tinha visto. Confira as fotos e os minivídeos e surpreenda-se também com o tamanho que a folha está ficando. 



Para aumentar o tamanho dos vídeos, pince com os dedos, aumentando. 


Tentei medir a folha usando um escalímetro no lugar de fita métrica. Era o que estava à mão naquele momento.



Toda gravação feita no quintal aqui de casa, vem com um fundo musical: o canto dos pássaros. É um coral lindo que começa de madrugada e vai até o final da tarde. De vez em quando aparecem cantores diferentes, talvez atraídos pelas árvores. Fica a dica: Plante árvores!



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Veja mais postagens, neste blog, sobre a folha-santa:

1- Folha-santa I:

2- Folha-santa II:

3- Brotação múltipla da folha-santa:

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sábado, setembro 25, 2021

Cantata serenata

 Chuva Fina


Choveu! Choveu, gente! Choveu em Brasília! Uupiii!!!


Enfim a chuva veio. Chegou dia 24 de setembro, mas chegou.


Ontem anoiteceu chovendo. Primeiro, uma chuva forte. Depois uma chuva pinga-pinga, dessas de cantar cantarolando e ninando em serenata, bem baixinho. 


Foi uma alegria geral. 


Agora, sim, o cansaço vai embora.  Ninguém tinha mais disposição pra nada. Era só calor e seca. Parecia que o mundo estava em fogo.  


A chuva veio e trouxe risos, cantos. Nem a luz indo embora abalou nossa alegria.  Sim, aqui é assim. A energia tem medo de chuva. É só trovejar que a eletricidade dá no pé. 


Pois é, choveu. Agradecemos rindo e cantando. Minha filha até leu um poema, quando a chuva já estava fininha, aquela chuvinha de serenata. É o poema “Chuva fina” de meu livro “Letras Falam”. 


E você, gosta de dormir com uma chuva fina? Aquela chuvinha de serenata? Conta aqui! E na próxima chuva fina, a noite, cante e leia poemas para as gotinhas que caem na calçada, nas janelas, nas folhas. Cada pingo, um som. Como uma orquestra tocando baixinho. Cante também. A natureza agradece trazendo uma brisa bem gostosa, para um sono ainda melhor. 


Minha filha trocou uma palavra, sem querer. Você consegue descobrir qual foi a palavra?



Poema “Chuva Fina”, na voz de Rafieh Panah 



Uma ilustração do livro “Letras Falam - Poemas (Ilustradora: Nina Cordeiro). 





Leia o livro Letras Falam - Poemas em:


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Agradeço de coração a todos que por aqui passam. Já ultrapassamos um milhão e mil visualizações. Obrigadaaaaa!!!!!!!
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quarta-feira, setembro 22, 2021

Primavera da pandemia

Quem acompanha este blog sabe que flores são sempre presentes em  nossas postagens, principalmente durante a primavera*. Este ano está sendo diferente. 

As flores ao meu redor chegaram bem tímidas. A seca extrema de Brasília, com a umidade atingindo 11 %, junto com a escassez de água, deixaram meu jardim triste como a pandemia que nos assola desde 2020. 

Nunca usei água a torto e a direito, como se fossem bens inesgotáveis, mas minhas plantas recebiam água em quantidade suficiente. Eu poderia ter continuado no mesmo ritmo, já que não havia desperdício. O que me fez mudar, molhando só os vasos e a horta, foi o aviso dado pela Mãe Terra através do vírus da Covid-19. Se nos anos anteriores, nos meses secos de junho a setembro, eu aguava as plantas uma ou duas vezes por semana, este ano minhas joinhas ficaram quase ao Deus dará. Eu quis economizar ainda mais água, molhando somente o necessário para que elas não morressem. 

Mostro nas fotos o resultado da falta d’água. Como vocês podem ver, a grama secou, as palmeiras idem e a trepadeira sapatinho-de-judia quase morreu. Outras morreram ou estão quase mortas.  

Uma lição da natureza que eu já sabia mas nem sempre colocava em prática: plantas nativas resistem ao calor, ao frio, às chuvas ou à seca, em seu habitat. Quando fora de seus lugares de origem não resistem, precisam de muitos cuidados. Já plantei hortênsias e outras plantas sensíveis à seca. Apesar do trabalho extra, elas não resistiram muito tempo. 

Jabuticabas gostam de água, por isto nascem e se multiplicam em brejos. Para se ter pés de jabuticaba em nossos quintais, é preciso aguar com frequência ou usar o truque do filtro de barro enterrado ao seu lado, mantendo-o cheio e pingando gota a gota, dia e noite. Assim a terra não seca e as jabuticabeiras retribuem com os galhos cheios de suas frutinhas com aquele sabor que só as jabuticabas têm. Mas este ano elas sentiram o tamanho da seca e a tristeza do mundo. Em um dos pés nasceu uma - UMA - jabuticaba. No outro pé apareceram algumas em alguns galhos.  

Os passarinhos também sentiram o mundo desabando. Muitos morreram. Esse das fotos, um filhote, encontrei caído embaixo de uma árvore, já quase morto. Apesar dos cuidados que ele recebeu, não resistiu. 

Energias naturais como a solar e a eólica são bem vindas, assim como pensar em modos sustentáveis para todos, no âmbito social, econômico e ambiental. 

A pandemia está aí para nos alertar sobre os  danos que causamos à Terra. O planeta pede socorro e quer expulsar o inimigo que tanto mal lhe faz. Envia vírus, alerta através das mudanças climáticas extremas, mostra que a água pode ficar cada dia mais rara. Avisa que precisamos com urgência mudar nosso modo de vida, não explorando solo e subsolo. É um desafio. Ou mudamos radicalmente ou seremos expulsos. Como diz o teólogo e humanista Leonardo Boff, a Terra não precisa de nós. Nós é que precisamos dela. (“Assim como cuidamos de nós mesmos devemos cuidar da Terra. Ela não precisa de nós, mas nós precisamos dela”. BOFF, Leonardo. Covid-19 A Mãe Terra contra-ataca a Humanidade - Advertências da pandemia. Petrópolis, Vozes, 2021, p. 34 e após inúmeros dados científicos comprovados: “Ou nós mudamos nossa relação para com a Terra e a natureza, num sentido de sinergia, de cuidado e de respeito, ou a Terra poderá não nos querer mais sobre sua superfície.”. - p. 144).

Sapatinho-de-judia** secando 

Grama e plantas secas

As jabuticabas*** deste ano

                 Filhote de pássaro. Ele também não resistiu.

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Pra não dizer que não falei de poesia, confira, neste blog, o poema Primavera:

https://www.luisanogueiraautora.com.br/2021/04/primavera.html?m=0

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*Postagens de flores de outras primaveras:

1-Margarida-das-pedras

https://www.luisanogueiraautora.com.br/2010/09/via-verde-margarida-das-pedras.html?m=0

2- Flor-canhota

https://www.luisanogueiraautora.com.br/2010/09/via-verde-90-flor-canhota.html?m=0

3- Orquídeas - Um festival de cores

https://www.luisanogueiraautora.com.br/2009/09/via-verde-61-orquideas-um-festival-de.html?m=0

Veja mais flores neste blog através das hashtags “flores”, “Flores do Brasil” ou “Via Verde”.

**Veja fotos da flor sapatinho-de-judia em:

https://www.luisanogueiraautora.com.br/2009/05/viaverde-45-sapatinho-de-judia.html?m=1


***Sobre jabuticabas, veja mais postagens neste blog:

1-Olhos de jabuticaba:

https://www.luisanogueiraautora.com.br/2021/09/olhos-de-jabuticaba.html

2- Jabuticaba não pesa na balança:

https://www.luisanogueiraautora.com.br/2012/10/jabuticaba-nao-pesa-na-balanca.html

3-- É tempo de jabuticaba:

https://www.luisanogueiraautora.com.br/2010/09/via-verde-90-e-tempo-de-jabuticaba.html?m=1

4-- Mousse de jabuticaba:

https://www.luisanogueiraautora.com.br/2010/09/via-viajando-nos-sabores-7-mousse-de.html?m=1

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domingo, setembro 12, 2021

Pitangueira florida na seca de Brasília


Flores da pitangueira 

A seca do cerrado deste ano está sendo terrível. Já estamos no dia 12 de setembro e nem sombra de  chuva, com uma umidade do ar atingindo 11%. 

O que me chamou a atenção foi meu pezinho de pitanga. Apesar dessa seca ser pior que a dos anos anteriores, ele não desanimou. Estava quase que só galhos marrons secos e de repente ficou coberto com pequenas flores brancas. 

Já estou sonhando com as pitangas. Delícias. Vermelhinhas. Hummmm!!!! 

Pitangueira 

Pitangueira 

Pitangueira florida

Nota: Fiz as fotos ontem por volta de 17 horas.

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Veja fotos de pitangas em:

https://www.luisanogueiraautora.com.br/2008/12/viaverde-22-pitangas.html?m=1

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sexta-feira, setembro 10, 2021

Faça pão na panela


Eu me dei um tempo fora da rotina, saí um pouco do cansaço da quarentena e assim pude ver, fazer e admirar outras paisagens além daquelas ao alcance de minha visão de todos os dias.

Uma das coisas boas que estou fazendo?  Mergulhei de cabeça no blog do economista e professor Ladislau Dowbor. Estou lendo seus livros e até fiz um curso com ele, em dez aulas e mais uma aula tira-dúvidas. Suas aulas são sensacionais! O curso é on-line. O Professor Ladislau trabalhou como economista em vários países do mundo e, pra se ter uma ideia de sua importância, já prefaciou livro do Paulo Freire. Ele ensina economia de uma maneira tão simples e descomplicada que até uma criança pode compreender.  Deu pra ver porque estou assim entusiasmada? Para mais informações, deixo no final o link de seu blog.

O curso "O Capitalismo se Desloca" é baseado em um de seus livros. Todos os livros do Professor Ladislau Dowbor estão disponíveis para download gratuito.

Sumário do livro O Capitalismo se Desloca


Mas, apesar das aulas de economia, quero falar mesmo é de um pão caseiro feito dentro de uma panela. Repito, pão feito em uma panela. E mais: sem precisar fazer força para amassar e sem a necessidade de muito fermento. 

Descobri a receita revirando o blog do professor aqui e ali. Está no finalzinho, em uma parte chamada "Happy Hour". Prova de que não só de economia vive um economista. Com muito humor ele diz: "Até economista pode fazer coisa útil."

Como é a receita? O professor Ladislau explica e descomplica até na hora de fazer pão. Logo, não me arrisco a falar nada. Deixo aqui o link de seu blog e o link da receita. Façam, é também um modo de distração, de comer um pão feito por você e, como eu, descansar a cabeça do caos onde o desgoverno pandêmico nos meteu. 


Blog: https://dowbor.org/

“Faça seu pão em casa”: https://dowbor.org/2020/04/l-dowbor-faca-seu-pao-em-casa-3p.html


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Confira, neste blog, receitas e dicas de alimentação saudável:

1- Alimentação saudável 

2- Sobremesas com abacate

Veja mais através da “Via viajando nos sabores” ou através da página “Vias do Multivias “.





sexta-feira, setembro 03, 2021

Certificado de Reonhecimento do Literatura já




Existe um espaço amante da literatura, onde sua idealizadora declama poemas e lê crônicas, contos e outros textos literários com muita sensibilidade e, nota-se, com amor e carinho pelo que faz. 

Literatura já, coordenado pela escritora Joyce Nascimento está no YouTube, no Spotify, no Instagram e outros locais, apresentando a cada semana o trabalho de diferentes autores. Neste mês de setembro tenho a honra de ser uma das participantes, ao lado dos escritores Adriana Manduco, Daí Darc, Leonardo Davino e Reinaldo Fernandes. 

Gratidão é o que sinto 🙏

Poema O Tempo, de Luísa Nogueira 

Voz: Joyce Nascimento https://www.instagram.com/nasci_joyce/ Produção: jogogplay https://www.youtube.com/c/jogogplay Canal Literatura já! 

 https://www.instagram.com/literatura.ja/





quinta-feira, agosto 19, 2021

Existir é preciso



No meio de tantas notícias sobre o caos mergulhado por nosso país, neste momento de pandemia e de descontrole total do desgoverno, ficamos muitas vezes à deriva de nós mesmos. Pouco a pouco perdemos nossa capacidade crítica do contato com o mundo real. Falo do mundo descontrolado, onde grupos, no egoísmo e na ganância de se sentirem superiores, colocam como foco bens materiais cada vez maiores. Como alpinistas, eles querem subir mais na escalada do dinheiro. O monte Everest é o objetivo. Quanto mais têm, mais querem ter. “Quero pertencer ao grupo de maiores do mundo”, dizem. Maiores do mundo para essas pessoas significa ter muito, mais muito dinheiro. Pouco importa se para conseguirem seus objetivos deixem pessoas mortas por falta de alimentos e pela pobreza extrema que seus investimentos (sic) astronômicos e improdutivos geraram - e geram. Improdutivos porque sem nenhum retorno para a sociedade, seja em forma de empregos, seja por meio de impostos ou de produção de alimentos ou de qualquer outro bem comum. Falo das infrutíferas e bilionárias aplicações cujos rendimentos de alguns deles ultrapassam o PIB de um país inteiro.    

No meio de nossas próprias dores, esquecemos as dores de outros. Por vezes dores tão grandes que as nossas tornam-se pequenas, minúsculas mesmo. É disso que falo. Nosso olhos veem aquilo que está próximo, e o que está perto geralmente são problemas parecidos com os nossos. E com a pandemia e o isolamento em decorrência dela, fica difícil olhar para mais longe. 


É preciso existir


Quero ver, quero enxergar o que a tv não mostra. Quero  descobrir o que há além de mim para enxergar o mundo como ele realmente é e assim saber onde estou, em qual mundo vivo e como chegamos ao absurdo deste caos ético, moral e social. Só assim poderemos nos encontrar e descobrir caminhos para um mundo mais colaborativo e solidário, onde a economia seja um fator de desenvolvimento social e não de especulações absurdas e vergonhosas. Como está, cada dia ficamos mais longe desse encontro. Eu, você e todos nós. Assim, permanecemos distantes de nós mesmos. De minha parte, preciso parar, dar um tempo, ouvir o que quero falar comigo mesma, tentar enxergar o que está por trás do monstro que o mundo gerou com um poder altamente destrutivo do meio ambiente e do planeta como um todo. 


Preciso ouvir a voz por trás das vozes próximas e as informações por trás das notícias dos noticiários. Quero sair da roda de coisas pessoais. Sim, quero e preciso me encontrar, saber porque me sinto impotente diante de todos esses fatos e como continuar em meu propósito de vida. Preciso descobrir como posso ser útil neste mundo desgovernado e próximo a sucumbir. Preciso ficar um tempo comigo mesma. Sim, é preciso encontrar o que está escondido dentro de nós mesmos para que nossa existência tenha algum sentido. 


Para viver, é necessário compreender o mundo como um todo e para compreender o mundo, é preciso primeiro se compreender. Só assim poderemos existir verdadeiramente, porque…


Existir de mãos dadas é preciso. 


Como fazer com que todos compreendam que os 17 objetivos de desenvolvimento sustentável, os ODS*, foram assinados porque as nações enfim ouviram a Ciência? Como fazer com que todos compreendam que a Terra grita há séculos por socorro? Compreenderem que se agora nada for feito será o fim para as futuras próximas gerações? 


Sim, para existir, informar é também preciso e urgente. 


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*ODS: Leia sobre os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no artigo que escrevi no Dia da Terra:

https://www.luisanogueiraautora.com.br/2021/04/dia-do-planeta-terra.html?m=1


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