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Mostrando postagens com o rótulo Via Vida

O tão sonhado ócio criativo

Fotografia - Em sentido horário: 1 e 2: Atividades diversas; 3: cerâmica fria Ócio criativo ou a prática de reservar tempo para si mesma. Mulheres, vamos valorizar nossos momentos de relaxamento e criatividade! O tão sonhado ócio criativo Momentos de desconexão e autocuidado são essenciais para o bem-estar  Quem nunca sonhou com um ócio criativo? Aquele momento só seu, para deixar bem longe as preocupações, o cansaço e o estresse que insistem em aparecer? Pois é, minha irmã, quem não quer? Santo e abençoado ócio! Mas, cá entre nós, onde e quando a gente consegue essa folguinha? Pois não é que descobri um lugar feito sob encomenda para nós? Um espaço onde se pratica, acredite, o ócio. Fui conhecer e encontrei muitas outras companheiras querendo dar um tempo na correria do dia a dia. É um verdadeiro clube de mulheres que se reúnem para "fazer nada" e, ao mesmo tempo, fazer tudo. E esse "tudo de nada" é exatamente isso. Sem cobranças, no seu próprio tempo, aprendendo, ...

O ano em que escolhemos nadar

 A vida não espera. E hoje é o dia para semear gestos que valham a pena ser lembrados .   O ano em que escolhemos nadar   Histórias reais e o valor do Agora A vida segue sem pedir licença. E o que fazemos com nosso tempo é o que realmente importa.   O ano vira como o rio dobra a curva: sem alarde. Quando percebemos, já estamos mais abaixo, levados pela água, olhando as margens passarem depressa demais. Há pessoas que atravessam a vida assim. Não dormem. Mas também não despertam. Seguem na correnteza, confundindo movimento com escolha, velocidade com sentido, ruído com presença. Dizem que há quem acorde depois de décadas em coma. O corpo imóvel, a vida seguindo. Filhos crescidos, cabelos brancos, o mundo outro. Quando despertam, veem tudo de uma vez: o tempo inteiro condensado num susto. O curioso é que muitos de nós fazemos o caminho inverso. Estamos de pé, andamos, respondemos mensagens, cumprimos horários. Mas não vemos. Não escutamos. Não escolhemos....

A voz que trocou de roupa

Em abril de 2022, no final do post " Goiânia, além dos aparta-mentes ", deixei alguns fragmentos de textos. Textos que escrevia enquanto "passeava" em consultórios médicos. Em um deles, a lembrança viva de meu pai me fez pensar em quantas histórias cabem numa xícara de café. Nasceu assim a crônica    A voz que trocou de roupa Uma crônica sobre memórias, mudanças e o Brasil que (nem sempre) acolhe seus intelectuais Foi num hotel em Goiânia que percebi, sem aviso, o tanto de história que me atravessa. Histórias que não conto, mas que se escondem nas entrelinhas do que sou - que aparecem quando o cheiro do café lembra a infância, ou quando um silêncio diz mais do que uma frase bem escrita. O salão do café da manhã tinha luz amarelada, e um ventilador de teto girava com esforço, como se quisesse permanecer ali apenas por cortesia. Os donos do hotel vieram conversar conosco. Um casal  gentil e acolhedor. Disseram que haviam sido jornalistas. Trabalharam durante anos em ...

As flores voltaram e ela também

Um miniconto sobre pausas, delicadezas e recomeços. As flores recolhidas do chão voltaram à vida  Às vezes, tudo o que precisamos é de um copo d’água,  algumas flores caídas… e uma pausa para voltar a nós mesmos. As flores voltaram - ela também Um gesto simples. Um copo com água. Duas flores Ela recolheu as flores como quem recolhe lembranças. Era fim de tarde e a cidade, entre poeira e silêncio, se preparava para mais uma noite seca. Passou embaixo de um ipê amarelo, um dos últimos da temporada. No chão, um amontoado de pétalas. Muitas já murchas, outras desbotadas. Pensou em passar direto -  “são só flores” , disse, quase alto. Mas seus pés pararam. E suas mãos, delicadamente, escolheram duas entre tantas. Levou-as para casa sem saber por quê. Pegou um copo - um daqueles simples, de vidro fosco - encheu de água e mergulhou as flores como se estivesse pedindo desculpas pelo atraso. Deixou o copo na mesa. Foi fazer outra coisa. Esqueceu. Na manhã seguinte, alg...