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Infinito

Colagem feita por Luísa Nogueira através do aplicativo Canva     A “Canção da América, de Milton Nascimento e o poema “Infinito”, de Luísa Nogueira, em uma reflexão sobre liberdade e conexões humanas. A crônica explora a finitude e a busca por relações significativas na existência. Infinito Enquanto relia o texto “Infinito”, escrito há alguns anos, a notificação do WhatsApp interrompeu meu momento de introspecção. Era uma mensagem de uma amiga querida, acompanhada de um vídeo sobre a “Canção da América”, de Milton Nascimento. Associava o trecho “Amigo é coisa pra se guardar / debaixo de sete chaves / dentro do coração” à amizade verdadeira, aquela onde amigos permanecem conosco, mesmo quando a vida muda e a distância física aumenta. Essas palavras pareceram ressoar profundamente, ligando-se à reflexão que eu tinha sobre o infinito e as conexões humanas. “Mergulhei no infinito”, pensei. E, naquele instante, percebi que o infinito não era apenas uma ideia abstrata, mas uma ...

Copa2026: Brasil e Marrocos

Eu, anos 70. Chegada ao Hotel Casablanca, em Marrocos Brasil x Marrocos: uma crônica sobre o jogo, o histórico do país, cinema e curiosidades.   Copa2026: Brasil e Marrocos  É hoje! Brasil versus Marrocos. Vamos celebrar a diversidade cultural e a paixão pelo futebol. Que venham os gols e a festa. Vamos, Brasil!   A seleção do Marrocos já deu muito o que falar e, convenhamos, eles mostraram que podem tirar o sono de grandes times. Então, em clima de festa, vamos lá: que venha a goleada! Que o placar seja de cinco 🇧🇷 a zero 🇲🇦 Mas, falando sério, você sabia que o Marrocos é o primeiro país africano a chegar às semifinais de uma Copa do Mundo? Isso só mostra como a seleção marroquina está se destacando no cenário internacional. Além de Marrocos ser um destino cinematográfico, eles também começam uma bela história no futebol. Palmas pra eles! Com um certo orgulho já contei neste blog que o Marrocos foi o primeiro país estrangeiro que conheci. (Confira o post. ) * Mas va...

Copa 2026, Pelé e Irã

  Eu no Irã em 1979 Reflexões sobre a Copa 2026, o poder do futebol e memórias do Irã, unindo culturas além do marketing e apostas. Copa 2026, Pelé e Irã Desanimada. Vou ver somente a abertura e os jogos com a nossa seleção. A Copa se transformou em uma vitrine de marketing e estratégias comerciais. O que deveria ser uma festa do futebol agora se mistura com os jogos de apostas, onde muitos apostam suas esperanças e dinheiro, perdendo de vista a essência do esporte. Entre marcas e big techs, a magia do futebol parece ofuscada.  Essa reflexão me leva a recordar minha experiência única e transformadora no Irã, onde vivi no final da década de 70 e início dos anos 80, em meio a um período tumultuado marcado por revoluções. Ao chegar em Teerã, eu era uma estranha em uma terra desconhecida, sem falar uma palavra de farsi. O que me salvou? A mímica, a linguagem universal que se tornou minha companheira.  Logo percebi que a barreira do idioma poderia ser quebrada de outra forma: ...

Viver em verbo, resistir em poesia

Capa do livro   "(Sobre)Viver e morrer num corpo de Mulher", da escritora Francine Cruz Crônica sobre (Sobre)Viver e morrer num corpo de mulher, de Francine Cruz: poesia que aborda experiência feminina, resistência e memória. Viver em verbo, resistir em poesia   A escritora paranaense Francine Cruz transforma a experiência feminina contemporânea em denúncia, memória e resistência. Pelas obras anteriores da escritora, adquiri o livro “(Sobre)Viver e morrer num corpo de mulher”,   ainda na pré-venda. E hoje, na Semana do Dia Internacional da Mulher, não poderia deixar de falar sobre ele.  Há livros que se leem. Outros nos transformam. (Sobre)Viver e morrer num corpo de mulher , de Francine Cruz, pertence a essa segunda categoria. Integrante da Coleção Gralha Azul, da editora Toma Aí Um Poema, o livro mergulha nas camadas profundas do que significa existir em um corpo feminino na contemporaneidade. A poesia de Francine não busca apenas beleza, busca verdade. Em seu...