quinta-feira, outubro 29, 2009

Via Vida: Sugismundos - 2

O texto abaixo foi gerado de um susto. Escrevi depois de um 'quase acidente' numa estrada movimentada. Foi entre Anápolis e Goiânia, mas poderia ter sido em qualquer rodovia brasileira. Infelizmente, há Segismundos por toda parte.

Já visitei países de quatro continentes, morando em dois deles: Ásia e Europa. Infelizmente (outro infelizmente), quando se fala em limpeza de ruas e rodovias, nosso país deixa muito a desejar, se compararmos a alguns países europeus... Em Brasília, no tempo do então Governador e hoje Senador Cristovam Buarque, foi aprovada uma lei multando quem jogasse qualquer tipo de papel nas ruas. Ou outra sujeira. Ficou só no papel, como quase todas nossas leis. Talvez o papel da lei também tenha sido jogado nas ruas!

Seria tão bom se trocassem as campanhas de cerveja por campanhas educativas!

Eis o texto que escrevi em 30 de setembro de 2008, na Via Vida 23:

"Fico indignada toda vez que vejo motoristas ou passageiros jogando alguma coisa nas ruas ou nas estradas. Jogam de tudo, desde papel de balas e bombons até copos e garrafas pet. As latinhas de cerveja diminuíram, mas ainda acontece. Guardanapos, saquinhos de sanduíches, embalagens de salgadinhos, cascas de frutas, tudo é jogado pra fora da janela... Por que guardá-los dentro do carro? É tão mais fácil jogar e se livrar da sujeirinha! "Oh! Meu! Se liga!", como diria o Faustão.

Pense, "cara" e guarde o "carão": jogando seja lá o que for fora do carro, do ônibus ou do caminhão, você vai pagar por isso mais cedo ou mais tarde. Ou já se esqueceu daquele bueiro entupido de lixo que alagou sua rua ou aquela outra rua por onde você queria passar?

Isso acontece, infelizmente, em todas as grandes cidades do Brasil. O Rio que o diga!

Outro dia uma dessas pessoas "educadas" - não sei onde e como - quase quebra nosso carro ao tentar se desfazer do "utensílio" em que tomava sua água: um enorme coco! E numa estrada movimentada! Dá para imaginar o que poderia ter acontecido?

E fico aqui pensando: Como educar as pessoas no trânsito? Você tem alguma idéia? Conte pra nós."

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O debate sobre as bromélias continua. Nosso encontro é na Via Verde. Precisamos de sua participação.

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4 comentários:

Luca and Sabrina disse...

Luisa, siamo passati per un saluto.
Un abbraccio da Sabrina&Luca

Unknown disse...

Amiga Luisa N.
Também ficamos impressionados com a má conservação das estradas e das ruas de um modo geral.Muito acidentes têm acontecido devido a imprudência de uns (com alta velocidade) e a falta de educação de outros. Nosso povo ainda é bem ignorante no que diz respeito a preservação da natureza, a limpeza das ruas e das estradas. Acho que seria uma boa idéia começar a educar as crianças na escola, conscientizando-os dessas necessidades, já que muitos pais não se ligam. Aqui, em Cabo Frio, quando vamos à praia levamos um saquinho para colocar todo o lixo que acumularmos, em nossas barracas. Depois, colocamos nos latões que a Prefeitura conserva em vários lugares, no calçadão. As ruas são bem limpas e as pessoas que aqui moram conservam essa limpeza. Problemas temos em alta temporada com os turistas.
Um abraço e tudo de bom!

Salete Cardozo Cochinsky disse...

Oi, Luiza
Fazia bastante tempo que eu estava me dedicando ao trabalho e a pintura sem tempo para ler e escrever. São certos períodos do ano que me exigem mais.
Isso que escrevestes também percebo cada vez que viajo para outro País fico indignada ao Chegar em Porto Alegre e me defrontar com tanto, e de todo o lixo nas ruas.
Ano passado escrevi uma poesia para deixar fluir minha indignação.

Faço também minhas os teus apelos.
Nem no Peru, nas pequenas cidades, Puno, por exemplo que fica na divisa com a Bolívia, inpecavelmente limpa, as estradas também.
Por isso eu pergunto: O que mesmo quer dizer civilização?
Ufa e ainda bem que não aconteceu danos a vocês!
Beijos
Salete

Pilato Pereira disse...

Oi, Luisa.
Obrigado por sua visita e comentário no Olhar Ecológico.
E parabéns pelo debate sobre Bromélias. Vou acompanhar o debate e procurar participar.
Quanto aos selos, recebo com muita gratidão.
Um abraço.
Pilato