Pular para o conteúdo principal

Via Vida: Sugismundos - 2

O texto abaixo foi gerado de um susto. Escrevi depois de um 'quase acidente' numa estrada movimentada. Foi entre Anápolis e Goiânia, mas poderia ter sido em qualquer rodovia brasileira. Infelizmente, há Segismundos por toda parte.

Já visitei países de quatro continentes, morando em dois deles: Ásia e Europa. Infelizmente (outro infelizmente), quando se fala em limpeza de ruas e rodovias, nosso país deixa muito a desejar, se compararmos a alguns países europeus... Em Brasília, no tempo do então Governador e hoje Senador Cristovam Buarque, foi aprovada uma lei multando quem jogasse qualquer tipo de papel nas ruas. Ou outra sujeira. Ficou só no papel, como quase todas nossas leis. Talvez o papel da lei também tenha sido jogado nas ruas!

Seria tão bom se trocassem as campanhas de cerveja por campanhas educativas!

Eis o texto que escrevi em 30 de setembro de 2008, na Via Vida 23:

"Fico indignada toda vez que vejo motoristas ou passageiros jogando alguma coisa nas ruas ou nas estradas. Jogam de tudo, desde papel de balas e bombons até copos e garrafas pet. As latinhas de cerveja diminuíram, mas ainda acontece. Guardanapos, saquinhos de sanduíches, embalagens de salgadinhos, cascas de frutas, tudo é jogado pra fora da janela... Por que guardá-los dentro do carro? É tão mais fácil jogar e se livrar da sujeirinha! "Oh! Meu! Se liga!", como diria o Faustão.

Pense, "cara" e guarde o "carão": jogando seja lá o que for fora do carro, do ônibus ou do caminhão, você vai pagar por isso mais cedo ou mais tarde. Ou já se esqueceu daquele bueiro entupido de lixo que alagou sua rua ou aquela outra rua por onde você queria passar?

Isso acontece, infelizmente, em todas as grandes cidades do Brasil. O Rio que o diga!

Outro dia uma dessas pessoas "educadas" - não sei onde e como - quase quebra nosso carro ao tentar se desfazer do "utensílio" em que tomava sua água: um enorme coco! E numa estrada movimentada! Dá para imaginar o que poderia ter acontecido?

E fico aqui pensando: Como educar as pessoas no trânsito? Você tem alguma idéia? Conte pra nós."

-----------

O debate sobre as bromélias continua. Nosso encontro é na Via Verde. Precisamos de sua participação.

---------------------------

Comentários

Luca and Sabrina disse…
Luisa, siamo passati per un saluto.
Un abbraccio da Sabrina&Luca
Unknown disse…
Amiga Luisa N.
Também ficamos impressionados com a má conservação das estradas e das ruas de um modo geral.Muito acidentes têm acontecido devido a imprudência de uns (com alta velocidade) e a falta de educação de outros. Nosso povo ainda é bem ignorante no que diz respeito a preservação da natureza, a limpeza das ruas e das estradas. Acho que seria uma boa idéia começar a educar as crianças na escola, conscientizando-os dessas necessidades, já que muitos pais não se ligam. Aqui, em Cabo Frio, quando vamos à praia levamos um saquinho para colocar todo o lixo que acumularmos, em nossas barracas. Depois, colocamos nos latões que a Prefeitura conserva em vários lugares, no calçadão. As ruas são bem limpas e as pessoas que aqui moram conservam essa limpeza. Problemas temos em alta temporada com os turistas.
Um abraço e tudo de bom!
Oi, Luiza
Fazia bastante tempo que eu estava me dedicando ao trabalho e a pintura sem tempo para ler e escrever. São certos períodos do ano que me exigem mais.
Isso que escrevestes também percebo cada vez que viajo para outro País fico indignada ao Chegar em Porto Alegre e me defrontar com tanto, e de todo o lixo nas ruas.
Ano passado escrevi uma poesia para deixar fluir minha indignação.

Faço também minhas os teus apelos.
Nem no Peru, nas pequenas cidades, Puno, por exemplo que fica na divisa com a Bolívia, inpecavelmente limpa, as estradas também.
Por isso eu pergunto: O que mesmo quer dizer civilização?
Ufa e ainda bem que não aconteceu danos a vocês!
Beijos
Salete
Pilato Pereira disse…
Oi, Luisa.
Obrigado por sua visita e comentário no Olhar Ecológico.
E parabéns pelo debate sobre Bromélias. Vou acompanhar o debate e procurar participar.
Quanto aos selos, recebo com muita gratidão.
Um abraço.
Pilato

Postagens mais visitadas deste blog na última semana:

Via Verde: Pequena, Vermelha e Adocicada: Que fruta é essa?

Galhos com frutos maduros e amadurecendo. Há alguns anos compramos uma muda de uma planta que diziam ser jambo. A plantinha foi crescendo e cada vez ficando mais diferente de um jambeiro. Quando começou a frutificar vimos que era uma fruta que não conhecíamos. O pior é que ninguém da vizinhança conhecia. É pequena, tem mais ou menos um quarto do tamanho de um jambo, vermelha e adocicada, quando madura. Você sabe que frutinha é essa? Árvore com tronco e galhos finos. Formato das folhas e frutinhas amadurecendo. Que fruta é essa?  Retiramos a pele de uma delas para mostrar a polpa. A pele é bem fininha... Cada uma das frutinhas possui duas sementes, parecendo uma semente dividida. Duas frutinhas ao lado de um jambo. Essa  foto foi feita ontem, domingo, após a colheita. ----------------------------

Via Verde: As Três Cores do Flamboyant, a Musa das Árvores

Flamboyant vermelho - Apesar desse flamboyant ser uma árvore nova, sua copa dá uma grande e gostosa sombra.  Minha filha, durante uma caminhada, passando sob o flamboyant. Beleza da copa florida Folhas, botões e flores do flamboyant  Flamboyant enfeitando o jardim do Tribunal de Justiça, em Brasília.  Flamboyant, espelho d'água e fachada do TJ.  Flores e galhos retorcidos do flamboyant. Flores do flamboyant - Veja, logo abaixo, esta foto em uma tomada mais próxima. Sempre quis clicar as flores de um flamboyant bem de perto. Não são belas? Flamboyant alaranjado - Três ou quatro árvores dando as boas vindas na entrada de uma lanchonete, na rodovia que liga Goiânia a Brasília ( Lanchonete Jerivá ). Flamboyants do Jerivá Flamboyant amarelo - Este está em Brasília, logo depois da Ponte das Garças - conhecida como 'a ponte do (Conjunto Comercial) Gilberto Salomão', no sentid...

Via Verde: Planta-camarão

Planta-camarão Planta-camarão, camarão-amarelo (Pachystachys coccinea ). Família das acantáceas. Há também o camarão-vermelho. A origem da planta-camarão é a América do Sul, sendo que o camarão-amarelo é do Peru e o camarão-vermelho do Brasil. Ainda não sei quando, mas com certeza em breve faremos fotos também do camarão-vermelho. ------------------------

Via Verde: Jurubeba, a Delícia Amarga do Cerrado

Jurubebas colhidas, em ramos saindo de um galho e folhas. Jurubeba: Folhas e frutos. Jurubeba: Galhos espinhosos. Jurubeba, jurupeba, gerobeba, joá-manso e outros nomes populares. ( Solanum paniculatum L .). Família das solanáceas. Que me lembre, comi jurubeba uma única vez, na chácara de uma amiga, perto de Hidrolândia, interior de

Via Natureza: Onde estão as chuvas de agosto?

Cajueiro florindo em agosto Não só de seca vive agosto. Apesar da falta de chuva, as árvores começam a brotar, florir e frutificar. No tempo de minha mãe jovem, segundo ela sempre dizia, as primeiras chuvas caíam no início de agosto. "Era para segurar as flores do cajueiro", dizia. Agora, o mês termina, entra setembro e muitas vezes as chuvas não aparecem. São bem visíveis as mudanças climáticas. Só não vê quem não quer. O que podemos fazer? Simples: apenas cuidar um pouco mais do ambiente em que vivemos. Como? .... 1- Plante ou adote uma árvore. Quantas árvores você já plantou? Não pode ou não quer plantar? Adote uma. Cuide de alguma árvore de sua rua, de seu bairro, de sua cidade... Sempre há alguma 'abandonada' por aí, às vezes entre calçadas apertadas, pertinho de você. ..... 2- Seja um fiscal do meio ambiente. Neste mês as queimadas acontecem com muita frequência. Não deixe aquela pequena chama evoluir. Seja o primeiro a avisar os bombeiros, ...

Sustentabilidade social, econômica, cultural e ambiental — entenda

  Muito além do conceito: O   que realmente significa "ser sustentável" O futuro começa agora. Ou será sustentável ou não será.  Ilustração* do livro  Balbúrdias na Quarentena , publicado durante a pandemia, em 2020.   Sustentabilidade: ações práticas para mudar o futuro Ilustração* do capítulo "Ser Sustentável" do livro Balbúrdias na Quarentena , de Luísa Nogueira Com a COP30 chegando a Belém, o mundo volta os olhos para a Amazônia. Em novembro, líderes globais discutirão o futuro do planeta no coração da floresta. Mais do que nunca, precisamos falar sobre meio ambiente. E sobre como cada um de nós pode agir. No meu livro Balbúrdias na Quarentena , publicado em 2020, já levantava essa reflexão em um capítulo dedicado ao “ser sustentável”. Hoje, essa conversa é ainda mais urgente. ------ O que é, afinal, sustentabilidade? Conceito, importância e ações práticas Mais do que um conceito, é a capacidade de gerar impacto positivo e duradouro  nas futuras gera...

Via Verde: Limão Imperial

Como aquela frutinha chamada Noni* que encontramos em Goiânia, o limão imperial , para mim, também é uma novidade. Vi essa muda das fotos em um viveiro de Brasília. Só souberam me informar sobre seu nome. Nada encontrei também nas pesquisas que fiz via Google. O fruto parece uma pequena laranja, porém rajado, como suas folhas. Havia algumas pequenas flores, mas elas não estão bem visíveis nessas imagens. As fotos foram feitas em um horário inapropriado para fotografia. Infelizmente não pude retornar em uma hora melhor para tentar mais alguns cliques. Alguém conhece? Família  Citrus sinensis ? Limão imperial? Limão imperial -------------- *Noni - Veja a post Noni neste mesmo blog. --------------- Obrigada, amigos. De acordo com a estatística do Blogger estamos com mais de 400 mil visualizações de páginas. Neste exato momento (18:38 h) está marcando 401.156 visualizações. Estamos felizes! Queremos dividir essa alegria com todos vocês que por aqui passam....

Via Verde: Acerola

Acerola Imaginem uma frutífera de porte médio, com mais ou menos três metros de altura, toda verdinha. Como surgindo do nada começam a aparecer pequenos botões rosa que se abrem em flores. Flores lilases, com o centro amarelo. Em alguns dias você tem uma pequena árvore toda colorida. Estou falando de uma 'fábrica' de vitamina C chamada aceroleira. Logo as flores se transformam em mini frutos verdes. Aí você tem de um verde claro - dos frutos, até um verde médio escuro - das folhas, ou seja, tom sobre tom, todo pontilhado de rosa, lilás e amarelo. Os frutinhos crescem, passando do verde ao rosa e depois se pintam de vermelho. Quando maduros ficam com um chamativo vermelho vivo, dançando ao vento e se mostrando. E você, sorridente, começa a colhê-los e a saboreá-los. Que delícia! ------------- Acerola, aceroleira. É também chamada de cereja das Antilhas. Nativa da América Central, América do Sul e das ilhas do Caribe. Além de um grande teor em...

Via Natureza: Série Cerrado - III: Angico - Tronco e Galhos

Angico - Tronco e Galhos Nosso pé de angico veio ainda semente. Sementinha escondida na terra de uma muda de jabuticaba. Muda já grande que, de acordo com o casal que nos vendeu, já estava frutificando. Eles vendiam mudas vindas das redondezas de Goiânia. Isso há mais ou menos seis anos. Algumas semanas depois de termos plantado a jabuticabeira, com bastante cuidado, regando-a abundantemente, um fiapinho comprido de uma planta nasceu. Intrigada com aquela plantinha magricela, deixamos que ela ficasse. Queríamos saber o que era. No retorno do casal, mostramos a 'compridinha' - que nessas alturas já estava do tamanho da jabuticabeira. Foi aí que soubemos que tínhamos um pé de angico. Eles nos disseram que de onde tinham plantado as mudas havia muito angiqueiro. Alguma sementinha viajou junto. Pensamos mudá-lo para outro lugar. Mas ele foi ficando. Quanto mais crescia, mais difícil seria deslocá-lo. Hoje ele continua lá, coladinho ao pé de jabuticaba, fazendo sombra para ...

A cidade dorme, a ambição descansa (1 de 2)

  Noite, luzes dos prédios apagadas e a lua.  Na foto maior, linhas das luzes de  uma rua, em plena madrugada. A cidade dorme, a ambição descansa (1 de 2) A cidade dorme, mas a ganância não Hoje, às cinco da manhã, a cidade parecia em paz. Fotografei os prédios ao redor: janelas apagadas, nenhum sinal de movimento. Um silêncio quase confortável, como se tudo estivesse, finalmente, em repouso. Mas não estava. Trecho do texto de 2008 Essa cena me levou de volta a outra madrugada, em Brasília. Ruas vazias, iluminadas artificialmente, dando a impressão de vida que não existia naquele momento. E, como um eco distante, lembrei de um verso antigo: “A cidade dorme / a ambição descansa.” Queria acreditar nisso. Mas não consigo mais. A ambição não descansa, ela apenas se torna invisível. Enquanto dormimos, florestas continuam sendo derrubadas. Rios seguem recebendo o que não deveriam. O mar engole o excesso que produzimos sem medir as consequências. Nada disso pausa porque a cidad...