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segunda-feira, abril 26, 2021

O melhor presente para o Dia das Mães



Dia das Mães 


No Dia das Mães faça diferente. Dê para sua mãe algo que estimule sua memória e sua criatividade. Livro é o melhor presente. 


Livros são viagens de entretenimento, diversão e algo encontrado somente na leitura: a magia da sintonia com pessoas, culturas e lugares. Quem lê sempre aumenta seu conhecimento.


Quer mais motivos para transformar seu presente em uma lembrança especial? Adquira livros com assuntos de interesses de sua mãe. 


Uma dica: O livro Balbúrdias na Quarentena não é apenas um retrato da pandemia no Brasil. Ele é um livro de leitura participativa, ou seja, ele vai além da leitura. A autora convida o(a) leitor(a) a participar de sua experiência como observadora do mundo ao seu redor, com uma linguagem bem simples. 


Veja a sinopse do livro Balbúrdias na Quarentena em: 

Balbúrdias na Quarentena ⋆ Loja Uiclap


Ou em:


https://loja.umlivro.com.br/balburdias-na-quarentena-5560489/p


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E aí, gostou da ideia? Marque nos comentários uma pessoa que também precisa saber qual é o melhor presente para o Dia das Mães. 

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#diadasmães #livroéomelhorpresente

segunda-feira, dezembro 07, 2020

8 livros incríveis

Para este final de ano, dê o melhor presente. Escolha  para o Natal e para seu amigo oculto, algo que divirta e ensine, traga emoção, cultura e, por incrível que pareça, bem baratinho. 

 Livro é o melhor presente.


8 Livros incríveis


1- Título:  O PEQUENO PRÍNCIPE VISITA SÃO PAULO"

Autora: Christiane Murville

Literatura Infantil

Sinopse
Tem versão para Ler e Colorir. Autora: Christiane Murville. Sinopse: O livro "O Pequeno Príncipe visita São Paulo" apresenta uma coleção de ilustrações que foi elaborada para o lançamento, pela Tocalivros.com
, do audiolivro de "O Pequeno Príncipe", de Antoine de Saint-Exupéry. Os desenhos mostram o Pequeno Príncipe passeando por São Paulo e visitando o Mercado Municipal, a Catedral da Sé, o Parque do Ibirapuera, o MASP, entre outros locais conhecidos da capital paulista. Encontramos um Pequeno Príncipe universal, com características diversas; loiro, moreno, com os cabelos lisos, crespos, ruivos, cadeirante, cego, criança, adulto ... Outros personagens também estão presentes na obra como, por exemplo, o Vaidoso, o Beberrão e a Raposa. Acompanha ainda uma frase explicativa para cada imagem. (28,00)

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2-  O monstro que roubava sorrisos

Autor: Felipe Saraiça

Literatura Infanto-Juvenil

Sinopse

A vida da família de Murillo era tranquila, até que um monstro surgiu de baixo da cama de seu pai e lhe roubou o seu bem mais precioso.

Agora tudo está de cabeça para baixo e o jovem terá que embarcar em uma difícil missão: criar uma armadilha para capturar a criatura que está roubando sorrisos de seus amigos.

Prepare-se para acompanhar essa tarefa complicada que envolverá bruxas, dentaduras de aparelho e a maior força que existe no universo. (24,60)

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3- Acalanto: Sou pássaro e poesia - Sou canto e acalanto

Autora: Luísa Nogueira

Poesia

Sinopse

Este livro fala através de uma poesia simples. Ele te pega no colo, embala, acalenta e te incentiva a andar sem te impor limites. Ao mesmo tempo mostra “lá fora”, lembrando que “o tempo é conhecimento”. Logo depois ele descortina pedacinhos de paraísos naturais à tua volta. Caminhe por suas páginas e descubra muito mais.

A autora, Luísa Nogueira, formada em Letras e Linguística, dividiu os poemas de Acalanto em cinco capítulos e, como complemento, ela presenteia o leitor com textos sobre modos de vida mais equilibrados e sustentáveis, no apêndice Meio Ambiente. São trechos que te farão ver uma terra de sonhos, porém dentro de um mundo real. Bem-vindo(a) à vida! (30,23)

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4- Universitários Negros: Um desafio diário de permanência

Autora: Aline Ferreira

Ensaio  

Sinopse

“Universitários Negros: Um desafio diário de permanência” traz a trajetória de estudantes negros cotistas dentro de uma instituição pública de nível superior, a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia no interior baiano; por meio dela você terá a oportunidade de conhecer a trajetória de jovens negros cotistas, desde o período da conquista pela vaga até as descobertas de questões e fatores que foram decisivos em suas vidas para permanecerem na universidade. (21,25)

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5- Título: 2 Contos 2 Mundos

Autora: Daniela Castro

Conto

Sinopse

DIÁRIO DE BORDO – “Uma viagem sem volta...”Uma viagem sem volta, capaz de desbravar caminhos nunca antes trilhados. Zack sabia muito bem disso, quando aceitou a missão. Na verdade, ele deu sua vida em troca dessa oportunidade única, deixando tudo e todos que amava, na Terra. Sem olhar para trás, embarcou nessa aventura, tendo como companhia, somente o computador de bordo — que apelidou de Jarvis — tentando, timidamente, preservar ao máximo sua natureza humana... Estava completamente só antes de hibernar pela última vez, por um período de 300 anos. Isso era o que ele imaginava.Seria mesmo?ARCHON – “Mestres do Multiverso Negativo”Sabe aquelas “teorias malucas” sobre dimensões paralelas e Multiversos? Várias “cópias” suas vivendo inúmeras vidas distintas, derivadas de cada escolha preterida em momentos decisivos desta realidade, que chamamos "agora"? Tenho uma boa e uma má notícia para lhe dar: a boa é que você não está ficando louco. É tudo verdade! E a má... bem... é melhor deixar que sua “cópia” lhe conte pessoalmente. Mas cuidado! Se chegou até aqui, é provável que os Archons também já saibam que você despertou. Eles farão de tudo para que continue escravo da Sansara. Afinal, a Roda da Vida deve continuar girando eternamente... custe o que custar. (44,92)

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6- Maria do Sol

Autora: Alice Raposo

Sinopse

Pedrinho e Maria do Sol irão nos levar por um caminho sem volta. É claro! Pois todo percurso que se segue não há como retroceder em suas consequências. Por isso, agir sem pensar não é um meio a se seguir. Seremos morada das consequências de nossos atos.

Portanto, é tão importante analisar cada passo que será dado, não matematicamente como num jogo, pois a existência se tornaria fria e sem vida, mas com verdade, diálogo e sinceridade no agir. (20,00)

(O livro vai autografado e com marcadores).

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7- Mocidade Colorida

Autor: Alexandre Garcia

Romance

Sinopse

Baseado em fatos e personagens reais, mas sem nenhuma preocupação com a realidade, “Mocidade Colorida” tenta retratar de forma utópica, a história de amor entre dois jovens, que vivem no auge de uma época que ficou conhecida por geração “cocota”. A moda era calça de botão com boca fina, camisa “Han-Teen” e tênis “All-Star”. Embalados ao som do “rock and roll”, a onda era surfar e andar de skate, alheios a tudo que acontecia em plena época de ditadura militar no Brasil. Ainda que o tema citado sirva de pano de fundo, esse romance se passa numa espécie de “Terra do Nunca”, situado no litoral gaúcho, onde a única preocupação da juventude, naquela época, era ser jovem para sempre.

Por mais óbvia que possa parecer, essa história tem o seu ponto forte no clima de magias e lendas que a envolvem. A começar pelo protagonista, que vive conflitos pessoais pela perda dos pais e pela descoberta de uma doença incurável, até o momento em que ele encontra o grande amor da sua vida, que carrega uma viuvez indesejada desde o momento da morte do ex-namorado, que é endeusado pela cidade, por aparecer surfando nas noites de sua morte.

Ainda que o romance termine de forma surpreendente, “Mocidade Colorida” tem uma mensagem super positiva que rendeu uma trilogia, que dá seguimento ao espírito de aventura que envolve a trama.

Envolva-se também. (40,00)

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8- O Abrigo de Kulê  

Autora: Juliana Valentim

Romance

Sinopse

O ano é 1940. A cidade, uma dessas onde os velhos espiam pelas janelas com seus olhos cheios de memórias, onde as crianças brincam pelas ruas, com seus pés nus, e meninas sem luxo se enfeitam para ver a festa na praça. Maria, uma moça que ama os livros e sonha em ver o mundo, encontra Gabriel, um caixeiro-viajante vendedor de brinquedos. O que eles não sabiam, na beleza inocente da juventude, é que o destino tem seus caprichos. O que eles não sabiam é que a liberdade é o bem mais precioso de quem vive. E é por ela que se luta, todos os dias!  (29,90)

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Veja outros livros dos autores no link de seu respectivo livro.


segunda-feira, novembro 30, 2020

Campanha Livro Nacional

 



Campanha_Livro_Nacional
Começa amanhã, dia 1° de dezembro, a #semanadocomprelivronacional.
Foi idealizada por quatro jovens escritores: @f.erreiraautor, @jess.galiano, @escritorajulietevasconcelos, @cibelelaurentino.
É uma semana de incentivo à compra de livros de escritores brasileiros. Precisamos ler, alguém ainda duvida? Ler escritores franceses, americanos ou de outros países? Sim, claro que devemos ler livros de autores estrangeiros. Mas devemos valorizar também nossos escritores.
Em uma pesquisa feita para a escolha do patrono da Semana do Livro Nacional, foram citados vários escritores, como Machado de Assis, Ariano Suassuna, Manoel de Barros, João Cabral de Melo Neto, Carlos Drummond de Andrade, João Ubaldo Ribeiro, Paulo Coelho, Rachel de Queiroz, Clarice Lispector, Augusto dos Anjos, Guimarães Rosa, Jorge Amado, Érico Veríssimo, Carolina de Jesus, Lygia Fagundes Telles, entre outros grandes de nossa literatura. Vamos ler seus livros?
Amo todos eles, tenho livros de quase todos os citados, porém eu quis votar em uma mulher que lutou para ser escritora em uma época em que as mulheres nem podiam frequentar escolas. Citei Maria Firmina dos Reis, a primeira mulher brasileira romancista. Além de escrever sobre as mulheres de seu tempo, entre outros temas, ela ajudou a criar a primeira escola mista do Brasil. Isso, gente, no século XIX. Ou seja, além de lutadora, corajosa.
Todo escritor merece ser lido, seja de que gênero for. Você gosta de romances de aventura? Leia. Gosta de poesias? Leia poesia. Romances da literatura fantástica? Leia. Há livros para todos, de todos os gêneros, escritos por profissionais ou por autores amadores, pessoas com vários diplomas ou sem nenhum. Mas, entre todos os escritores há uma semelhança: escritor que é escritor gosta de ler. Quando não podem comprar livros, saem em busca de leitura onde for. Quem não se lembra da história da escritora Carolina Maria de Jesus? Ela queria ler mas não podia comprar livros. O que fazia? Catava no lixo jornais, livros velhos, folhas de livros... e aproveitava para levar para casa cadernos... sim, ela escrevia em folhas catadas nos lixões. Acompanhei sua história quando já fazia minha faculdade. Ficava então pensando: Que força a dessa mulher! Como consegue superar tantas adversidades? Escritor é assim, escrever é uma parte de sua vida.
Vamos ler? Ler muito?
Que neste final de ano nossos presentes sejam o que há de melhor: livros. Para nossos amigos secretos, para nossa família e amigos em geral. Quem ama, cuida. E quem cuida dá de presente algo que traz alegria, diversão e conhecimento. Livro é, sem nenhuma dúvida, o melhor presente.

Participo com o livro Acalanto: Sou pássaro e poesia Sou canto e acalanto e com o lançamento em breve de um livro sobre a pandemia no Brasil. Veja mais na guia Livros de Luísa Nogueira, logo abaixo do título deste blog.

@jacqueline.baptista.oficial @wagnerazevedope @t.s.dantas @adrianamanduco @cintiahenriquesautora @gabrielaedel.escritora @naturezaemfotosluisan
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Adquira Acalanto pelo link:


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quinta-feira, novembro 26, 2020

domingo, abril 21, 2013

Via Vida: Pater

 



No início do século passado havia um casal em uma pequena cidade do interior maranhense. Eles tinham muitos filhos, como era normal naquela época. Um deles se destacava dos demais, desde molecote. 

O menino era de pensamento rápido, brincalhão, serelepe mesmo. Porém, gostava de estudar e passava horas escrevendo poesias e lendo todos os livros que lhe caíam nas mãos. Apesar desse diferencial em relação aos outros, era querido e amado por todos. 

Viviam dizendo que ele iria ser padre, pois era prestativo, gostava de ajudar seus amigos, sua família e as pessoas à sua volta. Cresceu ouvindo isto. Ser coroinha e seguir por essa trilha imaginada para ele, não seria surpresa para ninguém. 

Imaginada para ele, não por ele. O que ele admirava mesmo – e inconscientemente desejava - estava bem longe desse caminho, em um sentido totalmente oposto. 

Não se via fechado, isolado e fazendo sermões. Achava bonito uma família grande, com uma escadinha de filhos, exatamente como a sua. 

Achava ainda mais bonito quando saía e via cabecinhas de cabelos longos em delicados vestidos românticos. Aí, já viu, o moleque se derretia todo. Perdia a noção do tempo ao ver as meninas passando por ele. Quando conversava com alguma delas que lhe dava arrepios, passava noites e noites sonhando.

Dico era o apelido do garoto. Na verdade, ele iria fazer o seminário por falta de opção. Nas redondezas de sua cidade nada se comparava ao ensino ali dado e seus pais não podiam lhe pagar um colégio na capital. Ouvia que para ser padre era necessário estudar muito, além de teologia, ciências sociais, línguas, tinha até latim. Sim, os seminários antigos ensinavam latim a seus alunos seminaristas, por uma razão especial: as missas eram ditas em latim. Logo, os padres deveriam estudá-la.   

Como seria bom aprender uma língua raiz de muitas outras, o jovem pensava e ao mesmo tempo ficava intrigado sobre as missas serem em latim. Dizia: - As missas são tão bonitas, ficariam bem melhores se os padres pudessem falar sem se esconderem atrás de uma língua incompreendida por todos. 

Perguntas e questionamentos não tão relevantes quanto as saias usadas pelas meninas de seu tempo. Ah! As meninas! Elas que eram importantes e não saíam de sua cabeça. Teria que deixar de lado as serenatas que fazia com seus amigos? Ora, o que iria aprender no seminário valia a pena, achava.

Foi para o seminário e logo de cara gostou e até se entusiasmou com as matérias. Eram muitas mas isso não o assustava, gostava mesmo de estudar. Logo se viu como o primeiro aluno em latim. As missas eram ditas nessa língua morta, berço das línguas indo-europeias. Com uma boa dicção e falante como ele só, nos primeiros anos já era visto ajudando a dizer missas. As primeiras que ajudou a celebrar se sentiu no céu, voando como um anjinho. Sim, estava no lugar certo, deduzia já se vendo um padre, até que...

Até que as férias chegaram. Casa, amigos, festas... Aquela linda mocinha continuava flertando com ele. Uma saidinha não faria mal algum, só uma...

- Aproveite a vida enquanto pode Dico, diziam seus amigos.

- É verdade, tenho que namorar agora. Depois, como padre, acabou-se... E assim foi pensando, levando e ficando.

Um ano, dois anos, três anos entre seminário, casa, amigos, festas, meninas. "Que la vie est belle!", falava com uma pontinha de orgulho mostrando para as garotas que aprendera francês. 

Mas um período de descanso com sua família. As roupas de antes quase não lhe serviam mais.

- Como cresceu e ficou bonito, falava sua mãe.  
- Esse menino vai dar trabalho, retrucava uma tia. 

"O trabalho" era porque a porta de sua casa virava uma passarela de moçoilas olhando de rabo de olho as janelas da casa. Quando o viam desviavam o olhar, sorriam, com as mãos na boca, olhando umas para as outras.

Mais uma volta ao seminário. Quase terminando o primeiro semestre recebeu uma visita. Ficou tenso, pálido, amedrontado. Com as mãos entre a cabeça ficou zanzando de um lado para o outro. "Vou ser padre?", repetia meio tonto sem saber bem o que falava. 

A notícia    

Recebeu a notícia que seria padre, antes de se ordenar padre, logo depois de uma aula de latim, no seminário, claro. Os pensamentos de Dico ficaram como ponteiros desgovernados, pra lá e pra cá, pra lá e pra cá, numa confusão de dar dó. Destino cruel! Padre? Pater? E o latim se misturava em sua cabeça. Pater, pátre, patris, patre, patrem; patres, patres, patrum, patribus, patribus, patres...  Iria ser padre? Iria ser pater? Pater-padre? Pater-pai? Sim, sim, padre, pater, pai! Pai? Pa... pa... pai? Não, não. Já estou usando batina, dizendo missas. Como posso abandonar tudo justamente agora! Caso lá? Descaso aqui? Uma luz, uma luz! Caso ou descaso? Abandono lá ou abandono aqui?  Abandono aqui, abandono aqui, abandono aqui, repetia, repetia, repetia.

Não abandonou. Ficou se remoendo, com a consciência doendo, dizendo a si mesmo que se casaria logo que completasse, pelo menos, seu curso de línguas.

Não casou. Foi um bafafá só. Afinal, a palavra pai não era usada também para se referir a padres? Assim, Dico foi pai-pater antes de ser pai-padre.

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