Pular para o conteúdo principal

Postagens

Na quarentena a vaidade pode esperar

Onze meses. Sim, dia 14 de fevereiro completo onze meses de angústia, de medos, de insegurança. Onze meses escondida de tudo e de todos. Com medo de um serzinho minúsculo e invisível que poderia - e pode, estar colado na roupa, nas mãos ou em qualquer parte do corpo  de amigos, de familiares, de entregadores. Ele pode estar até nos produtos recebidos por delivery de supermercados e de farmácias e rapidamente se fixar em nós. O serzinho do mal pode também vir colado em sapatos de quem diz não ter receio dele e passeia por aí, vai em festinhas e anda nas ruas como se tudo continuasse normal. Pode  passar pelo ar respirado daqueles que não veem ou não querem ver os hospitais e cemitérios cheios. Insensíveis a dor do outro, ajudam na transmissão do vírus em todos os lugares por onde passam. Mesmo sabendo que pessoas de sua própria família podem ser vítimas de sua insensatez. Como disse a uma amiga, eles utilizam a máscara no lugar errado, usam no cérebro. E assim, por culpa de pes...

Do Sonho à Ação

Post de janeiro de 2020 Do Sonho à Ação* Dormimos de ontem para hoje? Eu, pelo menos, não. Deitei por volta das duas da manhã e permaneci quase imóvel, fazendo uma referência ao nosso rei Roberto Carlos. Depois de mais de oito horas, acordei em um cenário surpreendente: de biquíni, tomando água de coco em uma praia maravilhosa. Seria Santos? Guarujá? A areia branca e limpa não apresentava nenhum sinal de poluição. Éramos um pequeno grupo de estudantes. Após alguns mergulhos naquela água cristalina, voei e aterrissei em outra praia. Era Ipanema, aquela do "Garota de Ipanema". Agora, não estava sozinha; de mãos dadas com um namorado, mergulhávamos sob os olhares sorridentes de pessoas bronzeadas, vivendo sob o sol. Mas e esses mergulhos? Eram voos? Nossa mente parece retirar-se, evitando perturbações. Assim, nadei em outra praia, no Farol da Barra, Salvador. Também limpinha, sem vestígios de óleo nem de qualquer poluição. Todos pareciam de planetas redondos e civilizados. Parec...

Tríade: Memória, Bordado e Natal

Sempre gostei do número três. Acho que ele é mágico. Tudo fica completo com três elementos. Natal em vermelho e verde Tríade: Memória, Bordado e Natal Há números que são mais que quantidades. São símbolos. O três sempre me habitou. Número da completude, da tríade perfeita que rege desde o cosmos até o mais íntimo dos nossos afetos. Lembro-me de ver, certa vez, um macacãozinho de bebê, branco, bordado com tulipas que formavam a equação mais verdadeira da vida: 1 + 1 = 3. Eu estava do outro lado do mundo, na Paris dos meus anos de estudante bolsista, onde eu mesma sustentava as minhas viagens das férias e de muitos finais de semana. Eu bordava pontos perfeitos para uma boutique do 16ème arrondissement. Bordava smoking stitch em vestidos que desfilaram na Vogue, enquanto sonhava com viagens de trem pelo interior da França. Era uma vida de contrastes: a agulha que fura o tecido caro e a moça que contava centimes para cruzar fronteiras. E o três seguiu me perseguindo. Nele, reside o mistéri...
  O que vem por aí? O e-book grátis, não apenas para quem respondeu nosso post. Afinal, é Natal. Você pode ver pelo celular, pelo tablet, no Kindle e no pc. Ele chega com o Papai Noel, exatamente a meia-noite. Mais precisamente, um minuto depois do bom velhinho. Desde os primeiros minutos do dia 25 até as últimas horas do dia 27, o e-book Letras Falam estará disponível inteiramente GRÁTIS para todos vocês, amigas e amigos. E com ilustrações em várias páginas. Ele é o resultado de uma parceria com vários profissionais. Aliás, 2020 foi um ano de parcerias. Fiz muitos parceiros amigos. Talvez para compensar a tristeza da pandemia? Obrigada a todos eles pela dedicação e carinho com que trabalharam em um projeto cultural de incentivo à leitura. Agradeço a Nina Cordeiro pelas ilustrações. Nina tem o dom do desenho e uma sensibilidade incrível. Agradeço, mais uma vez, ao artista plástico Sergio Ricciuto Conte pela capa sensacional. Foi dele também a capa do Balbúrdias na Quarentena, livro...

Entre plantas e livros

Entre plantas e livros Como está sua vida na quarentena? A pandemia mudou somente um pouco sua rotina ou abalou totalmente seu modo de ver e de viver a vida? Sim, vivemos uma situação nova, nunca imaginada. É a vida adaptada a um só lugar: nossa casa. Quando saímos - se saímos, utilizamos máscara, levamos conosco álcool em gel e muita preocupação. Entrar em supermercados? Alguns arriscam sem muito medo, outros entram sem tocar em nada e com luvas de plástico. E você, como faz? Compra pra entrega? Aqui em casa, fazemos as compras de supermercado e farmácia pelo WhatsApp. O on-line virou moda. E, pra não morrer de tristeza diante de tantas mortes e de tédio por não poder ir naqueles nossos lugares favoritos, inventamos, criamos, trabalhamos em casa. Minha rotina mudou bastante. Saía muito pra restaurantes, feiras, parques, lugares ao ar livre e também, shoppings, apesar deste último não ser meu lugar preferido. Mas nem todos pensam assim, tínhamos que acompanhar a família... Hoje nos div...