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quarta-feira, agosto 15, 2012

Via Vida: Futebol Diplomático

Cartão Postal de Teerã, anos 80.

Tendo trabalhado no Instituto Francês de Teerã, morei no Irã no final da década de 70 e início dos anos 80. Isto quer dizer que estava lá exatamente durante o iniciar e o fervilhar da revolução iraniana. Vi a saída, ou melhor, a fuga do Xá Reza Pahlevi e a chegada triunfal do Ayatollah Khomeini. Fui a única brasileira residente em

terça-feira, agosto 11, 2009

Via Vida: Brigando com a Suína

Imprevistos de Viagens


- Toc, toc, toc...
- Quem é?
-Sou eu, a Suína...
- ??? Espere aí... (Meu Deus, me ajude a colocar mais ferrolhos nessa porta...)
...
Não é brincadeira. A suína bateu em nossa porta. Pensava que estivesse segura, que ela estava bem longe, mas a 'porquinha' estava aqui, pertinho de nós, nos rondando... Ela ou seu fantasma, ainda não sabemos. Descobrimos assim:

Minha filha chegou de Goiânia, no sábado, por volta de 4 h da tarde. Saiu do carro chorando, dizendo que não estava bem. Ao abraçá-la, percebi que ardia em febre. O termômetro acusou 40 graus. Rápido improvisamos algumas compressas frias. Colocamos tecidos úmidos sob seus braços e em seu pescoço. Enquanto meu marido lavava seus pés com água ligeiramente morna, eu trocava os tecidos. Meia hora depois corremos para a emergência do hospital mais próximo de nossa casa. As compressas devem ter abaixado a febre porque ela conseguiu resistir mais ou menos 40 minutos na fila de espera. A emergência do Hospital Brasília, onde fomos, estava lotada. Parece que todo mundo resolveu passar mal ao mesmo tempo. Além dos especialistas que normalmente tem em um Pronto Socorro, havia três clínicos, ou seja, colocaram mais dois. Achei pouco para o número de pessoas que também aguardavam. Bem, ao chegar sua vez, na sala da enfermagem, a enfermeira nos disse que a febre devia ter realmente abaixado, mas já estava chegando novamente aos 40 graus: 39.7! O médico que a atendeu em seguida pediu os exames de praxe: hemograma, Raio X do tórax e um exame de urina. Ela ficou em repouso e observação enquanto tomava soro e um analgésico. Uma hora e meia depois, levei os resultados para o clínico. Tudo normal, se não fosse em época de gripe suína. Há alguns meses o clínico teria dito: "É apenas uma virose". Mas, com o 'fantasma' da suína correndo por aí, ele nos disse: "É um quadro infeccioso: febre e uma irritação da garganta. Pode ser o H1. Temos que fazer alguns exames específicos". Minha filha fez os tais exames, mas os resultados devem demorar mais de uma semana. Enquanto isso, "ela deve começar imediatamente o tratamento e ficar isolada. E o uso de máscara deve ser para todos de casa; e, se a febre retornar, ou houver qualquer sinal de piora ou falta de ar, vocês devem trazê-la imediatamente", completou o médico. Com os formulários em mãos e a receita do remédio, lá fomos nós a um hospital da rede pública pegar o remédio (Uma cartela com 10 comprimidos, para serem tomados de 12 em 12 horas). Ela começou a tomá-lo naquele mesmo instante. Chegamos em casa quase meia noite.
...
E assim, estamos 'mascarados' e isolados. Em casa, resolvemos que as máscaras seriam usadas quando estivéssemos juntos. Em seu quarto, ela não precisaria colocá-la. Ela e meu marido estão seguindo isto à risca. Eu, mais ou menos. De vez em quando ela briga comigo: "Por favor, mamãe, e se for mesmo a gripe suína? Eu não quero que você pegue!" Até sua escrivaninha foi transformada em mesa de refeições. Meu sexto sentido de mãe me diz que não é a tal gripe. Foi o cansaço da viagem, o tempo muito seco e quente e outros fatores que devem ter provocado essa febre alta, penso. Meu esposo, mais racional, diz que realmente a hipótese da gripe não deve ser descartada. "A febre foi muito alta", diz. Em todo caso, foi uma febre repentina e passageira. No domingo pela manhã, depois de uma noite de sono, sua temperatura já estava quase normal: 37 ou 37.2. Continua ainda assim. Não foi nem preciso o Tylenol que havia sido prescrito em caso de febre ou alguma dor. Todos os cuidados estão sendo tomados.
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Recentemente não fizemos viagens distantes nem tivemos contatos com pessoas que chegaram de outros países. Saímos normalmente: lanchonetes e restaurantes, feiras tipo Feira da Lua ou Feira Mix, shoppings...
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Comecei com uma brincadeira, mas o assunto é sério. Será que não se pode mais sair de casa?
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terça-feira, março 17, 2009

Via Postais: Recordações de um País Distante - II

Recordações de Um País Distante - II


Cartão Postal de Teerã, anos 80.

Tendo trabalhado no Instituto Francês de Teerã, morei no Irã no final da década de 70 e início dos anos 80. Isto quer dizer que estava lá exatamente durante o início e o desenrolar da revolução iraniana. Vi a saída, ou melhor, a fuga do Xá Reza Pahlevi e a chegada triunfal do Ayatollah Khomeini. Fui a única brasileira residente em Teerã durante essa guerra civil. Não sei se a única residente em todo o Irã, mas em sua capital, Teerã, sim.
Eu, toda sorrisos, visitando as belezas iranianas 

Não, não quero falar nem me lembrar de guerras, de mortes, de tristezas. Hoje quero me recordar de coisas boas, que afastam guerras e trazem Paz.

Quando cheguei ao Irã não sabia falar uma só palavra em farsi, a língua oficial daquele país.  A ‘linguagem universal’ – a mímica – me socorria nas situações mais difíceis. Felizmente muitas pessoas sabiam falar inglês ou francês. 
Farsi é uma língua de origem indo-europeia. Muitos pensam ser de origem árabe porque, devido as invasões árabes sofridas pela antiga Pérsia, a língua escrita é em alfabeto árabe. O Irã possui várias línguas, sendo o farsi o idioma oficial. Não disse dialetos, disse línguas. No Brasil, por exemplo, há uma unificação em relação ao idioma. A língua portuguesa, com seus vários dialetos, (sim, dialetos!) é única em todo nosso território.
Pili
Apesar da dificuldade de comunicação inicial, a ‘brasili’ – a ‘brasileira’ – era tratada como uma princesa saída do reino de “Pili”. Um reino de um país ensolarado chamado Brasil. Aonde chegava só ouvia “Pili”. Era Pili prá cá, Pili prá lá... No início sorria de volta, sem saber bem o que queriam dizer com “Pili”. Às vezes repetia sorrindo: “Pili, Pili”... Não demorei muito para descobrir: “Pili” era o amado e idolatrado Pelé. Sabia que nosso rei era conhecido internacionalmente, mas nunca imaginei que fosse tão popular entre os povos da Ásia, principalmente os do Oriente Médio. Alguns sorridentes iranianos acompanhavam o “Pili” com algumas sílabas impronunciáveis. E eu lá, somente sorrindo de volta, sem saber o que queria dizer aquela palavra tão difícil, pra mim, que nem mesmo ousava pronunciar, porque sabia que não conseguiria repetí-la. Com boa vontade para aprender uma língua tão diferente e difícil para nós brasileiros, tentava ouvir melhor cada vez que o som estranho chegava aos meus ouvidos. Por associação deduzi ser de um outro grande jogador, um brasileiro tão amado quanto Pelé, aquele das perninhas tortas que não errava um só chute. Sim, o nome impronunciável era “Garrincha”. 
Era nosso futebol levando nas bolas chutadas com maestria o nome de nosso país. Um incrível futebol diplomático. Um futebol que abria portas e ultrapassava fronteiras, unificando esse mundão e retirando ‘as torres de babel’ por onde o brilho das bolas passava. Sim, um futebol diplomático, nota mil, como eram as boladas de Pelé e de Garrincha.
Que nasçam e vivam mais Garrinchas e Pelés, dando um exemplo de Paz através do esporte. Através do pipocar e do estourar de bolas.

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terça-feira, março 03, 2009

Via Vida: Viajando e Conhecendo

Viajando e Conhecendo


Casablanca, Marrocos - África do Norte: Minha primeira viagem internacional, em uma excursão da Aliança Francesa.

Li um relato na Internet de um rapaz brasileiro que atravessava vários países em uma moto. Ele já havia percorrido uma parte do Irã. O Irã é um país diversificado, geograficamente falando. Há montanhas de neve, mar e deserto. Ele estava, segundo sua narrativa, "morrendo de calor" e com "uma sede terrível", pois vestia roupas desconfortáveis e sua água tinha acabado. Já quase sem forças, encontrou por acaso um posto policial onde foi socorrido. Deram-lhe água e informações. E ele ainda critica o “tom irônico” de um dos policiais ao lhe perguntar: “Você não sabe que está num deserto?”
Para as pessoas que querem dar a volta ao mundo de bicicleta, moto ou carro, por favor, façam um roteiro, pesquisem um pouco sobre os costumes e a cultura do local. E, não se esqueçam, não se conhece um povo em um dia ou em uma semana. Tudo bem, do ponto de vista turístico, do ver para ver, sem nenhuma pretensão de se adquirir maiores conhecimentos, apenas para se ver ‘o diferente’.

São viagens assim, sem a menor preparação, que se corre riscos, gasta-se tempo e dinheiro e não se leva ‘para casa’ nada além da aventura por si só. Sem um conhecimento prévio do local aonde se quer ir e, no caso do motoqueiro, do tempo ou da temperatura desse lugar, sem roupas adequadas e um bom estoque de água, a viagem fica cansativa e sem aquele recheio da aquisição de novos conhecimentos, vazio em se tratando da assimilação, mesmo supérflua, da cultura do local escolhido. São viagens apenas para ‘se rodar’; aventuras que, se bem programadas, podem ser prazerosas, divertidas e, claro, dar à pessoa muito mais conhecimento sobre os lugares por onde ela passa.

Em maio, na série sobre postais que estamos fazendo neste blog, falando sobre uma excursão que fizemos ao Marrocos, dissemos:

Foi o primeiro país muçulmano que conheci. Achei tudo diferente, mas, naquela época não tinha consciência da dimensão das diferenças culturais entre países de formações religiosas, raciais e históricas às mais diversas, como é o caso de Marrocos. Só percebia o que saltava aos olhos. As sutilezas só a convivência nos mostra. Há detalhes na cultura de um povo imperceptíveis aos mais jovens. É preciso certa maturidade. Maturidade que se adquire não apenas com o passar dos anos, mas através do saber que nos chega no vivenciar com outras pessoas, outros países, enfim, outros povos. Maturidade que não vem através somente dos livros lidos, porém no contato diário, na integração com as famílias, com o povo nas ruas, com os sabores e as cores do país.
É necessário que algum tempo se passe para que a "absorção" do que se vivencia comece a aflorar. Só assim as sutilezas das diferenças culturais começam a serem percebidas, vistas e compreendidas.” *



Comecei a ter a percepção dessas diferenças escondidas no inconsciente das pessoas quando morei por alguns anos em países tão diferentes do Brasil quanto os países da Ásia e, com outras diferenças culturais, da Europa.

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* ViaPostais 3: Marrocos Postado em maio de 2008.
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terça-feira, fevereiro 24, 2009

Via Postais: Recordações de um País Distante

Recordações de Um País Distante - I


Postal: Casa de Chá em Esfahan

Verso do postal

O postal endereçado à minha mãe e à minha irmã Betty: 
"Mamãe, Betty
Estamos por alguns dias em Esfarran, antiga capital do Irã. É uma das cidades mais bonitas que já vimos. Aqui podemos apreciar objetos feitos há mais de mil anos! Vimos até o Templo de Zoroastro, ampliado através dos séculos pelas dinastias posteriores. 
Este postal mostra uma Casa de Chá decorada segundo a moda tradicional do Irã."


  Eu em Esfahan - Irã, em uma Casa de Chá, nossos 'cafés' daqui. 
Estou segurando um caramelo para adoçar 
o delicioso chá preto com  jasmim.

Receita para uma bela crise do nervo ciático:

  • Sair do Rio em pleno verão - mais ou menos 40 graus – pousar em Paris, em um inverno de zero grau e ir mais além: Teerã, no meio da neve, numa temperatura que às vezes chega aos 10 graus negativos e a neve pode ultrapassar um metro de altura.
  • Ter hábitos ocidentais (sentar em poltronas, fazer as refeições em volta de uma mesa, em confortáveis cadeiras, dormir em camas...) e, de repente, acordar no oriente médio, onde as famílias tradicionais se sentam sobre tapetes - persas, claro! - mais ou menos na posição de yoga, deitam em macios e amplos 'colchonetes' feitos com flocos de pura lã e cobertos com delicados tecidos de algodão ou seda, mas... no chão, ou melhor, por cima dos famosos tapetes.
  •  Hábitos ocidentais x hábitos orientais, calor e frio.  Resultado: crise ciática, dessas de 'entrevar' qualquer bom ocidental.
Com uma simpática família iraniana, esquentando o frio com ach¹

Com um grupo de iranianos, brincando na neve, nos arredores de Teerã


Não, não foi agora. Foi nos meus tempos de estudante, ainda ‘jovenzinha’. Saí do Brasil em um mês quente, dezembro. Destino: França. Dezembro na Europa é um dos meses mais frios. E a ida para o Irã foi três invernos depois.
A Viagem
Conto uma parte dessa história: Tinha uma entrevista com um professor da Sorbonne para uma possível vaga em um curso de Linguística. Fui selecionada. Fiz Linguística Aplicada para o Ensino de Línguas Estrangeiras. Minha tese era relacionada à mídia. O ensino de uma segunda língua através de textos atuais, do dia a dia. Frequentei a Faculdade de Jornalismo para melhor elaborar meu raciocínio nesse sentido. Três anos depois e com 'meu diploma' nas mãos, resolvi, antes de voltar ao Brasil, conhecer uma parte de nosso planeta que sempre me atraiu: o oriente. 

O Irã possui uma das arquiteturas mais lindas
 e antigas do mundo


Em uma das duas torres que balançava quando se mexia
na outra, um segredo nunca desvendado
 

Havia um concurso para professor de Francês no Instituto Francês de Teerã. Em alguns países, principalmente da América do Sul, há a Aliança Francesa que, como o nome diz, é uma aliança entre um determinado país e a França, para o ensino da língua francesa. Já o Intituto Francês é ligado diretamente ao governo francês. Pelo menos era assim. Até o pagamento era em franco francês. Havia uma vaga e quatro candidatos: dois iranianos – uma moça e um rapaz - ambos com doutorado feito nos Estados Unidos, uma francesa casada com um iraniano (não me lembro qual era sua formação acadêmica) e esta brasileira aqui. Tínhamos que fazer um estágio no próprio Instituto e passar por provas práticas. Uma de regência de classe, em diferentes turmas de vários níveis e outra de ensino da língua francesa em laboratórios de línguas - no laboratório da escola. Recebi dois certificados e a vaga. Acho que ter sido aluna da professora Moirand² contou pontos. Sophie Moirand foi também a orientadora de meu trabalho de Dissertação de Mestrado. 

Pédagogie du discours rapporté,
 Credif, Didier, Paris, 1976.

Folha de rosto e um artigo de S. Moirand






Vocês devem estar perguntando: por que se recordar de um país tão lindo, com uma arquitetura digna dos contos das mil e uma noites, com uma história assim? Porque, depois de anos e anos com o 'ciático' em dia, tive estes dias uma crise terrível. Acho que para me lembrar daquela primeira. Com um agravante: trinta anos a mais 'nas costas'.
Saindo do ciático... Viajei pelo interior do Irã: Shiraz, Esfahan, Persépolis, Mar Cáspio ... Há construções milenares que deixam arquitetos e engenheiros europeus boquiabertos pelo esplendor, ousadia e mistério. Como duas Torres em Esfahan que, balançando-se uma, a outra também balança, apesar de, aparentemente, nada as ligarem. Ou a vela que permaneceu acesa por mais de mil anos, até que engenheiros ingleses, na tentativa de descobrirem seu segredo, a apagaram. Ou, ou... Ficaria aqui, páginas e páginas, recordando as belezas, as tradições e os encantos desse país milenar. Um país milenar, de um povo sofrido e lutador, que não deixa suas tradições e sua cultura serem levadas pelos ralos de países do novo mundo.
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¹Ach: prato típico iraniano à base de verduras.Muitas verduras misturadas com lentilhas, grão-de-bico ou trigo moído.
²Sophie Moirand , professora da Université de La Sorbonne Nouvelle – Paris III; autora de vários livros, entre eles:
- Enseigner a Communiquer en Langue Etrangère, Hachette, 1982.
- Parcours Linguistique de Discours Specialises: Colloque em Sorbonne les 23-24 Septembre 1992, P. Lang, 1994.

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terça-feira, maio 06, 2008

Via Postais: França


França - Da França tenho muitas e boas lembranças. Fiquei em Paris por três anos fazendo cursos de pós-graduação. Durante esse tempo viajei muito por suas regiões e nos países à sua volta. Tenho muito que contar de lá: pessoas, lugares, sabores... Mas, por enquanto vamos ficando com o 'deslumbramento' de uma viagem anterior, com a turma da Aliança Francesa. São as primeiras impressões escritas em um cartão postal enviado para minha mãe e minha irmã. Foi daquela primeira viagem (relatada em Viapostais 1). Era uma excursão da Aliança Francesa. Tínhamos passado uma semana em Marrocos e fomos passar o réveillon em Paris, onde ficamos por um mês, fazendo um curso de verão em língua francesa. Saímos do calor de dezembro do Brasil e aterrissamos em pleno inverno europeu. Que frio! Ainda deslumbrada com o que via, escrevi:
“Chegamos ontem às 13 h aqui em Paris. Somente hoje, depois do réveillon, é que pudemos descansar. O réveillon foi o máximo. Havia um restaurante reservado só para a nossa turma. Foi samba e carnaval depois da meia noite. Entre todos somos 90 pessoas de todos os estados do Brasil. (...) Hoje à tarde, eu e uma turminha, fomos andar ao redor do hotel para um reconhecimento, mas tivemos que voltar logo por causa do frio. A temperatura é de zero grau (...). É um hotel só para estudantes. Tem pessoas de todo o mundo...”

Ficamos por lá todo o mês de janeiro, com cursos de conversação pela manhã e passeios no início da tarde. Conhecemos o Louvre e muitos outros museus, assim como os principais pontos turísticos de Paris. Depois, já retornando ao Brasil, ainda passamos uma semana inteira em Londres. Excursões, turmas de jovens estudantes, momentos inesquecíveis, saudades...  



--------------------------------Postal do Foyer International D'Accueil de Paris, onde ficamos hospedados.
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segunda-feira, janeiro 28, 2008

Via Brasil: Divagações de Viagens

Foto tirada ao raiar do sol, em um Posto de Gasolina

Por que gosto de viajar pelo Brasil?

Pela amplitude de nossas terras, que nos dão a oportunidade de ver e de sentir a diversidade de lugares, de cores, de falares. De ver e de sentir a grandeza dos sonhos e esperanças de nossa gente, seja no Nordeste ou no Sul dessa imensa ‘Pátria Amada, Brasil’.

Gosto de viajar pelo Brasil porque é aqui que vivencio o cruzar de caminhos, de raças, de ideias e de ideais.

Gosto de rodar por este país. Rodando por suas estradas tão diversas e diferentes, nos sentimos viajando num continente, onde cada região tem suas características próprias: aqui é uma praia com palmeiras que nos convida a divagações, aconchegados em uma deliciosa rede; ali são montes e montanhas recortados por caminhos que nos levam a sonhos; acolá são fazendas rústicas, porém bem cuidadas, que passam de pai para filho nos legando um exemplo de união e trabalho.

Rodar por suas estradas é encher nossos olhos e nossa imaginação: são paisagens lindas que desencadeiam amor, ternura e vontade de viver.


Gosto de viajar e de rodar pelo Brasil. É como se estivesse vendo um filme de belas e raras imagens, coloridas pela exuberante paisagem e pela beleza de nossa gente.

(Texto escrito em julho de 2007, ao me recordar de uma viagem a Porto Seguro, Bahia)


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