A natureza é sempre sábia. Aprendemos mesmo observando as flores. Veja, por exemplo, a flor-canhota. Ela possui pétalas de um único lado, nos dizendo que as diferenças fazem parte da vida; a flor-de-maio desabrocha na ponta de suas folhas, nos ensinando que podemos chegar até nossos limites; a pequena mussaenda fica entre folhas-flores mais de dez vezes maiores do que ela para nos mostrar que a beleza está na simplicidade; a rosa-do-deserto que, como o nome diz, é originária de desertos, possui tronco e caules grossos para armazenamento de água, nos dando uma lição de sabedoria e a flor de um cacto nos diz que é possível sobreviver com nobreza mesmo entre espinhos. Neste pequeno álbum em vídeo, que editamos especialmente para você que por aqui passa, podemos ver quinze diferentes flores. Diferenças em cores, formas e tamanhos. É a natureza. É a vida.
Uma crônica sobre o Rio Piracanjuba, suas nascentes e sua espécie que pede socorro Nascentes, a última voz das Águas Muitas delas, como as do Rio Piracanjuba, foram destruídas pelo avanço urbano e pelo desmatamento. Em setembro de 2010, escrevi no Blog Multivias que “milhares e milhares de nascentes de nossos rios pedem socorro”. Algumas, dizia eu, encontram fadas-madrinhas, como Helena Bernardes, que então lutava pelas nascentes do Rio Piracanjuba com uma coragem que parecia maior do que a própria geografia do Cerrado. Quinze anos depois, percebo que, se naquela época as águas sussurravam, hoje elas gritam. Onde nasce o Piracanjuba O Rio Piracanjuba brota na Serra do Alicrim, entre Silvânia e Bela Vista de Goiás, solo sagrado do Cerrado, onde as raízes profundas armazenam água por baixo da terra como quem guarda histórias. Suas primeiras fontes descem discretas pelas encostas e seguem viagem rumo a cidades que carregam seu nome: Bela Vista, Piracanjuba, Morrinhos,...
Comentários
Belo e instrutivo.
Somos parte dessa natureza até nesse quesito.
Beijos