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quinta-feira, agosto 19, 2021

Existir é preciso



No meio de tantas notícias sobre o caos mergulhado por nosso país, neste momento de pandemia e de descontrole total do desgoverno, ficamos muitas vezes à deriva de nós mesmos. Pouco a pouco perdemos nossa capacidade crítica do contato com o mundo real. Falo do mundo descontrolado, onde grupos, no egoísmo e na ganância de se sentirem superiores, colocam como foco bens materiais cada vez maiores. Como alpinistas, eles querem subir mais na escalada do dinheiro. O monte Everest é o objetivo. Quanto mais têm, mais querem ter. “Quero pertencer ao grupo de maiores do mundo”, dizem. Maiores do mundo para essas pessoas significa ter muito, mais muito dinheiro. Pouco importa se para conseguirem seus objetivos deixem pessoas mortas por falta de alimentos e pela pobreza extrema que seus investimentos (sic) astronômicos e improdutivos geraram - e geram. Improdutivos porque sem nenhum retorno para a sociedade, seja em forma de empregos, seja por meio de impostos ou de produção de alimentos ou de qualquer outro bem comum. Falo das infrutíferas e bilionárias aplicações cujos rendimentos de alguns deles ultrapassam o PIB de um país inteiro.    

No meio de nossas próprias dores, esquecemos as dores de outros. Por vezes dores tão grandes que as nossas tornam-se pequenas, minúsculas mesmo. É disso que falo. Nosso olhos veem aquilo que está próximo, e o que está perto geralmente são problemas parecidos com os nossos. E com a pandemia e o isolamento em decorrência dela, fica difícil olhar para mais longe. 


É preciso existir


Quero ver, quero enxergar o que a tv não mostra. Quero  descobrir o que há além de mim para enxergar o mundo como ele realmente é e assim saber onde estou, em qual mundo vivo e como chegamos ao absurdo deste caos ético, moral e social. Só assim poderemos nos encontrar e descobrir caminhos para um mundo mais colaborativo e solidário, onde a economia seja um fator de desenvolvimento social e não de especulações absurdas e vergonhosas. Como está, cada dia ficamos mais longe desse encontro. Eu, você e todos nós. Assim, permanecemos distantes de nós mesmos. De minha parte, preciso parar, dar um tempo, ouvir o que quero falar comigo mesma, tentar enxergar o que está por trás do monstro que o mundo gerou com um poder altamente destrutivo do meio ambiente e do planeta como um todo. 


Preciso ouvir a voz por trás das vozes próximas e as informações por trás das notícias dos noticiários. Quero sair da roda de coisas pessoais. Sim, quero e preciso me encontrar, saber porque me sinto impotente diante de todos esses fatos e como continuar em meu propósito de vida. Preciso descobrir como posso ser útil neste mundo desgovernado e próximo a sucumbir. Preciso ficar um tempo comigo mesma. Sim, é preciso encontrar o que está escondido dentro de nós mesmos para que nossa existência tenha algum sentido. 


Para viver, é necessário compreender o mundo como um todo e para compreender o mundo, é preciso primeiro se compreender. Só assim poderemos existir verdadeiramente, porque…


Existir de mãos dadas é preciso. 


Como fazer com que todos compreendam que os 17 objetivos de desenvolvimento sustentável, os ODS*, foram assinados porque as nações enfim ouviram a Ciência? Como fazer com que todos compreendam que a Terra grita há séculos por socorro? Compreenderem que se agora nada for feito será o fim para as futuras próximas gerações? 


Sim, para existir, informar é também preciso e urgente. 


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*ODS: Leia sobre os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no artigo que escrevi no Dia da Terra:

https://www.luisanogueiraautora.com.br/2021/04/dia-do-planeta-terra.html?m=1


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domingo, maio 09, 2021

Abraços de mães


 

Abraços de mães para todas as mães do mundo.  

Nas fotos 1 e 3 eu e minha filha. Na primeira ela tinha 28 dias; na outra, com um aninho. 

Foto 2: Minha mãezinha Lydia, hoje nas nuvens de um céu lindo.  

As fotos com flores: para todas as mães, filhas e filhos que por aqui passam. Podem compartilhar à vontade, fiz os gifs e as colagens para vocês. 

Feliz Dia das Mães! 💐









Coração e flor?  Por que não?



💐❤️💐❤️💐🙏






 

domingo, março 28, 2021

The Voice Mais

Eu com meus 19, 20 aninhos





Como conservar nossa saúde durante a pandemia?

Antes de tudo, cuidar da saúde mental é essencial. Como? Como no meio de uma pandemia? Estar a par das notícias sobre a Covid é importante, mas nunca se esqueça que você, acima de tudo, é um ser formado por mente e corpo. Se a mente adoece, como você vai cuidar de sua saúde física?

O que fazer? 

Tenha um hobby, faça coisas que você gosta, veja filmes, séries...

Cada um de nós gosta de alguma atividade fora do trabalho diário. Cuidar de plantas, pintar ou desenhar, palavras cruzadas, ler ou escrever, há sempre algo que pode nos fazer esquecer, mesmo por alguns minutos, as agonias dessa já tão prolongada quarentena. No meu caso, um de meus passatempos preferidos é a fotografia. Sempre gostei. 

Clicando flores ou paisagens saio do estresse diário. 

Descanso com a câmera nas mãos, editando fotos e vídeos, enfim, brincar com imagens me diverte. 

The Voice 

Hoje, neste exato momento, estou vendo uma programa musical excelente, o The Voice Mais. E... mexendo com fotos. Pequei uma foto de meus 18,19, 20 aninhos - não sei bem rsrs, e comecei a ‘participar’ do The Voice. Cantei  Non, Je ne regrette rien, da eterna Edith Piaf. além de Celine Dion (Titanic), The Platters (Only You)... Lasquei-me mas cantei rsrs. Veja aí o resultado.  

Saúde física 

Nestes próximos dias a internet vai estar repleta de informações de nutricionistas e especialistas em saúde,* falando sobre nutrição e bons hábitos para uma vida saudável. Preste atenção nas dicas e aprenda também porque ainda continuamos sendo um país com um dos maiores índices de desnutrição infantil. 

Sobre alimentos orgânicos falo rapidamente na página 89 de nosso livro Balbúrdia na Quarentena. Veja onde encontrar o livro Balbúrdias na Quarentena com desconto aqui:


https://loja.umlivro.com.br/balburdias-na-quarentena-5560489/p


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Aplicativo que usei para os vídeos: Avatarity.

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*O dia 31 de março é o Dia da Saúde e Nutrição, ou seja, daqui dois dias teremos muitas dicas importantes de médicos e de nutricionistas. 

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#TheVoiceMais #TheVoice2021 #saudeebemestar #saudeemocional #quarenτena #apandemianosensinou #naturezaemfotosluisan

domingo, janeiro 31, 2021

Na quarentena a vaidade pode esperar


Onze meses. Sim, dia 14 de fevereiro completo onze meses de angústia, de medos, de insegurança. Onze meses escondida de tudo e de todos. Com medo de um serzinho minúsculo e invisível que poderia - e pode, estar colado na roupa, nas mãos ou em qualquer parte do corpo  de amigos, de familiares, de entregadores. Ele pode estar até nos produtos recebidos por delivery de supermercados e de farmácias e rapidamente se fixar em nós. O serzinho do mal pode também vir colado em sapatos de quem diz não ter receio dele e passeia por aí, vai em festinhas e anda nas ruas como se tudo continuasse normal. Pode  passar pelo ar respirado daqueles que não veem ou não querem ver os hospitais e cemitérios cheios. Insensíveis a dor do outro, ajudam na transmissão do vírus em todos os lugares por onde passam. Mesmo sabendo que pessoas de sua própria família podem ser vítimas de sua insensatez. Como disse a uma amiga, eles utilizam a máscara no lugar errado, usam no cérebro. E assim, por culpa de pessoas sem noção de solidariedade e empatia ao próximo, a quarentena dos brasileiros chegou a onze meses. Brasileiros, como eu, conscientes de que somente seguindo as recomendações dos profissionais de saúde poderemos vencer o ser invisível que quer nos coroar com seu “corona”. Coroar e nos fazer também invisíveis... em um outro plano. Um outro plano que não temos a menor vontade de conhecer. Pelo menos por enquanto.  I

Com criatividade, tento ser feliz dentro de casa, entre brigas e beijos. Mas, consciente e  liberada de vaidades, sigo com a cara fora da rua, até ser vacinada. E você, como faz para sair somente para o indispensável, sem correr riscos? 

Fotos: A primeira, em uma das raras vezes fazendo caminhada, em uma rua próxima. A segunda, a última vez em que fui a um salão de beleza, não sei se em maio ou em junho. A vaidade pode esperar. 




 

domingo, novembro 22, 2020

Reflexão de Quarentena

  

Imagem dentro da lupa: Parte da capa de um livro meu sobre a quarentena, a ser lançado no início de dezembro.

Oi amigas/amigos

Há dois dias enviei o texto abaixo para dois grupos de minha família. Hoje quero que você também leia essa mensagem nascida no coração de quem se isolou nesta triste pandemia. Sinta-se abraçada/o. Confira:

Tudo na vida, quando consumido em excesso, faz adoecer. Na política, na religião, enfim em tudo, não
é mesmo? E a vida é tão curta, pra quê isso? A pandemia está aí para nos acordar. Ela diz: Olhe pra frente, olhe para os lados, envolva todos em um grande abraço, amanhã você pode não estar mais aqui.
É isso, mesmo em casa, na quarentena, não se esqueça de cantar, dançar, pular de alegria, seja pra comemorar o café da manhã ou o sol, a chuva... todas essas coisinhas diárias que muitas vezes até nos esquecemos que existem, mas que sem elas nossa vida seria impossível.
Não estou pedindo para esquecer a Covid-19, nem todos que esse vírus já atingiu, não, não. Quero apenas que, ao menos por alguns minutos você se despreocupe, olhe a vida lá fora, nas árvores, nas flores, na alegria das crianças e traga para dentro de você... E também que nunca se esqueça, se você está vivo, primeiro dê graças a Deus, depois se alegre, pense “eu sou uma pessoa privilegiada porque estou aqui, com vida”. E... comemore!!!
Então, vamos comemorar a vida? Estou convidando você que está só ou não, triste por algo, sem compreender essa pandemia doida que nos pegou e surpreendeu o mundo pela sua capacidade de destruição, a olhar pra fora e ao mesmo tempo pra dentro de você. Bem lá no coração. Viva e brinque com a família, com os amigos. Pense em algo que traga sorrisos, alegria e envolva todos.
Vamos lá?

#campanha_livro_nacional

quarta-feira, novembro 04, 2020

Voltamos ao Blog Multivias

 


Bom dia, gente amiga!

Como muitos de nossos amigos blogueiros, fiquei alguns anos fora, 'curtindo' redes sociais. E postando também, afinal não vivemos sem ler e muito menos sem escrever. 

Muito água rolou nesse tempo. No campo político houve uma reviravolta terrível, no Brasil e no mundo. A natureza também se revoltou com tantas ameaças ao seu equilíbrio. 

Vivemos dias nunca imaginados, mesmo nos piores pesadelos. Isolados em casa, com medo de sair nas ruas, fizemos da quarentena um novo modo de vida. Aliás, de sobrevivência, esperando a pandemia chegar ao fim com a chegada de uma vacina capaz de imunizar as pessoas contra a Covid-19. 

Cientistas de todos os países trabalham dia e noite, equipes se revezam, a Ciência está no foco da esperança. 

De casa assistimos o mundo despencando. Reuniões? Só se forem on-line. Adeus festinhas de aniversário com abraços de amigos e até mesmo de familiares. Adeus amigos dos finais de semana, adeus bares, praias, almoços com convidados. 

Adeus à vida? Não, ainda há esperança. E agora, mais do que nunca, esperança de um mundo melhor para todos. Somente assim a Terra sobreviverá. Há pesquisas em todas os campos, na tentativa de se encontrar soluções sustentáveis na alimentação, na moradia, na economia, no meio ambiente e na área social. Nesta última encontra-se o maior desafio, o mundo cresceu desordenadamente, explorar recursos naturais e seres humanos foi algo normal. 

Engenheiros, arquitetos e designers de interiores buscam interagir elementos da natureza em construções pensadas de acordo com o clima da região, com a localização do sol, com o aproveitamento da luz natural, com a aerodinâmica da própria natureza. Buscam soluções com menos consumo de produtos industrializados, e soluções com menos desperdício e menos lixo.

Com todo esse panorama, é a vez de todos nós, blogueiros, escritores, comunicadores, influenciadores, nos darmos as mãos, levando informações, adquirindo e compartilhando conhecimentos. 

O mundo pós pandemia vai precisar de nosso apoio. Vamos lá, blogueiros? 

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Solidariedade

Se solidariedade é amizade / Uma sociedade solidária / É uma sociedade amiga (Luísa Nogueira)

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Nota: Agradeço a todos que passaram e passam por este blog, mesmo sem atualizações durante tanto tempo. Quase um milhão de visualizações. Não é pouco, minha gente. Muito, muito obrigada! 💓💋💓


domingo, fevereiro 07, 2016

Via Vida: Um Leque




Um leque. Uma moça com um leque. Uma moça, tatuada e com um leque. Uma moça, em um ônibus, tatuada e com um leque. Uma moça, em um ônibus, sentada em minha frente, com uma tatuagem e um leque.

A moça do ônibus não sabe. Ela não sabe que seu leque passageiro trouxe lembranças de outros leques. Muitos leques. Estilos diferentes de leques. Orientais, nacionais, de tecidos, rendas e até em forma de abano, feito com palha de coco.

Foi em setembro, naqueles dias de muito calor. Em setembro, uma moça, no ônibus, um leque balançava. O leque, acenando, ia e vinha. Cenas flutuavam no vai e vem do sopro do leque e lembranças evocavam. O sopro do leque se fez brisa e a brisa me levando me fez voar. Eu voando, no vai e vem do leque, vi. Eu vi!

Vi minha mãe sentada com seu leque azul. Com seu leque rosa rendado. Com seu leque lilás. Com seu leque-abano, feito com palha de coco. Com seus muitos leques minha mãe se abanava e o sopro da brisa acariciava sua face suave.

A moça do ônibus balançava seu leque, mas a mão já não era sua. Minha mão balançava o leque. Minha mão, indo e vindo, desenhava sorrisos no rosto amado de minha mãe. Vi outras mãos - de minhas irmãs, de minha filha... Outras mãos iam e vinham, abanando, abanando. Abanando e refrescando o tempo de minha mãe no tempo conosco vivido. 

Vai e vem; vem e vai. O vai e vem do leque é o tic-tac do relógio. No ritmo. O significado, a essência, é diferente. O leque leva o tempo em brisas que passam de cá pra lá, de lá pra cá. O relógio leva o tempo pra lá. Pra lá, pra longe. O relógio diz que vai pra lá e pra cá, tic-tac, tic-tac, mas o tempo do relógio só vai. O tempo do leque é o sopro do vento. Ele vai pra lá e volta pra cá. 

Eu vi. Vi o leque de minha mãe. A moça do ônibus, sentada em minha frente, tinha a tattoo de um pequeno pássaro voando. A moça do ônibus o tic-tac levou. O passarinho, no tempo da brisa do leque, voando, voando, um segredo me contou. O segredo do amor o passarinho me contou e um leque em minha mente tatuou. Um leque colorido o passarinho tatuou. Colorido com todas as cores, como as lembranças vindas no vai e vem das brisas do sopro do tempo do leque.

Eu vi. Vi o leque de minha mãe. E com o segredo de amor, o leque em mim tatuado ficou.


Minha filha com catorze anos fazendo pose com o leque-abano de sua avó
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Miniconto baseado em fatos reais.

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terça-feira, março 03, 2015

Natureza e Sociedade


Há muito nosso planeta pede que o olhemos com mais amor. De costas viradas, fazemos como se os seus problemas não fossem nossos. Sabemos, no entanto, que foram e são causados por nossas ações impensadas. Ações estas que invertem o duo racional/irracional, porque, na atual desordem ambiental, quais os seres que agem por ganância, destruindo a biodiversidade?  A poluição dos oceanos, principal responsável pela saúde de toda a terra, é um exemplo.

Encontros de países discutindo esse tema estão nas agendas internacionais; alertas de cientistas e ambientalistas são dados. Os chefes de estado, porém, pouco ou nada fazem. Podemos compreendê-los, não desculpá-los. Reagem de acordo com os interesses de fortes grupos empresariais, o que compromete não apenas o meio ambiente. O leque é bem mais abrangente, desde transportes coletivos, assistência sanitária-médica-educacional e todos os outros compromissos dos governos para com os cidadãos de seus países.

Sete bilhões de pessoas que aqui vivem já estão na linha limítrofe da capacidade populacional da terra. Este fato já seria suficiente para pararmos um pouco para pensar. Indo além, colocando na estatística os ‘outros seres’, constatamos que somos dezenas de bilhões respirando e retirando sua subsistência do solo em que vivem. Que uns aprendam com os outros, com humildade e amor. Só o amor vai nos trazer a mágica transformadora. Amor ao próximo, amor à natureza e amor a nós mesmos. O amor é altruísta, sabe abdicar, consegue deixar de lado os ismos – consumismo, egoísmo, fanatismo, partidarismo entre outros. Conciliar moradia com não desmatamento e olhar os que necessitam de um maior apoio, são duas das questões fundamentais para a sobrevivência da Terra; é também retribuir o amor que tão generosamente nos deu este planeta que nos acolhe.

 Amor inclui respeito e atenção. Com amor pode-se construir uma sociedade mais justa, desconstruindo princípios falhos. Com amor pode-se construir caráter, derrubando ganâncias. Só o amor poderá resgatar natureza e sociedade. Na prática, esse amor pode ser construído nas novas gerações através de disciplinas engajadas com os problemas sociais e ambientais; com exercícios práticos do cotidiano e com exemplos que levem crianças e adolescentes a comparações. Assim, a escola levará o educando a ser mais crítico, com um senso de cooperação mais desenvolvido e uma maior e mais humana visão de mundo.

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Fotos: Hortênsias.

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sexta-feira, junho 20, 2014

Via Vida: Sobre Copa, Eleições e Universo




Provérbio citado hoje nos programas eleitorais gratuitos. Vociferado ontem por políticos, colunistas sociais e por muitos. Ontem, hoje, enquanto houver uns e outros. Céus! Que os grupos se unam. Que ondas de paz passem por todos. Amém.

Em tempos de Copa e de eleições, nunca é demais implorar: Que as caravanas se pintem não só de verde e amarelo. Que se mesclem e carreguem consigo as outras cores de nossa bandeira.

O futuro do azul do universo depende do tapete verde do solo e do amarelo debaixo deste. 

No azul do universo ou no branco da paz encontra-se o futuro de todas as cores e de todas as coisas. 

Como já disse nas redes sociais, a Copa não tem culpa. Curta a Copa sem culpa. E vote (con)sciência.  

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domingo, fevereiro 23, 2014

Via Vida: Uma Borboleta nas Mãos de um Trabalhador

Mãos que lidam com a terra - A borboleta parece olhar e admirar as mãos do trabalhador  

Em nosso país há muitos trabalhadores vindos de várias partes do mundo, principalmente da América do Sul. Ontem, em uma feira de Brasília, encontrei um desses trabalhadores. Ele mostrava uma borboleta que tinha pousado em suas mãos. Uma borboleta que parecia ter saído, naquele momento, de um casulo. 

Como sempre estou "pronta para mais um clique", imediatamente cliquei aquela pequena mensageira de beleza e de paz. Mal sabia eu que estava na verdade fotografando as mãos de um vencedor. Um homem cujas mãos mostram ser de uma pessoa que faz com que elas - suas mãos - sejam um orgulho para si mesmo, antes de mais nada. 

Pouco sei sobre ele, apenas que nasceu em um país vizinho, estudou e trabalhou em muitos outros países, casou-se com uma brasileira que participava lá fora de projetos sociais e depois de rodarem o mundo resolveram fixar residência no Brasil. Compraram um pedaço de terra e, pelo visto, estão, em duplo sentido, colocando "as mãos na massa". Explico: Eles não estavam na feira fazendo compras ou a passeio; foram vender empanadas*, por sinal deliciosas.

É no trabalho diário que nos libertamos e nos humanizamos. A borboleta, além da beleza, traz consigo o símbolo da liberdade através da paciência e da persistência. Ela pacientemente se liberta do casulo, dando uma bela lição de vida.

Nossas mãos falam por nós. Dizem um pouco daquilo que somos. Quando em momentos difíceis não nos damos por vencidos, são elas nossas poderosas armas. 

Vendo as marcas nas mãos fotografadas, lembrei-me do filme "E o vento levou". A personagem Scarlett O'Hara, depois de perder tudo, gritou com todas suas forças que não passaria fome, nem ela nem sua família. Colocou as mãos na terra, criou calos arando e plantando. Venceu, porque o trabalho é sempre libertador, motivando-nos e nos impulsionando a seguir em frente. 

Uma ótima semana!

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*Empanadas: Iguaria argentina, com o formato de um pastel de forno. Deliciosa.

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A borboleta ainda com as asas um pouco curvas. Parece que tinha saído, naquele momento, de seu casulo. 

A borboleta sobre a cesta de empanadas


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domingo, abril 21, 2013