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terça-feira, novembro 20, 2012

Via Natureza: Preocupação



E os pássaros se perguntam:

- Se um dia for destruída,
a natureza toda,
onde faremos nossas casas?




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quarta-feira, abril 20, 2011

Via Vida: Cerveja e Direção

Latinha de cerveja, já vazia, dentro do calibrador de pneus.
Encontramos domingo, às 10:30 da manhã, em um posto nas proximidades de Brasília.  

Até quando?

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quarta-feira, setembro 15, 2010

Via Natureza: Observar a Natureza é uma Ação Sublime



Observar a natureza é viver em paz consigo mesmo. Observar a natureza é se colocar dentro dela, protegendo-a. Observar a natureza é viajar pelos caminhos da criação divina. É sublim(e)ação.   

Vamos seguir nosso caminho observando e protegendo os lugares por onde passamos?

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sábado, julho 03, 2010

Via Amigos: Deu Zebra?

Hibisco gigante - Para a Holanda, com carinho...

O que foi mesmo que aconteceu? Deu zebra? É a copa da zebrinha, é? Parece que nosso bichinho-avião vai transportar uma outra seleção, é verdade? Snif... snif...

Agora, falando sério: Não é por nada que a seleção da Holanda é chamada de Laranja Mecânica. Articularam daqui e dali, provocaram faltas, mexeram com os brios da seleção verde-amarela e nossos inexperientes Dunguinhas caíram como patinhos...

Nossa seleção fez bonito no primeiro tempo; isto ninguém pode negar. Já no segundo tempo, os oranges dominaram a bola. E jogaram muito! Usaram as pernas e a cabeça. Já os canarinhos... parece que esqueceram a cabeça em casa...

Falando ainda mais sério: Gostei muito da atitude da Holanda mostrando ao mundo a luta de Nelson Mandela contra a apartheid. Se hoje na África do Sul há liberdade, tendo sido abolida a separação racial, é justa a homenagem prestada ao seu grande líder. Parabéns, Holanda, por esta declaração antiapartheid. Parabéns, Holanda, pelo belo espetáculo proporcionado ao mundo através de seu futebol.

Que o Brasil se prepare de pernas e de cabeça para a próxima Copa. Que a próxima Copa - que será sediada pelo Brasil, seja uma oportunidade para confraternizações, alegrias e abraços irmãos.

Deixo aqui, para reflexão, algumas frases ditas por Nelson Mandela:

 - "Sonho com o dia em que todas as pessoas levantar-se-ão e compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos."
- "Uma boa cabeça e um bom coração formam uma formidável combinação."
- "Não há caminho fácil para a Liberdade."
- "A queda da opressão foi sancionada pela humanidade, e é a maior aspiração de cada homem livre."
- "A luta é a minha vida. Continuarei a lutar pela liberdade até o fim de meus dias."
- "A educação é a arma mais forte que você pode usar para mudar o mundo." (Do site suapesquisa).

 Vamos receber de braços abertos nossa seleção? Eles fizeram o melhor que podiam. O importante é competir. Dunga, você mora em nossos corações. Nós te amamos, Seleção... Parabéns, Júlio César, você é o maior!

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quinta-feira, outubro 15, 2009

Via Natureza: Macaúba, uma Palmeira em Extinção?

Hoje pessoas do mundo inteiro publicarão em seus blogs posts sobre o aquecimento de nosso planeta. É uma ação global denominada Blog Action Day. A pequena pesquisa abaixo sobre a Palmeira Macaúba é nossa contribuição para essa união de forças e de idéias.






A Palmeira Macaúba, nativa do Brasil, tem como nome científico Acrocomia aculeata. É também conhecida, de acordo com a região, pelos seguintes nomes: ciclete-de-boi, coco-baboso, coco-de-espinho, coquinho, bocaiúva, macauva, macajuba, macaíba, mocajá, mucajá, umbocaiuva...  Família das palmae. É encontrada em muitos estados brasileiros. Pode atingir até 20 metros de altura, sendo muito utilizada em paisagismo. O dado mais interessante é que suas raízes protegem o solo contra erosões.
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O fruto da macaúba - O nome popular ciclete-de-boi é porque seu pequeno coco possui uma polpa carnuda e um tanto pegajosa; é muito apreciado pelas crianças exatamente por isto, pois tem-se a sensação de se estar mascando ciclete. Uma outra curiosidade: seu fruto, o coquinho, demora de 13 a 14 semanas para amadurecer. Além do consumo in natura, sua farinha é usada na culinária para a fabricação das mais variadas guloseimas.
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Desmatamento e aquecimento global
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...Assim como outras plantas do Cerrado - e acho que do mundo - a macaúba vem sendo dizimada pelo avanço da urbanização. As cidades avançam mata a dentro e com isto muitas plantas vão, pouco a pouco, desaparecendo. Do mesmo modo que muitos animais, vítimas do desmatamento desmedido e da ganância do homem.
O desmatamento é um dos principais fatores que levam ao aquecimento global. Como revertê-lo? Este é o grande desafio de nosso século. Dias como o de hoje, em que estão sendo publicadas pesquisas e artigos sobre o aquecimento do planeta, podem contribuir e muito, para um esclarecimento maior sobre esse fator. Quem sabe, com pesquisas de estudiosos das mais variadas áreas, poderemos reverter esse processo?
Vamos torcer para que o mundo consiga conciliar aumento populacional com preservação ambiental. Ou, em um futuro não muito longínquo, seremos nós mesmos as principais vítimas de nossas ações impensadas, descontroladas e destruidoras.



Cachos de coquinhos da Macaúba
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Tronco espinhoso - Os pés de macaúba mais velhos possuem troncos mais espinhosos

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Aquecimento global, o grande desafio de nosso século
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Terminamos o último parágrafo dizendo: Vamos torcer para que o mundo consiga conciliar aumento populacional com preservação ambiental. Ou, em um futuro não muito longínquo, seremos nós mesmos as principais vítimas de nossas ações impensadas, descontroladas e destruidoras.  Vamos ver o por quê dessa afirmação dando dois exemplo:

1- Em cidades do Centro Oeste podemos ver lotes cercados que ainda preservam algumas espécies de mata nativa. Estes das fotos estão com alguns pés de macaúba. Essas palmeiras permanecerão por aí, em seu lugar de origem, até o homem, 'proprietário da terra', desmatá-lo para a construção de mais uma casa... E assim, de lote em lote, vamos destruindo.
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Pés de Macaúba na 'fila da morte'
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2- Em um condomínio de Brasília, decidiu-se que suas duas grandes avenidas seriam arborizadas com pés de macaúba, planta nativa da região e muito abundante na área desse loteamento. Muitas mudas, que seriam arrancadas para a construção das casas, foram replantadas no canteiro central das avenidas. Mas, uma nova administração, sem a autorização dos condôminos e sem a mínima noção da importância da preservação de plantas nativas para, principalmente, a sustentação do solo, começou a retirá-las. Sua intenção era substituí-las por uma outra palmeira, a Palmeira Imperial.* Segundo eles, a paisagem ficaria 'mais nobre'! Felizmente esse desatino foi barrado a tempo pelos moradores do condomínio, através de um movimento em prol da palmeira macaúba. Mas, muitos pés de macaúba já tinham sido destruídos. Vejam as fotos. Dá para notar a palmeira imperial entre os pés de Macaúba. Ou seja, ações de conscientização sobre a importância das matas nativas têm que estar entre as prioritárias da política ambiental.
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A Palmeira Imperial entre os pés de Macaúba

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Sabemos que o desmatamento, ou, se preferirem, o desflorestamento das matas brasileiras, assim como dos demais países, alcançou um índice elevadíssimo. Só para se ter uma vaga idéia, de acordo com pesquisas de ONGs que se dedicam ao meio ambiente, "apenas 9% da Mata Atlântica sobrevive a cobertura original de 1500" (WWF, pesquisa de 2000).
Indústrias, queimadas, agricultura, pecuária, incêndios, além do inchaço das cidades, são os principais responsáveis pela crescente diminuição de matas nativas.
Não é por nada que costuma-se dizer que as florestas são os pulmões do mundo. Sem elas há um desequilíbrio da natureza. Um desequilíbrio que influencia o clima em mudança da Terra. Vamos pensar mais na saúde do planeta em que vivemos, com menos ganância e um olhar mais atento para nossas belezas naturais? 
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Resumindo, em nossa opinião, para a diminuição do aquecimento global, em relação ao desmatamento, precisamos de:
1- Estudos mais apurados e amplos sobre o aumento populacional e o não desmatamento. Como conciliá-los?
2- Políticas mais engajadas com o meio ambiente, gerando uma maior conscientização da população e, consequentemente, uma menor destruição da natureza.
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Sabemos que o desmatamento é apenas um item no meio de tantos outros que geram o aquecimento da Terra. Mas, talvez, o mais importante deles.

Concluindo, pensamos que a sociedade e o governo de cada país devem repensar seus hábitos de vida e o modo de se relacionar com a natureza à sua volta.
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*A palmeira imperial, introduzida no Brasil pelo príncipe regente D. João VI, em 1809, não é nativa do Brasil, apesar de bem aclimatada em nossas terras.

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sexta-feira, setembro 11, 2009

Via Vida: Educar É Preciso - 2

Como tínhamos dito para alguns amigos, estamos reeditando o post Educar É Preciso, publicado dia 26 de julho de 2008, na Via Vida 19.

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"Conversando com pessoas de diferentes camadas sociais, percebemos a falta que faz uma educação de qualidade. Percebemos também como as escolas estão ainda tão deficitárias. Como nosso sistema educacional precisa de pessoas engajadas em educação básica, que pensem em como melhorar os programas educacionais, aperfeiçoando alguns e acrescentando outros.

Precisamos de escolas que engajem a família como um todo, educando não só crianças, mas todos os adultos da família: mães, pais, tios, enfim, todos que, de um certo modo convivem com os pequenos.

Quantos pais, com palavras negativas, não sufocam sonhos? Ou interrompem o desenvolvimento social, familiar e, muitas vezes, o ideal de uma criança? Quantos não desestimulam um garoto ou garota que tem tudo para ser um grande profissional, uma grande pessoa! Pessoa no sentido amplo da palavra, como criatura humana e humanitária.

Quantos pais não podam, ainda na raiz, sonhos realizáveis, com palavras indevidas e negativistas. Culpa deles? Como, se aprenderam assim? Como são culpados, se também foram marginalizados e cresceram no vai e vem da vida?

Precisamos de Escolas com E maiúsculo. Uma Escola. Não um criadouro, uma gaiola, um faz-não-faz.

Precisamos de Escolas. Escolas com uma infra-estrutura que apoie a família e a comunidade onde está inserido o aluno, aquele que será o representante de nosso amanhã.


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segunda-feira, agosto 17, 2009

Via Natureza: Onde estão as chuvas de agosto?




Cajueiro florindo em agosto

Não só de seca vive agosto. Apesar da falta de chuva, as árvores começam a brotar, florir e frutificar. No tempo de minha mãe jovem, segundo ela sempre dizia, as primeiras chuvas caíam no início de agosto. "Era para segurar as flores do cajueiro", dizia. Agora, o mês termina, entra setembro e muitas vezes as chuvas não aparecem. São bem visíveis as mudanças climáticas. Só não vê quem não quer. O que podemos fazer? Simples: apenas cuidar um pouco mais do ambiente em que vivemos. Como?
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1- Plante ou adote uma árvore. Quantas árvores você já plantou? Não pode ou não quer plantar? Adote uma. Cuide de alguma árvore de sua rua, de seu bairro, de sua cidade... Sempre há alguma 'abandonada' por aí, às vezes entre calçadas apertadas, pertinho de você.
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2- Seja um fiscal do meio ambiente. Neste mês as queimadas acontecem com muita frequência. Não deixe aquela pequena chama evoluir. Seja o primeiro a avisar os bombeiros, antes que a destruição seja maior.
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3- Informe-se sobre economia de água e de energia e siga as orientações à risca.
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4- Pare de consumir sem necessidade. Você precisa mesmo daquele vestido novo? Criar faz bem. Peças sobrepostas, uma pequena mudança no vestido, na saia ou na blusa comprada o ano passado, deixam as roupas charmosas, bem mais que 'aquela lindeza' da vitrine! Isso vale também para os homens: você precisa mesmo trocar seu carro?
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Poderia ficar aqui citando mil e uma coisas que podemos fazer para ajudar a conservar e a recompor nosso meio ambiente. Mas, vou terminar com algo bem fácil e que gera economia para nosso bolso: Aprenda a reciclar, aprenda a reaproveitar, reutilize sempre. Como costumo dizer, "a natureza agradecerá, se refazendo"; assim, nossos filhos e netos ainda verão um pequeno paraíso verde, com rios e cachoeiras. 
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Nota: as fotos desta postagem foram feitas sábado. Você sabe identificar cada uma dessas plantas?
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quinta-feira, julho 16, 2009

Via Versos: No Plantar de Sonhos














Plantei plantas e plantei sonhos
E juntos, plantas e sonhos
Cresceram e frutificaram
Hoje colho cestos
De mangas e de pitangas
Canções de sabiás e de violas
Cores de céus e de romãs
Pedaços de arco-íris em borboletas
Sinfonias aladas em gorjeios
Num canteiro de cantos
Cores e asas
Meu viver se plantou
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E os pássaros... Ah! Os pássaros...
Cantam ao raiar do dia
Cantam ao meio dia e ao entardecer
Com o nascer do sol
Saúdam um novo dia
Ao meio dia
Celebram a vida
Ao entardecer
Cantam canções de ninar e Ave-marias
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Meus sonhos criaram asas
Depois de andar
E labutar na terra
Voaram semeando
Em terras distantes
Hoje os colho dentro de mim
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Amigo/amiga, que a semente de meus sonhos seja plantada em você. Que nasçam em seu jardim muitas plantas, amigos e canções.

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Nota: Quando escrevi este texto, há alguns anos, fiz em ppt, com muitas imagens e animações. As letrinhas caíam, voando como pássaros. Hoje o adaptei, sem PowerPoint, especialmente para você, leitor deste blog.
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Tenha um doce plantar de dia!
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Próximo post: Flor-da-fortuna, dia 20, segunda-feira, no Via Verde. Até lá!
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quarta-feira, junho 24, 2009

Via Amigos: Pensar no Outro



Pensar no Outro


Pensar no outro
é pensar no irmão
desconhecido
é pensar naquele
que está sem abrigo
e naquele que tem fome
.....
Pensar no outro
é cobrir o irmão que tem frio
é visitar lares miseráveis
levando alento e carinho
Pensar no outro
é ter uma palavra amiga
....
Pensar no outro
é nos doar
através de nossas mãos
através de nossas ações
e de nossas orações
Pensar no outro
é ter Deus
 em nosso coração

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Escrevi este texto pensando nos desabrigados das enchentes e nos moradores de rua. Há várias instituições - entre elas igrejas e creches, que recolhem cobertores e agasalhos para doá-los nestes dias frios. Há também pessoas que fazem quadradinhos em tecidos, tricô ou croché, juntando-os em colchas para darem aos que precisam. E você, como está fazendo sua parte? Vamos agasalhar nossos irmãos?
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sexta-feira, junho 19, 2009

Via Amigos: Quem é Esse Outro? - Poesia de Edna Coimbra*



Quem é esse outro?
Esse outro que chega
Às vezes sorrateiro
Às vezes efusivo
Que marca o meu corpo
E fere a minha alma
Esse outro que já não sabe
O que fazer de mim
Que me enche de prazer e alegria
Para depois me deixar prostrada no silêncio
Esse outro que não se decide
E no seu ir e vir
Perturba o meu viver
Não o quero em mim
Mas ele insiste em ficar comigo
Mas, quem é esse outro?
Que não busca libertar-me
Desse vínculo doentio
Que muitas vezes não me dá a chance
De me reerquer e continuar meu caminho
Esse outro, SOU EU.

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*Edna Coimbra é do grupo Bipolaramigos, funcionária pública e, como ela sempre ressalta, avó de um garotinho de 7 anos, autista. Essa poesia foi enviada com muita alegria ao nosso grupo, com a seguinte nota:

"Queridos, quantas saudades!

A Marinha do Brasil, representada pelo Abrigo do Marinheiro, na
Avenida Brasil, bairro da Penha, abriu concurso de poesias. Bem, com
muito carinho eu havia feito uma poesia para um dos meus grupos (o
BIPOLAR). E não é que a minha poesia foi escolhida para ir à final,
que será no próximo sábado (20/06), às 15:00 hora!
A poesia "Quem é esse outro?", ficou entre as setes finalistas. No
sábado será a escolha do terceiro, segundo e primeiro lugar. Portanto,
convido à todos que quiserem, e puderem comparecer. A entrada será
franca! E terei imenso prazer em abraçá-los. Amo vocês.
Edna Coimbra (Vovó do Nathan Naum, sete anos, AUTISTA)."

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Nós também te amamos, Edna! Nosso grupo está em festa por você, amiga. A prova disso é a quantidade de membros que não param de lhe enviar cumprimentos. Você merece. Sua poesia, como sempre, saiu da alma!

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Notas: O Bipolaramigos é um grupo que coordenamos; é para pessoas com bipolaridade, seus familiares e amigos. Nome do grupo: Bipolar: o que é, quem é, sou? Link: http://groups.google.com.br/group/Bipolaramigos


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quarta-feira, junho 17, 2009

Via Natureza: Plantando


Plantando


Plantando


Amigo/amiga, a proposta deste blog, como você já deve ter notado, é o incentivo à preservação ambiental. Através de fotos da natureza e relatos de fatos do dia a dia estamos plantando sementes de amor pela mãe natureza - nós deste blog e você, seguidor ou não, mas que ama este nosso tão maltratado planeta.
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Muitas vezes uma foto atrai e estimula uma conscientização maior em relação ao ambiente em que vivemos. Uma foto pode levar crianças e adultos a refletirem, por exemplo, sobre os desmatamentos ou sobre as queimadas, infelizmente tão comuns em época de seca. Pode estimular hábitos e costumes saudáveis em relação às pessoas e ao planeta de um modo geral.
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São sementinhas que germinarão em mais árvores, em menos violência, em olhos mais abertos para ver e sentir nossa terra e em uma preocupação maior e mais efetiva em relação aos efeitos de queimadas, de maltratos e invasões de matas, rios, morros e encostas.
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Precisamos mais do que nunca nos dar as mãos, para que este trabalho possa ter continuidade e atingir um número maior de pessoas, gerando uma maneira diferente de ver, sentir e cuidar do meio ambiente. É com este objetivo que nosso blog está participando da categoria "Sustentabilidade" do Top Blog. Contamos com você.
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Participe votando no selo que está na lateral direita. Boa sorte para todos nós!
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terça-feira, março 03, 2009

Via Vida: Viajando e Conhecendo

Viajando e Conhecendo


Casablanca, Marrocos - África do Norte: Minha primeira viagem internacional, em uma excursão da Aliança Francesa.

Li um relato na Internet de um rapaz brasileiro que atravessava vários países em uma moto. Ele já havia percorrido uma parte do Irã. O Irã é um país diversificado, geograficamente falando. Há montanhas de neve, mar e deserto. Ele estava, segundo sua narrativa, "morrendo de calor" e com "uma sede terrível", pois vestia roupas desconfortáveis e sua água tinha acabado. Já quase sem forças, encontrou por acaso um posto policial onde foi socorrido. Deram-lhe água e informações. E ele ainda critica o “tom irônico” de um dos policiais ao lhe perguntar: “Você não sabe que está num deserto?”
Para as pessoas que querem dar a volta ao mundo de bicicleta, moto ou carro, por favor, façam um roteiro, pesquisem um pouco sobre os costumes e a cultura do local. E, não se esqueçam, não se conhece um povo em um dia ou em uma semana. Tudo bem, do ponto de vista turístico, do ver para ver, sem nenhuma pretensão de se adquirir maiores conhecimentos, apenas para se ver ‘o diferente’.

São viagens assim, sem a menor preparação, que se corre riscos, gasta-se tempo e dinheiro e não se leva ‘para casa’ nada além da aventura por si só. Sem um conhecimento prévio do local aonde se quer ir e, no caso do motoqueiro, do tempo ou da temperatura desse lugar, sem roupas adequadas e um bom estoque de água, a viagem fica cansativa e sem aquele recheio da aquisição de novos conhecimentos, vazio em se tratando da assimilação, mesmo supérflua, da cultura do local escolhido. São viagens apenas para ‘se rodar’; aventuras que, se bem programadas, podem ser prazerosas, divertidas e, claro, dar à pessoa muito mais conhecimento sobre os lugares por onde ela passa.

Em maio, na série sobre postais que estamos fazendo neste blog, falando sobre uma excursão que fizemos ao Marrocos, dissemos:

Foi o primeiro país muçulmano que conheci. Achei tudo diferente, mas, naquela época não tinha consciência da dimensão das diferenças culturais entre países de formações religiosas, raciais e históricas às mais diversas, como é o caso de Marrocos. Só percebia o que saltava aos olhos. As sutilezas só a convivência nos mostra. Há detalhes na cultura de um povo imperceptíveis aos mais jovens. É preciso certa maturidade. Maturidade que se adquire não apenas com o passar dos anos, mas através do saber que nos chega no vivenciar com outras pessoas, outros países, enfim, outros povos. Maturidade que não vem através somente dos livros lidos, porém no contato diário, na integração com as famílias, com o povo nas ruas, com os sabores e as cores do país.
É necessário que algum tempo se passe para que a "absorção" do que se vivencia comece a aflorar. Só assim as sutilezas das diferenças culturais começam a serem percebidas, vistas e compreendidas.” *



Comecei a ter a percepção dessas diferenças escondidas no inconsciente das pessoas quando morei por alguns anos em países tão diferentes do Brasil quanto os países da Ásia e, com outras diferenças culturais, da Europa.

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* ViaPostais 3: Marrocos Postado em maio de 2008.
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sábado, janeiro 03, 2009

Via Vida: Desfazendo nossas Árvores para o Início de mais Um Ano

Desfazendo Nossas Árvores



Início de dezembro. As festas de fim de ano se aproximam. Fazemos listas de compras, de presentes... Compras para a ceia de natal, para o réveillon... Presentes para a família, para os amigos, para os colegas de trabalho... e o amigo-secreto, não vamos nos esquecer, não é? Ahra... Meu vestido! Que brincos compro pra combinar com 'aquele' vestido lindo de morrer que já estou imaginando? E por aí vai...



Festas, sonhos, presentes, árvores de natal.

Árvore de Natal. Reunimos 'os de casa' e começamos: uma bola colorida aqui, outra ali, a estrela, o papai-noel, os presentes e os sonhos.

Sonhos. Qual foi meu sonho de natal? E o de fim de ano? O que fiz que não farei no ano novo? E o que pretendo mesmo fazer no novo ano?

Novo Ano. Ano Novo. Este ano "tudo vai ser diferente". Vou...

Vamos fazer juntos uma lista? O que vamos fazer ou não fazer este ano? Conto com suas sugestões.
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Desfazendo nossas Árvores

Árvores de Natal. Para muitos, um sonho. Ou para poucos? Não seria melhor escrever "para muitos, um pesadelo"? Por que "pesadelo"? Se em um país 'em desenvolvimento' a taxa de desemprego* em 2008 foi de 7,5%, quantos pais sofrem sem ter ao menos um pedaço de pão para dar aos seus? Quantos pais sofrem ao verem seus filhos 'espionando' as vitrines, as casas dos patrões, as mil e uma imagens de um natal feliz? E o que dizer daqueles que moram debaixo das pontes ou nas próprias ruas?

O que relatei não acontece só em países do 'terceiro mundo' ou em países como o nosso, querendo galgar o dito 'primeiro mundo'. Olhem as manchetes, com os olhos bem abertos: vejam o sub-mundo dos EUA ou de países europeus como a Inglaterra ou a França.

Já parou para pensar, "um minutinho que seja", sobre os 'esqueletos humanos ambulantes' que nem sonhos têm mais?

Desculpe, amigo/amiga, não tive como evitar essa 'reflexão pós-natal'. Nossas mesas foram fartas, nossos sonhos de consumo realizados... Mas, se o natal é um símbolo de Amor e de doação ao próximo, vamos, de vez em quando, parar para pensar no outro?

E aquela lista, vamos mesmo fazê-la juntos? Estou aguardando suas sugestões.

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*Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

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UM FELIZ ANO NOVO!
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quarta-feira, dezembro 17, 2008

Via Brasil: A Flor-do-natal de Floripa

A Flor-do-natal de Floripa



Nota: Escrevemos este artigo-alerta depois das inundações de 2008 em Santa Catarina. Dezenas de cidades em todo o estado foram atingidas, inclusive, em grandes proporções, sua capital, Florianópolis.

Cattleya guttata ou Flor-do-natal¹

Florianópolis - Um pouco de geografia e de história

Imaginem uma cidade situada em uma baía, dentro de uma ilha. Edificada como num anfiteatro a 4 metros acima do nível do mar. Com morros e encostas cobertos por uma vegetação única, predominando flores raras como as orquídeas. Entre estas orquídeas, uma especial, que floresce em dezembro, por isto conhecida como Flor-do-natal. A aromática Cattleya gutata Lindley.

Não, não estamos falando de cidades de filmes românticos. Estamos falando da bela e real Florianópolis. Ou Floripa para os florianopolitanos. Cheia de orquídeas e outras lindas flores e plantas naturais de encostas.

A baía e a ilha têm o mesmo nome de seu estado: Santa Catarina. É ligada ao continente através da Ponte Hercílio Luz. Floripa é dividida em duas partes: a cidade antiga e a cidade nova. Esta é chamada de Praia de Fora.

Foi fundada em 1650, passando para vila em 1726. Em 1823 elevada a cidade.

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Descrevi uma Floripa que existia há algumas décadas. A Cattleya gutata Lindley, que era uma das orquídeas mais comuns, chamada de Flor-do-natal, era encontrada desde o estado da Bahia até Santa Catarina, atualmente sendo encontrada só em alguns poucos estados.

Hoje nossa Florianópolis é assim descrita:

"A situação litorânea e insular do município de Florianópolis propicia uma linha de costa formada por praias de águas calmas, baías, praias de mar aberto, costões, promontórios, mangues, lagunas, restingas e dunas. A ocupação urbana alterou quase que completamente sua pequena parte continental e tem causado impactos ao ambiente natural insular. Contudo, suas encostas íngremes ainda guardam características da Floresta Ombrófila Densa (Mata Atlântica) e da fauna por ela abrigada, e, nas pequenas ilhas vizinhas pertencentes ao município, ainda são mantidas condições de grande expressão ecológica.
(...........)

"Aspectos Culturais

Os primeiros habitantes da região de Florianópolis foram os índios tupis-guaranis. Praticavam a agricultura, mas tinham na pesca e coleta de moluscos as atividades básicas para sua subsistência.
(......................)

"A cidade, ao entrar no século XX, passou por profundas transformações, sendo que a construção civil foi um dos seus principais suportes econômicos. A implantação das redes básicas de energia elétrica e do sistema de fornecimento de água e captação de esgotos somaram-se à construção da Ponte Governador Hercílio Luz, como marcos do processo de desenvolvimento urbano.
...
Hoje, a área do município, compreendendo a parte continental e a ilha, encampa 436,5 km 2 , com uma população de 369.781 habitantes em 2003 (segundo estimativa do IBGE). Fazem parte do Município de Florianópolis os seguintes distritos: Sede, Barra da Lagoa, Cachoeira do Bom Jesus, Campeche, Canasvieiras, Ingleses do Rio Vermelho, Lagoa da Conceição, Pântano do Sul, Ratones, Ribeirão da Ilha, Santo Antônio de Lisboa e São João do Rio Vermelho."²

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A devastação de matas nativas não aconteceu só em Florianópolis. Aconteceu e continua acontecendo em ritmo cada vez mais acelerado por todo o Brasil e por todo o mundo. Principalmente nas grandes cidades.
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A natureza cobra. É necessário que sejam tomadas medidas urgentes urgentíssimas para desacelerar a tomada de encostas, morros e florestas. É complexo? Sim, mas não mais que se tirar petróleo do pré-sal.
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A Flor-do-natal de Floripa³
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A Flor-do-natal está em ti, Floripa Flor
É nativa de tuas terras
É forte e brava, não teme chuvas nem tempestades
Teme apenas a mão daquele que a destrói
....................
Destrói essa mão, Floripa Flora,
Recompondo teus rios e tuas matas, bela Flor Floripa
E verás que a Flor-do-natal renascerá em ti
Cobrindo teus túmulos, teu sangue e tua dor
...................
Porque a Flor-do-natal renasce no Natal
............
Renasce preservando teu solo, tua fauna e flora, doce Floripa Flora
Poliniza tuas árvores, fecunda tuas flores
........
Porque a Flor-do-natal simplesmente renasce no Natal
...........
Floripa Flora
........
Pólen Floripa
.........
Florianópolis

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¹ Foto de João de Paiva Neto - Divinópolis-MG - In:
² Dados do site da Prefeitura Municipal de Florianópolis
(Os grifos da citação foram feitos por nós):
³A Flor-do-natal de Floripa é um poema que escrevi, sensibilizada com as proporções do desastre ecológico que aconteceu em 2008, atingindo grande parte da cidade de Florianópolis.
... 
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terça-feira, setembro 16, 2008

Via Vida: Interneteando

Meios de Comunicação


Os meios de comunicação, principalmente a Internet, fizeram acontecer as previsões de McLuhan. O mundo tornou-se mesmo uma grande aldeia. Podemos nos comunicar com pessoas do outro lado do mundo, em questão de segundos.

A Internet e o planeta

Na Terra há diamante, ouro e prata. Há rios de águas límpidas e transparentes, florestas, flores. Há o Belo, mas há também o bicho homem (homem no sentido genérico da palavra). É um bicho imprevisível: às vezes doce, meigo, incapaz de fazer mal ao meio onde vive. Porém, quando quer, torna-se um bicho selvagem, não sabendo pensar além do próprio umbigo. E, nesses momentos, é uma ameaça. E que ameaça! Que todos os outros animais corram, rápido, porque senão o bicho homem pode pegá-los...

A Internet é um reflexo da terra, com tudo que tem de bom e de ruim. Pior: foi feita por aquele bicho.
Aquele bicho ora bondoso e consciente, ora inconsequente, desastroso, com uma cabeça vazia.

As boas e as más vias da Internet

A Internet veio mesmo para transformar o mundo em uma grande aldeia. Uma cidade onde podemos conviver com boas e más companhias. Em boas e más vias. Estas, com todo tipo de armadilha.

As redes sociais

Como em todas as vias da Internet, nas redes sociais pode-se ver um pouco de tudo. É o lugar preferido por pessoas que aprenderam a cuspir, jogar lixo e até se despir nas ruas. É o lugar onde imperam as bobozeiras. Infelizmente, é o lugar preferidos dos jovens. Para se escolher por onde navegar são necessárias horas diante do computador. Quando não se tem tempo para isso, o melhor a fazer é nem mesmo passar pelas ditas redes. Era o que fazíamos. Até sermos convencidos do contrário. Foi conversando com jovens que decidimos entrar e "curtir". Entrar para tentar fazer a diferença. Muitas pessoas, que também podiam "fazer a diferença" têm um certo receio; e com razão. Mas, por que não tentar? Por que não "arregaçar as mangas", exatamente como fazemos para trabalhar? Em prol de nossos jovens, façam isso! Levem um pouco de seus conhecimentos, de suas experiências para as ruas, quer dizer, para as redes sociais. Vamos fazer a diferença, educando e conscientizando? Boa sorte a todos nós.

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domingo, agosto 24, 2008

Via Olimpíadas 2008: (5 de 5) Desejo Possível



A terra é um planeta redondo que por vezes se torna quadrado. Explico: Dentro do círculo pode-se perceber pequenos e grandes círculos e também pequenos e grandes quadrados.

Sonhei que os quatro cantos dos espaços quadrados tornava-se cada vez mais arredondados.

Sonhos são sonhos, nem sempre são compreensíveis e reais. Imaginários? Irracionais? Utópicos? Afinal, o que são sonhos? Reflexos do pensamento? De acordo com o dicionário, "1 Representação em nossa mente de alguma coisa ou fato, enquanto dormimos. 2 Coisa imaginada, mas sem existência real no mundo dos sentimentos"* ou "Visão que se tem enquanto se dorme. Grande desejo, ideal, imaginação, aspiração quase impossível de ser realizada".** Vamos ficar com esta última definição: "Grande desejo, ideal, imaginação, aspiração quase impossível de ser realizada". Se todos sonharem, o desejo se torna possível, creio eu.

Mas, voltemos ao sonho. Em cada um dos quatro lados habitava uma raça: a vermelha, a negra, a amarela e a branca. Separadas. Uma em cada lado, vivendo em seu espaço, dentro de seus limites "territoriais". E cada uma das pessoas de cada raça tinha seus limites de pensamento, de imaginação, de abertura ou não para o mundo, para os limites pré-estabelecidos, para os preconceitos e tabus, para os "outros lados".

Quanto mais fechadas estavam as pessoas de cada quadrado, mais no centro ficavam. As mais abertas se aproximavam das fronteiras, queriam saber sobre o "outro". Isto as tornava menos intolerantes, menos fechadas e mais abertas para a vida... Compreendiam melhor sua cultura e começavam a compreender o modo de ser das outras raças. Quebravam as barreiras dos pensamentos limítrofes, os muros que impedem os povos de se abraçarem de igual para igual, sem verem nem perceberem a cor da pele do outro, ou sua condição social, ou sua ideologia religiosa e política. Assim, arredondavam os quadrados, tornando-se seres  melhores, mais compreensivos e tolerantes.

Quando ultrapassavam os limites daquele quadradinho, o que acontecia? Subiam, voavam e se encontravam em um círculo. Era um círculo aparentemente invisível, mas que pairava acima de suas cabeças. Era lá que ficavam aqueles que não se viam apenas e simplesmente como uma raça, mas sim como pessoas humanas, racionais. Era lá que estava quem se via como alguém que pode, deve e tem o direito de ultrapassar os limites que lhe são impostos. Como alguém que pode voar, saltar obstáculos e se encontrar com o outro, seja ele de sua própria raça, de uma outra cor ou de ideologias diferentes.

Sonhei que a terra arredondava-se cada vez mais e os quadrados desapareciam. Sonhei que as pessoas que ousavam sonhar criavam asas, voavam e habitavam um belo planeta totalmente redondo. Um belo planeta chamado Terra, que, às vezes, se torna tão quadrado.

Que "Beijing 2008" possa contribuir para que nosso planeta se torne cada vez mais redondo!

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*MICHAELIS, Dicionário Escolar - Língua Portuguesa, Editora Melhoramentos, São Paulo, 2002.
**SILVEIRA BUENO, Francisco da. Grande Dicionário Etmológico-Prosódico da Língua Portuguêsa, Edição Saraiva, São Paulo, 2ª tiragem, 7º volume.

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sábado, julho 26, 2008

Via Vida: Educar É Preciso


Educar é preciso...
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Conversando com pessoas de diferentes camadas sociais, percebemos a falta que faz uma educação de qualidade. Percebemos também como as escolas estão ainda tão deficitárias  Como nosso sistema educacional precisa de pessoas engajadas em educação básica, que pensem em como melhorar os programas educacionais, aperfeiçoando alguns e acrescentando outros.

Precisamos de escolas que engajem a família como um todo, educando não só crianças, mas todos os adultos da família: mães, pais, tios, enfim, todos que, de um certo modo convivem com os pequenos.

Quantos pais, com palavras negativas, não sufocam sonhos? Ou interrompem o desenvolvimento social, familiar e, muitas vezes, o ideal de uma criança? Quantos não desestimulam um garoto ou garota que tem tudo para ser um grande profissional, uma grande pessoa. Pessoa no sentido amplo da palavra, como criatura humana e humanitária.

Quantos pais não podam, ainda na raiz, sonhos realizáveis, com palavras indevidas e negativistas. Culpa deles? Como, se aprenderam assim? Como são culpados, se também foram marginalizados e cresceram no vai e vem da vida?

Precisamos de Escolas com E maiúsculo. Uma Escola. Não um criadouro, uma gaiola, um faz-não-faz.

Precisamos de Escolas. Escolas com uma infra-estrutura que apoie a família e a comunidade onde está inserido aquele que será o representante de nosso amanhã: o aluno.


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Fotografia: "Criança subindo" - Foto de Rafieh P.


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