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quarta-feira, setembro 01, 2010

Via Vida: Helena Bernardes e o Rio Piracanjuba

Uma nascente sendo destruída - Foto do blog 'SOS Nascentes do Rio Piracanjuba' 
Helena Bernardes, protetora das nacentes do Rio Piracanjuba - Fotos do blog 'SOS Nascentes do Rio Piracanjuba'



Milhares e milhares de nascentes de nossos rios pedem socorro. Algumas têm sorte e encontram verdadeiras fadas-madrinhas para protegê-las. É o caso das nascentes do Rio Piracanjuba. Helena Bernardes arregaçou as mangas e está lutando por elas através de ações de conscientização ambiental junto à população ribeirinha. As nascentes ficam no município de Silvânia, Goiás, no Setor Daiana, já nas proximidades do Distrito Agroindustrial de Anápolis, conforme ela nos relata em seu blog. É um exemplo de coragem e dedicação. Seu trabalho pode ser acompanhado através do blog SOS Nascentes do Rio Piracanjuba. Que venham outras Helenas Bernardes! Nossos rios precisam delas!

E você, como está cuidando de cada gotinha de vida que chega até sua casa?

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Próximos posts: Dia 06, segunda-feira: É tempo de Jabuticaba; Dia 08, quarta-feira: Fazendo Charme; Dia 10, sexta-feira: Mousse de Jabuticaba. Até lá!

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sexta-feira, março 26, 2010

Via Natureza: Escondidinhos 7 - Sofia e o Lago Orion

Cadê os bichinhos?
Queremos conhecer um pouco mais sobre os hábitos de nossos pequenos amigos da natureza.  Através desta brincadeira objetivamos incentivar a observação e o conhecimento de plantas e de animais que vivem à nossa volta. Estamos tentando identificá-los, na medida do possível, para que você possa saber seus nomes. Vamos brincar e conhecer? 
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Desafio de hoje

Onde está o beija-flor? Agora queremos ver se você é mesmo um bom observador! Compare essas três fotos e diga onde está o beija-flor na primeira foto.






Resposta do desafio anterior

Onde está a formiga?
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Resposta da formiga: -Você achou fácil? Também pudera! Uma formiga verde numa flor-leopardo! Opa! Eu disse formiga verde*? Eu existo? Ai, ai, ai... E agora?????????? 

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*Procuramos no Google sobre uma possível formiga verde mas nada encontramos. Você sabe se existe mesmo alguma formiga verde? Ou fotografamos um outro bichinho parecido com formiga? Por favor, ajude-nos a identificá-lo!!!!!!!!!!!!!!!

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Sofia e o Lago Orion

Foto do Blog do Instituto SOS Rios do Brasil*

Vamos ajudar as crianças da Aldeia da Serra, em Barueri (SP)? Elas querem salvar um lago onde fazem caminhadas com seus animais de estimação. Saiba mais em Abaixo Assinado de Patinhas, no site "Olha Aqui...": http://sousofia.com.br/

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quarta-feira, junho 11, 2008

Via Vida: Lydia (3 de 7): Lydia e sua Carolina





Lydia e sua Carolina
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A cidade de Carolina fica ao sul do Estado do Maranhão. É banhada pelo Rio Tocantins, que a separa da cidade de Filadélfia, já no Estado do Tocantins. Seus privilegiados 23 mil habitantes têm, entre outras atrações, trilhas ecológicas, cachoeiras e as praias do grande Rio Tocantins.



Rio Tocantins: "Por_do_sol_magnífico": Foto cedida por jjLeandro, "um poeta todo prosa", conterrâneo de minha mãe.


"A Velha Ponte do Rio Tocantins" - Foto de jjLeandro





Um antigo barco que ainda hoje faz a travessia de pessoas entre Carolina (MA) e Filadélfia (TO). Foto de jjLeandro, que escreveu em seu site no Overmundo: "Esse barco, (...) tem bancos de madeira e laterais abertas para que o passageiro durante a travessia do rio curta a paisagem". E fico aqui, olhando para esse barco e imaginando minha mãe ali, sentada nele, atravessando o Rio Tocantins, olhando as ondas do rio-mar e a paisagem ribeirinha.

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De minha mãe herdei esse lado aventureiro. A descoberta de um novo lugar e de uma nova paisagem é algo que sempre nos encanta.

De acordo com seus relatos ela viajava muito quando solteira. Pequenas viagens, de uma para outra cidade do Maranhão e às vezes em cidades próximas de Goiás -hoje cidades do Tocantins. Passava férias em fazendas, principalmente na fazenda de sua avó Theresa, mãe de seu pai. Muitas são suas histórias em barcos, canoas e mesmo a cavalo, em vilarejos e aldeias indígenas.

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Fotografia:
Essas três fotos de Carolina - MA, nos foram gentilmente cedidas por jjLeandro. Agradecemos sua colaboração. Saiba mais sobre esse jornalista, escritor e poeta carolinense em:
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Atualização feita em 01/02/2016: Mais algumas fotos e links de dois vídeos com imagens e uma música que fala sobre Carolina.

1- Ontem visitei a página do Facebook do JjLeandro e trouxe mais duas de suas belas fotos: O Rio Tocantins, visto na travessia que separa Carolina, no Maranhão e Filadélfia, no estado do Tocantins e uma vista do embarcadouro de balsas de Carolina, tendo, à sua frente, a cidade de Filadélfia.

RIO TOCANTINS - travessia Carolina/Filadélfia (JjLeandro)

Filadélfia - To vista do embarcadouro das balsas em Carolina -Ma (JjLeandro)

2- Vou deixar também algumas fotos da página Eu Amo Carolina, onde há belíssimas imagens da cidade, suas praias, cachoeiras e arredores. Vale a pena visitar esse site para conhecer um pouco mais sobre essa linda cidade maranhense.

Carolina - Av. Getulio Vargas.

Carolina - Orla
Rio Tocantins

Carolina - Praça Alípio Carvalho 

Carolina - Orla
Rio Tocantins

Carolina - Casarões da Av. Getulio Vargas

3- Vídeo Carolina MA, cidade rica em natureza, editado por Cleber Medeiros com fotos feitas por ele e uma música que fala sobre Carolina: http://multivias.blogspot.com.br/2016/02/carolina-ma-cidade-rica-em-natureza.html

4- Vídeo Carolina MA, produzido por DJNATIVA NATIVA com belas imagens de Carolina e seus arredores: http://multivias.blogspot.com.br/2016/02/carolina-ma.html


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Via Vida: Lydia (2 de 7): Lydia, a irmã caçula






Lydia, a irmã caçula



Minha mãe era a caçula de oito irmãos. Cinco mulheres e três homens. Havia uma diferença de dezesseis anos entre ela e sua irmã mais velha, nossa amada tia Emília, carinhosamente chamada de tia Miluca.
Olhando assim, percebemos que ela foi tia ainda criança. Segundo ela mesma, seus sobrinhos foram seus irmãos mais novos, ajudando a cuidar de muitos deles.
Era com eles que brincava, se divertia e, quando já mocinha, ia para as festas. Festas nas casas de amigos e vizinhos, nas cidades circunvizinhas e nas fazendas. Como dizia, em seu tempo tudo era motivo para festa, tudo virava "uma festa", até mesmo as alegres cantigas das brincadeiras de roda.
No seu tempo de criança, a meninada corria brincando nas calçadas de suas casas. E sempre em grupos. Hoje é através do computador, da televisão e dos jogos eletrônicos que a criança se diverte. Sabemos que esse 'se diverte' é bem relativo; na verdade a criança do mundo contemporâneo se isola mais do que brinca.

Minha mãe e sua irmã mais velha, nossa querida Tia Miluca

De nossos tios, irmãos de minha mãe, tivemos pouco contato. Tia Miluca foi uma exceção. Como seus filhos já eram maiores, podia ir, de vez em quando, nos visitar. Morávamos em uma outra cidade, Pedro Afonso, norte do estado de Goiás, hoje pertencente ao Tocantins. Outra cidade, outro estado, e ainda tendo como meio de transporte apenas uma opção, os barcos, via Rio Tocantins.

Tudo isso não era empecilho para ela sair do conforto de sua casa, enfrentar barcos ou barcas nem sempre confortáveis e seguros, só para ir ver como estava sua irmã caçula. Queria lhe ajudar, não apenas através da companhia e da amizade de uma irmã, mas também com a educação de seus sobrinhos. Passava uma ou duas semanas conosco, para nossa alegria. Foi para nós como uma segunda mãe. Quando ia embora algo ficava nos faltando, com certeza seu carinho, sua atenção e suas histórias. Suas histórias... eram tantas! Todos os dias, ao anoitecer, nos reuníamos na porta de casa, sentados ao seu redor, ansiosos para ouvir mais uma joia tirada de sua memória. Ainda me lembro dela me dizendo:

-"Ai! Seu cotovelo é muito fino. Está me furando."

Era eu que sentava mais próximo dela. Encantada pela história e embalada por sua voz, não percebia que pouco a pouco apoiava minha cabeça em uma das mãos e... tum! Mais um cotovelo fino em seu colo, coitada.

Tia Miluca era um livro sonoro. Livro sonoro? Não, não, eram tantas e tantas histórias e estórias que não caberiam em um só livro. Ela era na verdade uma biblioteca, uma verdadeira biblioteca sonora.


Nossa saudosa Tia Miluca fazendo croché.



Tia Miluca tinha seus momentos "mágicos". Uma vez fiz uma foto dela assim, num desses momentos que só a fotografia sabe eternizar. Observando suas mãos e seu semblante calmo, parecendo estar num mundo totalmente seu, distante de tudo, percebemos que ela se encontra em um mundo de entrega total à sua arte. Essa conexão com nosso interior é talvez uma concessão de Deus a todos, porém os que amam o que fazem, ultrapassando a si mesmos, indo além do imaginário, é que conseguem entrar nessa sintonia com o Universo. Fiz esse clic em Goiânia, em nossa casa, nos anos 70. Ela nos deu essa colcha branca. Guardo-a com todo carinho. Só a uso em momentos muito especiais. Aliás, ela deu uma colcha de croché para todas suas sobrinhas. Tenho duas feitas por suas mãos. Fez várias para sua filha, nossa querida prima Alba.


Uma artista

Foi também com ela que aprendi trabalhos manuais. Era, como se dizia, "uma crocheteira de mão cheia". Nunca vi peças em croché tão bem feitas como as que ela fazia. Trabalho minucioso, todos os pontos do mesmo tamanho, cronometrados pela habilidade e talento de suas mãos. Era uma verdadeira artista.

Duas irmãs, duas vidas, duas histórias diferentes mas com um ponto em comum: o amor pela família.

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