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segunda-feira, abril 05, 2021

Feriadão

Viajando? Ou curtindo nosso lugarzinho? Dá no mesmo, se o objetivo é descansar corpo e mente da agitação diária. Com paz no coração nossa cabeça desacelera, nosso corpo relaxa, nosso pensamento se abre para a contemplação do belo e a calma da natureza toca a sensibilidade de nossa alma. Assim, o corriqueiro, aquilo que não vemos, não observamos no dia a dia, vem agora de encontro aos nossos olhos. De passantes das estradas, caminhantes. Caminhantes da vida, caminhantes na vida. 

Estou assim, curtindo cada segundo desses dias de calma, vendo que a vida segue no mesmo ritmo em qualquer lugar do mundo. 

Sabe quando corremos na areia sentindo as ondas do mar batendo em nossos pés? Pois é, percebi até, em uma caminhada, o carinho recebido por um gatinho dentro de um carrinho... de bebê. 

Paz, calma, tranquilidade... estado zen para nosso feriadão.

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Este texto não é deste ano. Respeito o isolamento social e nunca falaria em viagens em plena pandemia, principalmente durante este ano de 2021, em que o aumento de infectados e mortos pela Covid19 é assustador. Ele foi publicado em meu ig do Instagram @naturezaemfoyosluisan no feriadão de Páscoa de 2018, com um minivídeo de uma gatinha. As fotos de hoje são de gatos de uma quadra de Brasília e foram feitas em 2015. 

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#feriadao #pascoa #pascoa2018 #paz #pazinterior #pazdeespirito #pazeequilibrio #pazeamor #zen #cronicadeluisan #meusescritos #fotoscomhistoria #photohistory 

#gatinhos #caesegatos #cat #chat #viajando #naturezaepaz #naturezabela #naturezaemfotosluisan

sábado, janeiro 04, 2014

Via Natureza: E não é que o galo vai cantar?

A Internet é mesmo surpreendente. Imagine a foto de uma ave postada inocentemente em uma rede social* ganhar conotações "futebolísticas". Foi o que aconteceu com a imagem de um galo. Feita em 2012, em uma chácara nos arredores de Goiânia, só agora resolvi publicá-la. Em alguns segundos as "curtidas" começaram e não pararam mais. Ainda não tem 24 horas, mas já ultrapassa 50 mil visualizações, mais de uma centena de curtidas e muitos compartilhamentos. Apostando no "charme" do galinho, vamos ver onde tudo isso vai parar. A foto foi essa:



Veja mais algumas fotos do galo galã feitas nesse mesmo dia:






Nesta aqui ele foi talvez matar sua sede junto de alguns patos:


Que galinho atrevido, gente!!!

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*Em nossa página do Facebook Natureza e Viver Sustentável.

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sexta-feira, março 01, 2013

Via Brasil: Divagações de Viagens


Foto tirada ao raiar do sol, em um Posto de Gasolina

Porque gosto de viajar pelo Brasil?

Pela amplitude de nossas terras, que nos dão a oportunidade de ver e de sentir a diversidade de lugares, de cores, de falares. De ver e de sentir a grandeza dos sonhos e esperanças de nossa gente, seja no nordeste ou no sul dessa imensa ‘Pátria Amada, Brasil’.

Gosto de viajar pelo Brasil porque é aqui que vivencio o cruzar de caminhos, de raças, de idéias e de ideais.

Gosto de rodar por este país. Rodando por suas estradas tão singulares e diversas, nos sentimos viajando num continente, onde cada região tem suas características próprias: aqui é uma praia com palmeiras que nos convida a divagações, aconchegados em uma deliciosa rede; ali são montes e montanhas recortados por caminhos que nos levam a sonhos; acolá são fazendas rústicas, porém bem cuidadas, que passam de pai para filho nos legando um exemplo de união e trabalho.

Rodar por suas estradas é encher nossos olhos e nossa imaginação: são paisagens lindas que desencadeiam amor, ternura, vontade de viver.


Gosto de viajar e de rodar pelo Brasil. É como se estivesse vendo um filme de belas e raras imagens, coloridas pela exuberante paisagem e pela beleza de nossa gente.

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Notas: 1- Texto escrito em julho de 2007, ao me recordar de uma viagem a Porto Seguro, Bahia; 2- Reedição - Publicado neste blog em janeiro de 2008.


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quarta-feira, janeiro 02, 2013

Via Vida: Desfazendo Nossas Árvores para o Início de Mais Um Ano


Início de dezembro. As festas de fim de ano se aproximam. Fazemos listas de compras, de presentes... Compras para a ceia de natal, para o réveillon... Presentes para a família, para os amigos, para os colegas de trabalho... e o amigo-secreto, não vamos nos esquecer, não é? Ahra! Meu vestido... Que brincos compro pra

quarta-feira, agosto 15, 2012

Via Vida: Futebol Diplomático

Cartão Postal de Teerã, anos 80.

Tendo trabalhado no Instituto Francês de Teerã, morei no Irã no final da década de 70 e início dos anos 80. Isto quer dizer que estava lá exatamente durante o iniciar e o fervilhar da revolução iraniana. Vi a saída, ou melhor, a fuga do Xá Reza Pahlevi e a chegada triunfal do Ayatollah Khomeini. Fui a única brasileira residente em

quinta-feira, março 08, 2012

Via Vida: Eliana Calmon no Dia Internacional da Mulher

Ministra Eliana Calmon
A ministra Eliana Calmon, exercendo com firmeza, transparência e ética o mais alto posto da Justiça brasileira, é uma digna representante da mulher moderna. Esta foto, assim como as imagens abaixo, fiz esta manhã, através da televisão.

Esta década foi marcada, em todas as esferas da cúpula administrativa brasileira, por toda sorte de corrupção. Mas também ela ficará na história pela luta de nosso povo reivindicando e exigindo punição a todos os envolvidos nesses atos vergonhosos. Marchas e champanhas clamando por mais seriedade, por mais candidatos 'ficha limpa' e por mais ética nos órgãos públicos estão por toda parte, principalmente nas redes sociais.

A ministra Eliana Calmon, corregedora nacional de Justiça, enfrentou 'cobras e lagartos' com coragem e determinação, denunciando "bandidos vestidos de toga". O povo brasileiro, orgulhoso, apoiou e apoia sua corajosa luta. Parabéns, Ministra!

Hoje pela manhã, vendo o programa Mais Você, constatei mais uma vez o acerto de sua
apresentadora, entrevistando essa brava ministra. Parabéns a você também, Ana Maria Braga. Parabéns a todas as mulheres brasileiras, guerreiras como nossa digna ministra.

Eliana Calmon, hoje, no Dia Internacional da Mulher, durante uma entrevista dada à apresentadora Ana Maria Braga.  
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O poema abaixo, uma homenagem à ministra, tirei do blog rafimpoemas .

"A mulher Corajosa

Num corredor na pós-fronteira da terra
Que dava num mar de nuvens brancas, ondulantes
Moventes e intrigantes
Um mar sem margem sem litoral e sem horizonte
Um grupo de homens sentados
Nos degraus flutuantes de nuvens condensadas
Cobertos da poeira da espera
Para receber uma notícia esperançosa da terra
Apareceu um homem também assassinado
Sentou-se num degrau lado a lado
Contou que perante os olhos fechados da estátua da justiça
Jogaram todos os seus processos
Na lixeira de acervos da justiça
Alegando que o cupim do tempo
Destrói todos os carimbos de validade
O  homem recém chegado
Contou que ainda no mesmo dia
Foram montadas em frente das tocas na mata
Festas comemorando essa data
Rindo de vossas famílias
E de uma estátua de olhos vendados
Mas que com a chegada da primavera
Apareceu uma mulher corajosa
Digna do uniforme da justiça
Valeu-se da espada da estátua da justiça
defendendo os injustiçados desamparados
Disse contestando a impunidade
Que existe “infiltração de bandidos
escondidos atrás da toga”*
Evocando na mente esta idéia
Será que não chegou a época
De abandonar este conceito da antiga Roma
E desvendar os olhos da estátua da justiça
Para não escapar da frente de seus olhos
Nenhum infrator da justiça?
Os homens se levantaram
Sacudiram as poeiras da espera
Embarcaram nas ondas do mar de nuvens
Rumo
Ao Supremo
Tribunal
Divino" (In: http://rafimpoemas.blogspot.com)

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sexta-feira, setembro 17, 2010

Via Viajando nos Sabores: Sete de Setembro com Panquecas da Patagônia

O 7 de setembro de minhas lembranças: Tenho boas lembranças das comemorações do dia da Independência do Brasil, em meus tempos de criança e de adolescente. Eram desfiles, dos colegiais e dos militares. Bem patrióticos. Participei de muitos. O que ficou marcado em minha memória foi o último que desfilei. Estudava no Instituto de Educação, em Goiânia. Estava terminando o segundo grau. Minha turma desfilou representando os Bandeirantes. Saímos de camiseta branca e bermuda cáqui, segurando uma imensa peneira dourada, como se estivéssemos peneirando algo. Representava o ouro que os bandeirantes retiraram das terras de Goiás, 'desbravando' os sertões!!!??? Fui escalada para sair bem na frente do 'pelotão'. Nossos fãs e namoradinhos, todos aborrescentes como nós, nos acompanharam do início ao fim. O desfile começou na Avenida Anhanguera, em frente ao Instituto, indo por essa avenida até a Avenida Goiás. Não me lembro se terminou por aí, na Praça dos Bandeirantes, ou se seguimos até o Palácio das Esmeraldas. Só me lembro que quando o tal desfile terminou, deixamos as peneiras caírem e ficamos como robôs, com os braços durinhos, durinhos, parecendo ainda estar segurando alguma peneira invisível. Olhando para a cara uns dos outros, disparamos a rir, como só os adolescentes sabem fazer.

O 7 de setembro deste ano: Acordei por volta das sete da manhã, ainda com a cabeça cheia das idiotices que ouvi na noite anterior, dos babacas candidatos a passar a mão no dinheiro de nossos impostos. Os sérios que me desculpem, mas com essa politicalha no ar, quem não se revolta? Minha família dormia, curtindo o último dia do feriadão. Tentei não fazer barulho para não acordar ninguém. Costumo dar uma bela volta entre as árvores de meu quintal, logo que me levanto. Mas essa seca nos deixa prequiçosos, sem querer muita coisa. Televisão? Rádio? Nem pensar. Pra continuar ouvindo o lero-lero? Arrumei a mesa para o café da manhã e fui ver as novidades de meus amigos blogueiros, coisa que não fazia há um tempão. Bingo! Na primeira visita encontrei uma receita que caiu como uma luva: Panquecas com acelga e molho branco, saídas do meio da Patagônia. Na geladeira ainda tinha meio maço de acelga, meu marido ama molho branco e minha filha se derrete por panquecas. Sim, era assim que iria passar esse sete de setembro: comendo panquecas cuja receita vinha de uma região natural, onde os costumes estão sendo preservados. Seria minha vingança. Nada de patriotismo, nada que possa me lembrar das falcatruas dos que foram por nós eleitos, nessa 'independência dos imundos' no país da imunidade - falo deste 7 de setembro, com candidatos berrando por toda parte, que isto fique claro. Sim, hoje não quero nada que possa me lembrar que em pleno 7 de setembro há candidatos gritando asneiras, como por exemplo, mudar a lei que condena menores infratores, diminuindo o limite de idade e assim condená-los severamente mais cedo. Será que esse, digamos, digníssimo, não percebe que tudo é uma questão de educação? Que o caminho está em se ter Escolas* e não em construir mais prisões?
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Conclusão: Votei no Lula todas as vezes que ele foi candidato à Presidência. Não me envergonho de dizer que era uma 'lulista' ferrenha. Já até briguei por ele, no tempo que seu adversário era o 'minha gente'. Aquele nunca me enganou.

O Lula fez um bom governo, principalmente para a população que realmente precisa. Mas, entre ficar em buracos quilométricos do pré-sal, sem estudos ambientais sérios que possam avaliar o impacto de uma obra com tais dimensões e olhar com mais atenção para nosso meio ambiente, prefiro de longe esta última opção. E aí está minha revolta. De um lado o Lula com sua afilhada e uma campanha milionária com, de quebra, 10 minutos e 38 segundos no Horário Eleitoral Gratuito e do outro a Marina Silva, com ótimas idéias mas com as mãos abanando e apenas um minuto e 23 segundos para falar.

É, que venham as panquecas da Patagônia, já que o ouro e as esmeraldas já se foram e ainda querem desestruturar nosso subsolo.

Encontrei a receita no blog de uma mocinha que deve ter mais ou menos a idade de minha filha. Ela se chama Elena. Elena sem H, como gosta de dizer. É paisagista, mas também ama culinária. Seus blogs: Colorindo a Paisagem e Nem só de caviar vive o homem.

"Panquecas de acelga"


Foto do blog 'Nem só de caviar vive o homem'
 
"Vi na TV quando Francis Mallman cozinhava ao ar livre, no meio da Patagônia, usando brasas, muitas brasas. O cachorro dele, como sempre, dormindo tranquila e confortavelmente acomodado numa bolsa com cobertores, hehehe. Dessa vez ele fez panquecas com cebolinha refogada incorporada na massa, recheadas de acelga com molho branco, regadas com molho de tomate e creme de leite fresco e gratinadas com parmesão num forno improvisado com duas frigideiras e mais brasas por todos os lados. Fiz minha versão caseira ontem, mas tenho certeza de que o ambiente, o frio e as brasas da Patagônia as deixam mais gostosas que as saídas do forno da casa da minha mãe. * Picar e refogar cebolinha na manteiga, reservar. Fazer a massa das panquecas e cozinhar (assar, fritar?) cada uma sobre uma parte dessa cebolinha - para facilitar e porque eu não tinha muita, incorporei a cebolinha à massa. Reservar.* Preparar molho branco com bastante noz moscada. Branquear as folhas de acelga, picar grosseiramente e incorporar no molho branco. Adicionar também cebolas picadas pequeno e refogadas em manteiga e azeite até ficarem transparentes. Acertar o sal e a pimenta.
* Rechear cada panqueca com a acelga, arrumar numa assadeira, cobrir com molho de tomate e creme de leite, polvilhar parmesão e levar tampado com alumínio ao forno até aquecer, logo destampar e esperar que o queijo gratine.

Cuidado para não se queimar! Vai bem com vinho tinto, num dia frio, no cenário do programa de TV ou frente a uma lareira, ou simplesmente no aconchego de casa, num frio dia chuvoso."


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O dia 7 de setembro deste ano não estava frio nem chuvoso. Estava, sim, quente e bem seco, um inverno bem brasileiro - desse Brasil do Cerrado - e, para piorar, seco também nos corações dos brasileiros, obrigados a ver e ouvir as asneirices dos que se acham conhecedores da verdade. 

Minha panqueca (da Patagônia?) - A receita e a foto da verdadeira panqueca estão aí em cima, dadas pela Elena em seu blog. A minha é apenas uma imitação barata. Afinal, é panqueca feita para este 7 de setembro. Aliás, panquecas, no plural, bastante, como o número de candidatos.   


A massa da panqueca ficou assim, bem cremosa.

As panquecas ficaram fininhas, tipo crepe. Sugestão: Para recheios cremosos, as panquecas devem ficar melhor mais espessas. O papel usado sob elas é um saquinho de padaria, desses para pão, utilizado do lado de dentro. O planeta agradece.


A apresentação para um 7 de setembro preguiçoso, com marteladas de candidatos na cabeça. Apesar da apresentação horrenda - não usei parmesão e sim queijo branco e só piquei os tomates, refogando-os ligeiramente, minhas panquecas ficaram de lamber os dedos. O molho branco com pitadas a mais de noz moscada combinou muito bem com a acelga. Na próxima vez capricho na apresentação.



Bon appétit e con(s)ciência na hora de votar.
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*Escolas com E maiúsculo: Veja em Educar É Preciso, post que escrevi em 26/07/08.

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Próximo post: Segunda-feira, dia 20, com Flor-canhota. Você conhece uma flor que só tem pétalas de um mesmo lado? Eu também não conhecia. Confira!

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sábado, setembro 26, 2009

Via Amigos: Primavera & Outono


Introdução

Dia 21 de setembro entramos na primavera. Tudo bem, nossas estações do ano são mais ou menos iguais, com exceção do sul. Na verdade, temos flores por toda parte durante todo o ano. E nada daquele friiiiiiio de doer os ossos.  

Enquanto entrávamos na primavera, do lado de lá nossos amigos comemoravam o início do outono. Li uma vez um livro que dizia que nunca devemos pensar que o mundo é apenas aquilo que nossos olhos podem ver. Há muito mais além de nossos horizontes. Por isto, divulgar o que outros olhos veem não nos faz mal, concordam? Vejam 'um pedacinho' de um post de nosso amigo Brad. Ele mora em Michigan, EUA. Em sua matéria há muitas fotos mostrando uma exposição, cujo tema é o outono e o inverno. Há um pouco de tudo, desde comidas típicas, artes, crianças aprendendo artesanato, agricultores mostrando seus produtos orgânicos e muito mais. A tradução está péssima... Tentei 'corrigir' a 'tradução' do Google, mas, sei não! O melhor mesmo é ver seu blog.

.O post do Brad

"Segunda-feira, 21 de setembro de 2009


  Um encantador início de outono


Uma feira de exposições com temas de outono e inverno - Todos as flores estavam lindas! Estas são as vencedoras (com fita azul).
 

Havia vendedores de alimentos caseiros, produtos têxteis e um pouco de quase tudo.

Vários tipos de alimentos, hambúrgueres..

Um engraçadinho casal de espantalhos... 

Ervas premiadas na exposição.

  Artesanatos diversos, com temas de outono e inverno,

e também com gatos,
'ovos' para todas as ocasiões,
fotos emolduradas e muita arte...



..Aqui estou posando com a maior abóbora deste ano."*
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Conclusão

Nossos olhos veem melhor quando inclinados na direção do outro. Quando neles há sensibilidade, compreensão e um querer enxergar além de nós mesmos, além de um simples avistar. Por exemplo, nosso carnaval. Para muitos povos é apenas uma exibição de bumbuns de mulheres nuas. Mas, para nossa cultura, é algo bem mais amplo. É a preservação de crenças e costumes de um povo que aqui chegou em porões de navios negreiros; é a lembrança do que fomos e somos: descendentes de povos explorados e exploradores. Para eles, do outro lado, uma abóbora, simbolizando o Halloween, é a preservação da cultura popular de seus antepassados. Ou seja, cada povo um saber, uma cultura, um modo de viver.
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*Vejam a matéria completa em: Sharing Pictures and News
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sexta-feira, setembro 11, 2009

Via Vida: Educar É Preciso - 2

Como tínhamos dito para alguns amigos, estamos reeditando o post Educar É Preciso, publicado dia 26 de julho de 2008, na Via Vida 19.

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"Conversando com pessoas de diferentes camadas sociais, percebemos a falta que faz uma educação de qualidade. Percebemos também como as escolas estão ainda tão deficitárias. Como nosso sistema educacional precisa de pessoas engajadas em educação básica, que pensem em como melhorar os programas educacionais, aperfeiçoando alguns e acrescentando outros.

Precisamos de escolas que engajem a família como um todo, educando não só crianças, mas todos os adultos da família: mães, pais, tios, enfim, todos que, de um certo modo convivem com os pequenos.

Quantos pais, com palavras negativas, não sufocam sonhos? Ou interrompem o desenvolvimento social, familiar e, muitas vezes, o ideal de uma criança? Quantos não desestimulam um garoto ou garota que tem tudo para ser um grande profissional, uma grande pessoa! Pessoa no sentido amplo da palavra, como criatura humana e humanitária.

Quantos pais não podam, ainda na raiz, sonhos realizáveis, com palavras indevidas e negativistas. Culpa deles? Como, se aprenderam assim? Como são culpados, se também foram marginalizados e cresceram no vai e vem da vida?

Precisamos de Escolas com E maiúsculo. Uma Escola. Não um criadouro, uma gaiola, um faz-não-faz.

Precisamos de Escolas. Escolas com uma infra-estrutura que apoie a família e a comunidade onde está inserido o aluno, aquele que será o representante de nosso amanhã.


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quarta-feira, agosto 26, 2009

Via Natureza: A Borboleta Azul - 2



Trabalhamos durante este mês com o tema azul. Foram três flores e um pássaro azuis; hoje trazemos uma borboleta. É uma reedição do dia 23 de setembro de 2008. Dois motivos nos levaram a reeditar esse post: Primeiro, a cor da borboleta. Segundo, o período de estiagem do ano passado. Vejam, nele falamos sobre a grama seca pela falta de chuva. Estávamos no final de setembro. Este ano, Graças a Deus, as chuvas apareceram mais cedo. Hoje está chovendo. O cerrado é assim nesses meses de seca. Todos esperam a chuva a partir do início de agosto, mas é raro isso acontecer. Nos últimos anos ele só dá as caras em setembro. E depois do dia 20.

Confiram o que escrevi em 2008:
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Recentemente temos visto bons filmes nos canais de televisão. A Borboleta Azul é um deles. É baseado em um fato da vida real. Conta a história de uma criança com câncer, sem esperança de sobrevivência. Ele - é um menino - sonhou com uma borboleta azul e queria porque queria ver uma. Um amigo, professor de botânica, levou-o a uma floresta tropical para procurarem a rara borboleta.
Depois de muitas aventuras correndo atrás de borboletas, o menino consegue realizar seu sonho. Diz o filme que o menino ficou curado, com exames que comprovaram isso. É a fé colocada em prática. No caso, a fé na cura, mesmo tendo como agente motivador uma simples, porém linda, borboletinha.
Terminado o filme, todos que o viram comigo, entre eles duas jovens, não se cansaram de elogiá-lo. E tinham visto 'sem pestanejar', não perdendo um só minuto.
Conclusão: Não é preciso tiros, lutas, explosões, mortes ou efeitos especiais distorcendo a imagem, para que um filme conquiste o público. Nota dez para a história, nota dez para a fotografia e dez multiplicado por dez para o retorno aos bons filmes.














Nota: Estas três fotos (na verdade duas, porque a primeira foto é a mesma da última) foram tiradas no último dia 14, dois dias depois do filme. É uma linda e minúscula borboleta azul achada por minha filha, na grama seca de nosso jardim. (A grama está seca pela falta de chuva.)"

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Notas: 1- Por que agosto tem que ser visto sempre como 'um mês ruim'? Escolhemos a cor azul para este mês justamente para tentar mudar essa visão distorcida e preconceituosa. 2- No post Onde estão as chuvas de agosto? falamos sobre o período de estiagem cada vez mais prolongado. O ano passado, como prova nosso post de setembro, foi terrível! Para nossa sorte este ano foi bem melhor. Sexta-feira, dia 21, caiu a primeira chuva aqui em Brasília. Viva o sol, mas também, viva a chuva.

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sexta-feira, agosto 14, 2009

Via Natureza: De Onde Veio Essa Pombinha?


Encontramos essa pombinha, no final de maio, numa moita de um canteiro com plantas diversas. Estava sendo acuada por nossa cadela. Ouvindo o latido, fomos ver o que era. Vimos a pequena ave* toda encolhida, tentando se esconder entre as ramagens.
Minha filha a pegou com carinho, mas ela tremia de medo. Era um filhote, naturalmente aprendendo a voar, que tinha caído de alguma árvore. Tentamos fazê-la beber algumas gotas d'água, passamos a mão em sua cabecinha... Pouco a pouco ela se acalmou; deve ter percebido que o perigo tinha passado.
Devia ser mais ou menos seis horas da tarde quando a vimos. Percebendo que a pobrezinha estava cansada, procuramos acomodá-la em uma caixa. As aves dormem cedo, logo depois do por do sol. Cada um queria 'enfeitar' melhor aquele ninho improvisado, com folhas e galhos diversos. Seu novo abrigo ficou assim:



No dia seguinte, depois de alimentá-la com frutas raspadas e muito carinho, com direito a uma sessão de fotos, fomos procurar seu ninho. Achamos este da foto abaixo, com uma pomba que nos olhava inquieta. Ficava bem no topo de uma grande e alta árvore. "Como fazer", pensamos, "ela voa alguns metros e logo cai"... Deve ter acontecido alguma coisa quando caiu na moita. Ou talvez o medo daquele animal latindo a tenha feito se apressar, ficando espremida entre os galhos, se machucando... Olhamos suas asas, seu corpinho, suas pernas finas, mas não vimos nenhum sinal que indicasse algum ferimento.

Ninho de pombas

Resolvemos deixá-la em um galho mais baixo da árvore. Ficamos olhando de longe. Duas vezes ela voou para outros galhos. Voava como se estivesse saltando. É, devia mesmo estar aprendendo a voar. Entretidos em conversas e afazeres, descuidamos um pouco da tarefa de vigiá-la e, quando fomos vê-la, ela já não estava mais por ali. Durante o dia vimos várias pombinhas nas árvores próximas. Será que ela estava entre elas?
As aves mamães geralmente 'empurram' seus jovens rebentos para fazê-los perder o medo das alturas. No susto da queda, eles começam a bater as asas e descobrem que podem ficar no ar; a partir daí, como leves plumas, voam de um lado para outro.

O olhar tristonho da pombinha

Nós, humanos, de um modo geral, temos medo de 'empurrar' nossos filhos para a vida, preferindo tê-los sempre por perto. Erramos? Não sei. Neste mundo de hoje, cheio de violências, o melhor é deixá-los 'voar' a seu tempo, de acordo com a maturidade de cada um deles. Pelo que tenho lido, não sou a única a pensar assim. Parece que é uma tendência mundial. Temos medo que eles - nossos filhos, como aquela pombinha, encontrem cães e cadelas ferozes vida afora.
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*Aves e pássaros - ..."todos os pássaros são aves, mas nem todas aves são pássaros!" Afinal, como distinguir um pássaro de uma ave? No artigo Nem todas as aves são pássaros (veja o site abaixo) podemos ler:

"Rodolpho von Ihering, um dos maiores naturalistas deste País, já frisava em sua obra magna, o DICIONÁRIO DOS ANIMAIS DO BRASIL: "Pouca gente costuma fazer distinção com valor classificativo, no emprego dos vocábulos ave e pássaro, peculiares à nossa língua e à espanhola. O francês emprega indiferentemente oiseau, tanto ao designar o avestruz como o pardal e da mesma forma Vogel em alemão e bird em inglês aplicam-se a qualquer vertebrado plumado. Mas ninguém, falando corretamente nossa língua, dirá que a ema, o gavião e o papagaio sejam pássaros". O mestre até exemplifica: "Termos ouvido definir que pássaros são as aves pequenas. Estará certa? O bem-te-vi é um pássaro, mas a rolinha, muito menor, pode ser designada assim? Certamente que não, pois a rola é uma pomba e os representante desta ordem não são pássaros, porém aves, como as galinhas".
"Depreende-se, portanto, a existência de valor classificativo para a palavra pássaro. Todos os vertebrados providos de penas são aves, inclusive os pássaros. Estes, porém, pertencem a um grupo zoológico bem caracterizado, constituindo a ordem Passeriformes. E a ela não se filiam tuins, andorinhões e nem mesmo os beija- flores, apesar de suas reduzidas dimensões. Daí se deduz que, se quisermos empregar com exatidão os vocábulos ave e pássaro, a noção de tamanho deve ser completamente abandonada, levando-se em conta apenas o critério de classificação. Pássaros, só os Passeriformes, que têm bico desprovido de membrana na base, tarsos isentos de penas, pés com três dedos dirigidos para a frente e um para trás e unha do dedo posterior mais forte que a dos anteriores, dos quais os dois interiores são ligados entre si na base." Leia mais em: http://www.ao.com.br/aves&pas.htm
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terça-feira, agosto 11, 2009

Via Vida: Brigando com a Suína

Imprevistos de Viagens


- Toc, toc, toc...
- Quem é?
-Sou eu, a Suína...
- ??? Espere aí... (Meu Deus, me ajude a colocar mais ferrolhos nessa porta...)
...
Não é brincadeira. A suína bateu em nossa porta. Pensava que estivesse segura, que ela estava bem longe, mas a 'porquinha' estava aqui, pertinho de nós, nos rondando... Ela ou seu fantasma, ainda não sabemos. Descobrimos assim:

Minha filha chegou de Goiânia, no sábado, por volta de 4 h da tarde. Saiu do carro chorando, dizendo que não estava bem. Ao abraçá-la, percebi que ardia em febre. O termômetro acusou 40 graus. Rápido improvisamos algumas compressas frias. Colocamos tecidos úmidos sob seus braços e em seu pescoço. Enquanto meu marido lavava seus pés com água ligeiramente morna, eu trocava os tecidos. Meia hora depois corremos para a emergência do hospital mais próximo de nossa casa. As compressas devem ter abaixado a febre porque ela conseguiu resistir mais ou menos 40 minutos na fila de espera. A emergência do Hospital Brasília, onde fomos, estava lotada. Parece que todo mundo resolveu passar mal ao mesmo tempo. Além dos especialistas que normalmente tem em um Pronto Socorro, havia três clínicos, ou seja, colocaram mais dois. Achei pouco para o número de pessoas que também aguardavam. Bem, ao chegar sua vez, na sala da enfermagem, a enfermeira nos disse que a febre devia ter realmente abaixado, mas já estava chegando novamente aos 40 graus: 39.7! O médico que a atendeu em seguida pediu os exames de praxe: hemograma, Raio X do tórax e um exame de urina. Ela ficou em repouso e observação enquanto tomava soro e um analgésico. Uma hora e meia depois, levei os resultados para o clínico. Tudo normal, se não fosse em época de gripe suína. Há alguns meses o clínico teria dito: "É apenas uma virose". Mas, com o 'fantasma' da suína correndo por aí, ele nos disse: "É um quadro infeccioso: febre e uma irritação da garganta. Pode ser o H1. Temos que fazer alguns exames específicos". Minha filha fez os tais exames, mas os resultados devem demorar mais de uma semana. Enquanto isso, "ela deve começar imediatamente o tratamento e ficar isolada. E o uso de máscara deve ser para todos de casa; e, se a febre retornar, ou houver qualquer sinal de piora ou falta de ar, vocês devem trazê-la imediatamente", completou o médico. Com os formulários em mãos e a receita do remédio, lá fomos nós a um hospital da rede pública pegar o remédio (Uma cartela com 10 comprimidos, para serem tomados de 12 em 12 horas). Ela começou a tomá-lo naquele mesmo instante. Chegamos em casa quase meia noite.
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E assim, estamos 'mascarados' e isolados. Em casa, resolvemos que as máscaras seriam usadas quando estivéssemos juntos. Em seu quarto, ela não precisaria colocá-la. Ela e meu marido estão seguindo isto à risca. Eu, mais ou menos. De vez em quando ela briga comigo: "Por favor, mamãe, e se for mesmo a gripe suína? Eu não quero que você pegue!" Até sua escrivaninha foi transformada em mesa de refeições. Meu sexto sentido de mãe me diz que não é a tal gripe. Foi o cansaço da viagem, o tempo muito seco e quente e outros fatores que devem ter provocado essa febre alta, penso. Meu esposo, mais racional, diz que realmente a hipótese da gripe não deve ser descartada. "A febre foi muito alta", diz. Em todo caso, foi uma febre repentina e passageira. No domingo pela manhã, depois de uma noite de sono, sua temperatura já estava quase normal: 37 ou 37.2. Continua ainda assim. Não foi nem preciso o Tylenol que havia sido prescrito em caso de febre ou alguma dor. Todos os cuidados estão sendo tomados.
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Recentemente não fizemos viagens distantes nem tivemos contatos com pessoas que chegaram de outros países. Saímos normalmente: lanchonetes e restaurantes, feiras tipo Feira da Lua ou Feira Mix, shoppings...
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Comecei com uma brincadeira, mas o assunto é sério. Será que não se pode mais sair de casa?
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quarta-feira, julho 08, 2009

Via Natureza: Monólogo de uma Árvore

Monólogo de Uma Árvore





Sou mais uma planta do cerrado. Sou árvore resistente. Quantas vezes já fui queimada viva! Olhem meu tronco: há marcas de queimaduras por todo meu corpo; no início, quando era mais jovem, meu tronco se refazia quase totalmente. Hoje, a cada queimada, fico mais escura e envelhecida. Olho à minha volta. O que vejo? Poucas árvores, minhas companheiras, resistiram. Do que semeei, muito, muito pouco conseguiu sobreviver. As plantas nativas, como eu, árvore pensativa, quando não são destruídas por queimadas, são arrancadas para darem lugar para mais abrigos do inimigo número um de nossa Mãe Natureza. Tudo bem, eles nascem às centenas todo segundo, mas não podemos conviver um com o outro? Não podemos ser amigos? Queria tanto! Quero continuar vendo crianças subindo, alegres, em meu tronco. Quero abrigar aqueles que passam por mim e descansam sob minha copa. Quero ver pássaros fazendo ninhos em meus galhos. Quero não ver mais queimadas. É horrível! Quero não ver mais plantas sendo arrancadas. Olhem, de onde estou avisto um bosque de eucaliptos. Eles não são daqui; foi a mão 'daquele inimigo' que os plantou. Coitado, ele não sabe que eles, os eucaliptos, não gostam deste clima seco do cerrado. Ele não sabe que somos nós, árvores nativas deste lugar, que podemos melhor sustentar o solo. Ele não sabe... Ele não sabe tantas coisas!
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segunda-feira, junho 01, 2009

Via Verde: Ameixa Brasileira

Flores da Ameixeira

"Oh! que saudades que tenho",
dos bons tempos de estudante na França,
no doce sabor da reine-claude. Assim não dá. Parodiar Casimiro de Abreu¹, com saudades da França? Se ao menos estivesse me referindo à Canção do Exílio.

Explico: Por todo o mundo há mais ou menos 150 espécies de ameixa.² Não tenho os dados precisos, mas é por aí. Na Europa existe uma grande quantidade delas, variando em cor e sabor, dependendo da região. Uma das mais conhecidas e saborosas é a reine-claude. Sabe aquela fruta que você come uma, duas... e sempre pede bis? Tipo fruta-do-conde, manga-coquinho, morango, amora - estou citando as que amo, claro.
Em Paris pode-se encontrar a reine-claude em quase todos os lugares, dos supermercados às feiras livres. Foi em uma dessas feiras que a conheci. Compramos muitas. Quando a experimentei... Ah! Como é de-li-ci-o-sa! Comecei a degustá-las e só parei porque me contaram uma 'historinha': a de um brasileiro que, ao saborear uma dessas ameixas, não conseguiu mais parar... E sabem onde ele foi 'parar', não é? Mas não estou aqui para falar da reine-claude e sim de nossa ameixa brasileira.
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Amo plantar - acho que já deu para notar, não é? Plantei em meu quintal tudo que ia encontrando pela frente. De sementes a mudas. Uma dessas mudas era de um pé de ameixa. Depois de cinco ou seis anos, para minha alegria, ele floriu. E com vontade. Em novembro do ano passado apareceram as flores, em março deste ano os frutos maduros. Vamos acompanhar seu 'frutificar'?


Hoje, ele, meu pé de ameixa, está assim. Tirei essa foto sábado passado.
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Novembro de 2008: Apareceram os primeiros botões.

As flores brancas começaram a pipocar aqui e ali...




De dentro das flores surgiram os primeiros frutinhos, ainda 'nenenzinhos'...

Em cachos...

E mais cachos...

Que começaram a amadurecer; o verde foi dando lugar ao amarelo...

Até que a ameixeira ficou toda carregada de pequenas frutas alongadas.




Agora conto uma outra 'historinha': Temos uma cadela pastor alemão. Ela gosta de ficar passeando no jardim e no pomar. Ama todo tipo de fruta, porém só come as que lhe damos. Mas parece que ela também não resistiu ao sabor das ameixas que caíam. Exagerou e... Na próxima colheita de ameixa vamos fechar o pomar. Conclusão das 'historinhas': Em qualquer país, seja a ameixa desse ou daquele sabor e cor, o princípio ativo dessa frutinha é o mesmo: laxativo. Portanto, coma com moderação.




Colhemos tantas ameixas que ficamos sem saber o que fazer. Para se comer in natura, não é assim 'uma Brastemp', quer dizer, uma reine-claude, mas dá 'prá levar'. Tentamos fazer algum tipo de conserva, mas fracassei na primeira tentativa. Queria fazer uma compota. Cozinhei as ameixas com os caroços - cada uma tem de um a três; ficou ahrrr... Tive que jogar fora.
Não desisti: com paciência e ajuda, retirei os caroços. Fiz uma calda com o açúcar equivalente à metade da polpa e deixei cozinhando em fogo bem baixo, quase apagando, por mais ou menos duas horas. Consegui. Todos que provaram aprovaram. Na próxima colheita vou fazer mais algumas tentativas.
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Ameixa - Ameixeira (Prunus domestica). Pertence á família das rosáceas, a mesma família botânica da cerejeira, do pessegueiro e da amora. Existem muitas variedades, por isto variam no tamanho, na cor, no sabor e no tempo da colheita.
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A língua persa, rica em diferenciações, possui duas palavras para ameixa: Álu - ameixas alongadas, como as mostradas nas fotos e Alutheh - ameixas redondas, como aquela roxinha que compramos nos supermercados ou mesmo como a meio amarelo-esverdeada reine-claude.
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A ameixa é rica do ponto de vista nutricional, possuindo vitaminas C, A e do complexo B, que ajudam a evitar o reumatismo e problemas de pele. Contém também cálcio, fósforo e ferro. Por ser laxativa - possui um número muito grande de fibras - combate a prisão de ventre.
De acordo com o livro Plantas Medicinais,³ "é adstringente e emoliente", "das folhas se faz um bom xarope contra tosse" e "a casca da raiz é usada contra diabete".
Já no livro Guia Completo de Nutrição,4 podemos ler: "A fruta é cheia de um tipo particular de fibra, a pectina, que ajuda a baixar os níveis do mau colesterol, o LDL. Outros componentes da ameixa, as mucilagens, ajudam os pulmões a expelir o catarro. Dessa forma, há uma diminuição do reflexo da tosse, já que ela nada mais é do que uma tentativa de varrer as secreções do aparelho respiratório."
A ameixa seca possui, além de ferro, zinco e potássio. O potássio regulariza a pressão sanguínea e combate doenças dos ossos.
A ameixa fresca contém apenas 47 calorias em cada 100 gramas.

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¹Meus Oito Anos, de Casimiro de Abreu. Quem não se lembra desse poema? Ele nos acompanha desde a escola fundamental, não é? Para matar a saudade, vamos transcrevê-lo abaixo. Transcrevo também, deste poeta do Romantismo Brasileiro, seu não menos famoso poema Canção do Exílio.
²Infelizmente não podemos fazer 'un tour' ao mundo através dos sabores dessa pequena fruta. Podemos, sim, acompanhá-la através de seu nome: Em francês ameixa é prune e pruneau (ameixa seca); em espanhol é ciruela; em italiano é prugna; em persa é álu e alutheh; em inglês é plum e plune (ameixa seca); em norueguês é plomme; em chinês... Não consigo pronunciar. Você sabe? E em japonês, árabe, coreano... Conte pra gente.
³Plantas Medicinais - 9.420 Receitas Botânicas, Irmão Cirilo, Korbes: Associação de Estudos, Orientação e Assistência Rural, 1995, 46ª edição, p.68.
4Guia Completo de Nutrição - Saude é Vital, Edição de texto de Álvaro Leme, Editora Abril, São Paulo, 2ª ed., 2005, p. 98.
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MEUS OITO ANOS
Casimiro de Abreu
"Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!

Como são belos os dias
Do despontar da existência!
— Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é — lago sereno,
O céu — um manto azulado,
O mundo — um sonho dourado,
A vida — um hino d'amor!
Que aurora, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d'estrelas,
A terra de aromas cheia
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!
Oh! dias da minha infância!
Oh! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã!
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minhã irmã!
Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
Da camisa aberta o peito,
— Pés descalços, braços nus
— Correndo pelas campinas
A roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!
Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo.
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar!
................................
Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
— Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
A sombra das bananeiras
Debaixo dos laranjais!"
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Canção do Exílio
Casimiro de Abreu
......
Se eu tenho de morrer na flor dos anos
Meu Deus! não seja já;
Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde,
Cantar o sabiá!

Meu Deus, eu sinto e tu bem vês que eu morro
Respirando este ar;
Faz que eu viva, Senhor! dá-me de novo
Os gozos do meu lar!..
O país estrangeiro mais belezas
Do que a pátria não tem;
E este mundo não vale um só dos beijos
Tão doces duma mãe!
.......
Dá-me os sítios gentis onde eu brincava
Lá na quadra infantil;
Dá que eu veja uma vez o céu da pátria,
O céu do meu Brasil!...
Se eu tenho de morrer na flor dos anos
Meu Deus! não seja já!
Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde,
Cantar o sabiá!....
Quero ver esse céu da minha terra
Tão lindo e tão azul!
E a nuvem cor-de-rosa que passava
Correndo lá do sul!....
Quero dormir à sombra dos coqueiros,
As folhas por dossel;
E ver se apanho a borboleta branca,
Que voa no vergel!....
Quero sentar-me à beira do riacho
Das tardes ao cair,
E sozinho cismando no crepúsculo
Os sonhos do porvir!
.....
Se eu tenho de morrer na flor dos anos,
Meu Deus! não seja já;
Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde,
A voz do sabiá!
....
Quero morrer cercado dos perfumes
Dum clima tropical,
E sentir, expirando, as harmonias
Do meu berço natal!.....
Minha campa será entre as mangueiras,
Banhada do luar,
E eu contente dormirei tranqüilo
À sombra do meu lar!

As cachoeiras chorarão sentidas
Porque cedo morri,
E eu sonho no sepulcro os meus amores
Na terra onde nasci!
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Se eu tenho de morrer na flor dos anos,
Meu Deus! não seja já;
Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde,
Cantar o sabiá!
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Toda e qualquer complementação a este post será muito bem vinda. Não sou especialista em botânica; apenas amo ver, fotografar e mostrar as belezas produzidas pela natureza. A beleza das diferenças, a beleza da germinação de uma semente, a beleza da floração de uma planta, a beleza de seu nascimento e de seu crescimento.
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Por que juntar planta e poesia? Porque poesia é a semente da sensibilidade. É a manifestação da mais pura emoção. É a representação dos sentimentos. É a explosão do amor. Amor que explode em palavras, assim como uma planta explode em flores..
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terça-feira, março 17, 2009

Via Postais: Recordações de um País Distante - II

Recordações de Um País Distante - II


Cartão Postal de Teerã, anos 80.

Tendo trabalhado no Instituto Francês de Teerã, morei no Irã no final da década de 70 e início dos anos 80. Isto quer dizer que estava lá exatamente durante o início e o desenrolar da revolução iraniana. Vi a saída, ou melhor, a fuga do Xá Reza Pahlevi e a chegada triunfal do Ayatollah Khomeini. Fui a única brasileira residente em Teerã durante essa guerra civil. Não sei se a única residente em todo o Irã, mas em sua capital, Teerã, sim.
Eu, toda sorrisos, visitando as belezas iranianas 

Não, não quero falar nem me lembrar de guerras, de mortes, de tristezas. Hoje quero me recordar de coisas boas, que afastam guerras e trazem Paz.

Quando cheguei ao Irã não sabia falar uma só palavra em farsi, a língua oficial daquele país.  A ‘linguagem universal’ – a mímica – me socorria nas situações mais difíceis. Felizmente muitas pessoas sabiam falar inglês ou francês. 
Farsi é uma língua de origem indo-europeia. Muitos pensam ser de origem árabe porque, devido as invasões árabes sofridas pela antiga Pérsia, a língua escrita é em alfabeto árabe. O Irã possui várias línguas, sendo o farsi o idioma oficial. Não disse dialetos, disse línguas. No Brasil, por exemplo, há uma unificação em relação ao idioma. A língua portuguesa, com seus vários dialetos, (sim, dialetos!) é única em todo nosso território.
Pili
Apesar da dificuldade de comunicação inicial, a ‘brasili’ – a ‘brasileira’ – era tratada como uma princesa saída do reino de “Pili”. Um reino de um país ensolarado chamado Brasil. Aonde chegava só ouvia “Pili”. Era Pili prá cá, Pili prá lá... No início sorria de volta, sem saber bem o que queriam dizer com “Pili”. Às vezes repetia sorrindo: “Pili, Pili”... Não demorei muito para descobrir: “Pili” era o amado e idolatrado Pelé. Sabia que nosso rei era conhecido internacionalmente, mas nunca imaginei que fosse tão popular entre os povos da Ásia, principalmente os do Oriente Médio. Alguns sorridentes iranianos acompanhavam o “Pili” com algumas sílabas impronunciáveis. E eu lá, somente sorrindo de volta, sem saber o que queria dizer aquela palavra tão difícil, pra mim, que nem mesmo ousava pronunciar, porque sabia que não conseguiria repetí-la. Com boa vontade para aprender uma língua tão diferente e difícil para nós brasileiros, tentava ouvir melhor cada vez que o som estranho chegava aos meus ouvidos. Por associação deduzi ser de um outro grande jogador, um brasileiro tão amado quanto Pelé, aquele das perninhas tortas que não errava um só chute. Sim, o nome impronunciável era “Garrincha”. 
Era nosso futebol levando nas bolas chutadas com maestria o nome de nosso país. Um incrível futebol diplomático. Um futebol que abria portas e ultrapassava fronteiras, unificando esse mundão e retirando ‘as torres de babel’ por onde o brilho das bolas passava. Sim, um futebol diplomático, nota mil, como eram as boladas de Pelé e de Garrincha.
Que nasçam e vivam mais Garrinchas e Pelés, dando um exemplo de Paz através do esporte. Através do pipocar e do estourar de bolas.

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