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segunda-feira, agosto 26, 2013

Via Natureza: Uma Casa para o Rouxinol

Rouxinol fêmea levando alimento para seus filhotes. Nasceram dois. Podemos ver, através da porta, as asinhas já formadas.

Procurando uma casinha para pássaros, compramos uma de barro na Feira de Artesanato de Abadiânia, em uma de nossas muitas passagens por lá, a caminho de Goiânia. Confesso que não gostei de seu formato, mas foi a única que encontramos naquela época e também por nos informarem que atrairia tipos diferentes de pássaros. Com cuidado a penduramos em um canto do jardim, entre algumas dracenas. Três ou quatro anos se passaram e nada de passarinhos se aproximarem da geringonça que mais parecia uma daquelas abóboras que nos mostram nas fotos de Halloween. Pensei que aquilo poderia estar assustando os pássaros e prometi a mim mesma retirá-la dali. Mas, antes que isso fosse feito vimos que sabiás estavam levando pedacinhos de palha para dentro dela. E não é que fizeram um ninho na casinha de boca e olhos? Ou melhor dizendo, de porta e janelas? Desde então já perdemos a conta de quantos pássaros já a habitaram. Nestes últimos anos tem servido de casa de temporada para casais de rouxinóis que desejam aumentar sua prole. Seus gorjeios nos alegram e nos fazem sonhar. Não por acaso o rouxinol é a ave símbolo dos poetas. A casa para passarinhos nos mostrou que as aparências podem enganar, sim. Para nossa alegria, ela atraiu sabiás, rouxinóis e outros pássaros que precisavam de um abrigo seguro. Em abril deste ano decidimos registrar alguns momentos de idas e vindas de uma mamãe rouxinol, conforme mostram as fotos. Disse mamãe porque, segundo os ornitólogos, é a fêmea que fica encarregada da alimentação dos pequenos. Se observarmos bem a primeira foto, no bico do pássaro que está sobre o telhado tem um inseto. Logo, deve ser uma fêmea. O rouxinol macho trabalha antes, fazendo o ninho que irá abrigar seus futuros filhotes. Ainda de acordo com esses especialistas, os rouxinóis são aves migratórias. Nosso jardim é apenas um pouso temporário para eles. Ficamos imaginando de onde vêm e para onde vão nossos pequenos viajantes.        








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