Pular para o conteúdo principal

Goiânia, além dos aparta-mentes

Foto da Praça do Sol, em Goiânia, vista do alto
Vista de Goiânia - Praça do Sol

Maio chegando e eu ainda em Goiânia, desde o início de março. Vim para tratamento de saúde. Disse para minha companheira de todas as horas, minha filha: “Vamos ficar esse tempo como se estivéssemos de férias. Férias longe de casa… férias para descanso da quarentena prolongada por mais de dois anos”. E assim estamos fazendo na tentativa de dar cara de férias redescobrindo a cidade entre ‘passeios’ em consultórios, clínicas e hospitais.  Saí deste lugar há mais de quarenta anos. Portanto, minha Goiânia ficou lá atrás, feita de casas. Hoje a capital goiana vive escondida em altos edifícios. 


Goiânia e seus edifícios
Goiânia e seus edifícios - Vista a partir da Praça do Sol

Urbanização e Meio Ambiente 


O mundo, ao querer alcançar o céu morando em caixas quentes de concreto nas alturas, não percebe que isso só o faz se esconder dos outros e de si mesmo. Não percebe que a vida escorre pelos ralos dos apartamentos, sejam eles grandes ou pequenos. Não sabe que a vida ficou lá naquela casa-morada da família. A Luísa está saudosista e sem pensar nas consequências do boom populacional, alguém vai dizer. Saudosista talvez. Mas em relação aos quase 8 bilhões de pessoas hoje no mundo, penso que deveria haver mais investimentos em estudos que levem à uma melhor qualidade de vida. E isso requer a valorização das tecnologias sustentáveis. 


A sabedoria dos povos originários e outras considerações 


Técnicas e materiais criados através do conhecimento dos povos originários para o aproveitamento daquilo que a natureza nos oferece gratuitamente e, claro, dos estudos desenvolvidos por ambientalistas. Sobre o ar, o sol e a chuva, por exemplo. Ainda muito se faz de modo sistemático e na contramão da vida sustentável. Os ‘modernos’ e espaçosos flats nos chamados setores nobres das grandes cidades são bons exemplos disso.“Tecnologias de ponta empregadas em suas construções”, dizem. Mas, olhe só o uso de energia e de água, só citando dois ítens essenciais: 1- Energia: Dá pra se viver neles sem o ar condicionado ligado direto? 2- Água: As torneiras ‘de ponta’ com água fria e quente ao bel prazer dos hóspedes, ao simples girar de um lado para o outro, escorrem litros e litros por segundo do líquido vital. O chuveiro então, é um convite para se ficar horas debaixo de seus deliciosos jatos. Pergunto: Por que não se utilizam as pesquisas  em desenvolvimento sustentável? Cientistas pró vida trabalham provando a eficácia de materiais naturais e sem desperdícios, junto a engenheiros, arquitetos e designes de interiores. Por que a construção civil demora para colocar em prática tais conhecimentos? É por essa e outras que nem sempre sou otimista sobre nossa permanência neste sofrido planetinha.  Ele acolheu seus hóspedes com a maior boa vontade, mas nossa pobreza de espírito não soube agradecer a gratuidade dos frutos e de tudo que ela nos deu e nos dá. 


O hommo ‘sem’ sapiens quis mandar e desmandar em sua gentil anfitriã, quis ser o dono de tudo, modificando e destruindo, pensou saber mais que a natureza que tão bem gera a vida no planeta . 


É como se estivéssemos em um balão dirigível. Acreditamos que podemos enchê-la de tudo: cacarecos, cimento, máquinas, urgências. Mexemos em sua estrutura, trocamos peças originais por engenharias ‘modernas’, alteramos o gás que sustenta o voo… Até que um dia o peso vence o ar. 


E assim chegamos ao limite máximo suportado pela Terra. É como se estivéssemos em um balão dirigível. Acreditamos que podemos enchê-la de tudo: cacarecos, cimento, máquinas, urgências. Mexemos em sua estrutura, trocamos peças originais por engenharias ‘modernas’, alteramos o gás que sustenta o voo… Até que um dia o peso vence o ar. 


Muitos falam em proteção dos rios e das matas, enfim, em proteção da natureza, mas desmatam e arrancam as veias da terra para a construção de arranha-céus sem a menor preocupação ambiental para adequá-los à sustentabilidade exigida neste século. Alguns mascaram as recomendações e propagam aos quatro ventos: “…construção moderna com… “. Um ou dois ítens não significa “uma construção sustentável”, como em alguns folhetos publicitários. Eu, leiga em arquitetura, apenas pelo meu interesse no equilíbrio e manutenção da vida no planeta, através de leituras sei da necessidade de um planejamento levando-se em conta a região - grande ou pequena incidência da luz solar, velocidade dos ventos… - para que a localização de portas e janelas e a construção como um todo, se beneficie dos elementos naturais existentes. Depois vem a escolha dos materiais a serem utilizados. Pode ser complicado para nós, leigos, porém para o pessoal da engenharia é café pequeno. Para engenheiros e arquitetos de gerações anteriores, basta uma atualização de seus conhecimentos. 


Querem florestas mas se esquecem que florestas são feitas de árvores e com os desmatamentos e as queimadas aceleradas vistas nos últimos anos elas serão apenas lembranças, em médio espaço de tempo. 


Pessimista eu às vésperas do mês de meu aniversário? Um pouco. Nesse meu tempo nesta bela cidade não consegui deixar de pensar sobre o que construímos e destruímos. Mas, também escrevi. E sem o pessimismo de hoje. Falo sobre Goiânia. Talvez filosofando em cima de lembranças boas. 


Foto da Praça do Sol em Goiânia, vista aérea. Altos edifícios.
Goiânia - Foto de Luísa Nogueira 

Mostro abaixo trechos escritos nessa temporada ‘de férias’:


(…) Tive a percepção da multiplicidade de informações contidas em mim em um hotel de Goiânia. Conversando com os proprietários desse local vimos pontos comuns entre nós. Eles, ex-jornalistas, deixaram as jornadas de notícias para se dedicarem ao comércio da alimentação. Após anos de trabalho adquiriram imóveis para outros tipos de comércio. Ouvindo suas histórias me veio à memória a história de meu pai, também jornalista. Meu pai foi um intelectual que se aventurou em outras praias. Como tantos outros estudiosos brasileiros, percebeu que, para sobreviver em seu país, teria que abraçar outro trabalho. Assim, prestou concurso, terminando seus dias como funcionário público de um órgão administrativo goiano (…)


(…) No dia seguinte foi a vez de redescobrir minha trajetória de estudante em Goiânia (…)


(…)Vivo num mundo real, onde as pessoas são reais, existem de verdade.  Meu mundo é verdadeiro, não é feito com gente que cria um mundinho só seu, mundinho imaginário. Medo de ser ferido? Medo de se machucar? Mas quando fogem da realidade, fogem da vida. Não veem a vida. Passam pela vida sem saberem o que é viver de verdade. (…)


(…) Em minha passagem por Goiânia tive a oportunidade de estudar sobre o perfil psicológico de grupos diversos. O que move interesses, molda caráter, as facetas subterrâneas de mundos subjetivos e fora da realidade… Há aqueles que criam bolhas ao redor de si mesmos, vivendo assim em ‘paraísos’ isolados, feitos sob medida para cabeças ilusórias, logo, em mundos inexistentes. Vivem nos subterrâneos do inconsciente (…)


(…)Preciso ler, estudar e conversar mais para compreender melhor determinados contextos. (…)


(…) Vim para tratamento de saúde, pensando em férias do isolamento de uma pandemia que se fez viva para despertar a consciência da vida. Vim para uma determinada finalidade, mas saio com  mais, muito mais. Saio com mais conhecimento sobre a vida. (…)


(…) Porque, para melhor criar personagens e torná-los gente, precisamos compreender mundos e mundos. (…)


(…) Precisava aprofundar meu  conhecimento sobre determinados comportamentos para escrever sobre cada personagem, de acordo com sua visão de mundo, seja ela real ou fora do que se passa à sua volta. Fora dos padrões de gente que vive a vida que se faz presente, sem máscaras protetivas. Há máscaras que revelam mais do que aquilo que querem esconder. Parecem escritas em (…)


E assim passo meu tempo ‘de férias’. 


———


Imagens: Fiz as fotos no 15° andar de um edifício situado na Praça do Sol, utilizando um celular. 


———


Nota: Ainda não sei quando volto. Meu roteiro é a vida e sigo seu caminho. Vou para onde ela me levar.  


Mais uma foto feita na Praça do Sol, do alto de um prédio, em Goiânia -Go: vista aérea
Vista de Goiânia - Praça do Sol - Foto
de Luísa Nogueira 

———-
#Cerrado 
#FuturoDaTerra
#Sustentabilidade
#BlogMultivias

------------


Acompanhe este blog e nossas redes sociais.


Instagram: @luisanogueiraautora

Para acessar minha página no Instagram, aponte a câmera de seu celular para a tag de nome abaixo:



















Facebook: Luísa Nogueira 


Pinterest: Luísa Nogueira 


#naturezaemfotosluisan 


-----------


Este blog foi criado com vias direcionadas ao meio ambiente (natureza, sustentabilidade, vida) e desde sua criação citamos e falamos sobre livros. Confira e navegue entre os posts das principais vias:



--------

 

Confira também a página Livros de Luísa Nogueira

——-

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog nos últimos 30 dias

Via Verde: Pequena, Vermelha e Adocicada: Que fruta é essa?

Galhos com frutos maduros e amadurecendo. Há alguns anos compramos uma muda de uma planta que diziam ser jambo. A plantinha foi crescendo e cada vez ficando mais diferente de um jambeiro. Quando começou a frutificar vimos que era uma fruta que não conhecíamos. O pior é que ninguém da vizinhança conhecia. É pequena, tem mais ou menos um quarto do tamanho de um jambo, vermelha e adocicada, quando madura. Você sabe que frutinha é essa? Árvore com tronco e galhos finos. Formato das folhas e frutinhas amadurecendo. Que fruta é essa?  Retiramos a pele de uma delas para mostrar a polpa. A pele é bem fininha... Cada uma das frutinhas possui duas sementes, parecendo uma semente dividida. Duas frutinhas ao lado de um jambo. Essa  foto foi feita ontem, domingo, após a colheita. ----------------------------

Via Verde: As Três Cores do Flamboyant, a Musa das Árvores

Flamboyant vermelho - Apesar desse flamboyant ser uma árvore nova, sua copa dá uma grande e gostosa sombra.  Minha filha, durante uma caminhada, passando sob o flamboyant. Beleza da copa florida Folhas, botões e flores do flamboyant  Flamboyant enfeitando o jardim do Tribunal de Justiça, em Brasília.  Flamboyant, espelho d'água e fachada do TJ.  Flores e galhos retorcidos do flamboyant. Flores do flamboyant - Veja, logo abaixo, esta foto em uma tomada mais próxima. Sempre quis clicar as flores de um flamboyant bem de perto. Não são belas? Flamboyant alaranjado - Três ou quatro árvores dando as boas vindas na entrada de uma lanchonete, na rodovia que liga Goiânia a Brasília ( Lanchonete Jerivá ). Flamboyants do Jerivá Flamboyant amarelo - Este está em Brasília, logo depois da Ponte das Garças - conhecida como 'a ponte do (Conjunto Comercial) Gilberto Salomão', no sentid...

Via Verde: Jurubeba, a Delícia Amarga do Cerrado

Jurubebas colhidas, em ramos saindo de um galho e folhas. Jurubeba: Folhas e frutos. Jurubeba: Galhos espinhosos. Jurubeba, jurupeba, gerobeba, joá-manso e outros nomes populares. ( Solanum paniculatum L .). Família das solanáceas. Que me lembre, comi jurubeba uma única vez, na chácara de uma amiga, perto de Hidrolândia, interior de

O Natal da Terra

Conto sobre os natais da Terra. Natais  que renascem todos os anos  O Natal da Terra Na ceia, não havia anjos nem velas douradas.  Apenas estrelas de carambola  e grãos de romã espalhados como promessas.   No centro do vermelho, uma flor branca. Era assim que a Mussaenda ensinava o Natal:  o essencial quase invisível, a esperança insistindo em florir  no calor do verão. Naquele dezembro, a cidade parecia cansada. As vitrines estavam prontas antes do tempo, os anúncios gritavam descontos, e o vermelho se espalhava como se fosse urgente convencer alguém de alguma coisa. Ainda assim, havia flores. Na esquina da rua antiga, uma Mussaenda-vermelha se derramava sobre o muro, exuberante, quase excessiva. Suas grandes pétalas rubras escondiam, no centro, uma flor branca pequena, delicada, quase invisível. Quem passava apressado via apenas o vermelho. Quem parava um pouco mais percebia o branco. Ela parou. Sempre gostara de flores que pareciam dizer algo sem le...

Nascentes, a última voz das Águas

Uma crônica sobre o Rio Piracanjuba, suas nascentes e sua espécie que pede socorro  Nascentes, a   última voz das Águas Muitas delas, como as do Rio Piracanjuba, foram destruídas pelo avanço urbano e pelo desmatamento. Em setembro de 2010, escrevi no Blog Multivias que “milhares e milhares de nascentes de nossos rios pedem socorro”. Algumas, dizia eu, encontram fadas-madrinhas, como Helena Bernardes, que então lutava pelas nascentes do Rio Piracanjuba com uma coragem que parecia maior do que a própria geografia do Cerrado. Quinze anos depois, percebo que, se naquela época as águas sussurravam, hoje elas gritam. Onde nasce o Piracanjuba O Rio Piracanjuba brota na Serra do Alicrim, entre Silvânia e Bela Vista de Goiás, solo sagrado do Cerrado, onde as raízes profundas armazenam água por baixo da terra como quem guarda histórias. Suas primeiras fontes descem discretas pelas encostas e seguem viagem rumo a cidades que carregam seu nome: Bela Vista, Piracanjuba, Morrinhos,...

Caminhos que se desdobram

Quando criei o Multivias, em 2008, naquele primeiro convite silencioso, (V amos juntos caminhar?),  eu não sabia que estava abrindo um caminho que se desdobraria por tantos anos. Dezembro, um bom momento para avaliar nossas ações. Então, vamos falar sobre  Caminhos que se desdobram * Caminhar é uma das formas mais silenciosas de diálogo com o mundo. Foi assim que o Multivias** nasceu : do gesto de observar a natureza, registrar, refletir e partilhar. Cada imagem, cada texto, cada lembrança guarda em si o mesmo propósito: preservar o que ainda pulsa, o que resiste, o que floresce.   Sempre gostei de plantar, ainda que sem saber nomes científicos ou fórmulas de adubo. Aprendi apenas o suficiente para não deixar morrer as plantas que me cercam . T alvez isso diga muito sobre a forma como enxergo a vida. Cuidar é uma escolha. E escolhas diárias, mesmo as mais simples, podem ser gestos de resistência.   Quando criei o Multivias , em 2008*, pensei em abrir um espaço para f...

Uma sombrinha, um bairro, um recomeço

Relendo o diário, reencontro a rotina das chuvas de janeiro: laboratório, passeio a pé, pequenas descobertas e uma pamonha que renova corpo e mente.   Uma sombrinha, um bairro, um recomeço O ano começa devagarinho  Mais um ano em Goiânia. Entre idas e vindas, completei um ano inteiro na minha antiga terrinha. (Logo depois da pandemia, em 2022, eu e minha filha também passamos um ano por aqui.) Goiânia em modo janeiro Relendo meu diário, notei que as chuvas de janeiro repetem a mesma música: começam leves, como quem pede licença e, de repente, tomam conta do dia e da gente. No início do ano passado, logo depois da nossa volta para Goiânia, num dia chuvoso como o de hoje, escrevi: Há dias em que a gente acorda sem disposição, sem força, como se o corpo tivesse virado um casaco pesado. Fico mais um pouco na cama, tentando negociar com o mundo. Mas o tempo não negocia. Ele vai. Vai.  Tic-tac, tic-tac , e pronto: quando percebo, a manhã já está alta. “Nove horas? Não acredito....

Via Verde: Limão Imperial

Como aquela frutinha chamada Noni* que encontramos em Goiânia, o limão imperial , para mim, também é uma novidade. Vi essa muda das fotos em um viveiro de Brasília. Só souberam me informar sobre seu nome. Nada encontrei também nas pesquisas que fiz via Google. O fruto parece uma pequena laranja, porém rajado, como suas folhas. Havia algumas pequenas flores, mas elas não estão bem visíveis nessas imagens. As fotos foram feitas em um horário inapropriado para fotografia. Infelizmente não pude retornar em uma hora melhor para tentar mais alguns cliques. Alguém conhece? Família  Citrus sinensis ? Limão imperial? Limão imperial -------------- *Noni - Veja a post Noni neste mesmo blog. --------------- Obrigada, amigos. De acordo com a estatística do Blogger estamos com mais de 400 mil visualizações de páginas. Neste exato momento (18:38 h) está marcando 401.156 visualizações. Estamos felizes! Queremos dividir essa alegria com todos vocês que por aqui passam....

Via Verde: Cambará-de-cheiro

Cambará-de-cheiro, cambarazinho, lantana-cambará, cambará-verdadeiro, entre outros nomes populares. ( Lantana camara ). Família das verbenáceas. É visto por todo o Brasil, enfeitando jardins ou em terrenos baldios. Encontramos o branco e o amarelo das quatro primeiras fotos em um jardim de Goiânia; o rosa, das duas últimas fotos, foi nos arredores de Brasília, entre matos e pedras. É uma planta medicinal. De acordo com o site jardineiro.net (  http://www.jardineiro.net/br/banco/lantana_camara.php ), utilizam-se as folhas para "Infecções respiratórias, alergias respiratórias, reumatismo, febre, infecções de ouvido", possuindo as seguintes propriedades: "Balsâmico, diurético, estimulante, expectorante, sudorífera, tônico". Já em plantasquecuram ( http://www.plantasquecuram.com.br/ervas/cambara.html ) há, além de informações diversas, o modo de se usar essa planta e até receitas de chá das folhas e flores. -----------------------...

Como fazer óleo com urucum

  Óleo com urucum feito por mim - fiz com azeite de oliva Meu pé de urucum Há alguns anos ganhei uma muda de urucum. Ela cresceu, transformando-se em uma bela árvore. Eu não conhecia pés de urucum quando ganhei a mudinha. Não sabia bem como ela ficaria depois de crescida. Curiosa, comecei a ler sobre o urucum. À medida que crescia, crescia também minha admiração. Suas folhas eram diferentes de todas as outras plantas que tinha em meu quintal. Quando ela floriu, foi uma beleza assim, grande, que não dá nem pra explicar. Fiz muitas fotos. Aliás, não apenas das flores. Fotografei suas folhas, sementes, os cachos marrons, bacias e baldes cheios de seus frutos, e até meu marido subindo nela para colher os urucuns. Vou deixar abaixo os links dos posts.   Como saborear óleo com urucum Em outubro de 2008 postei neste blog uma receita de moqueca com urucum. Na mesma postagem deixei outras duas receitas, uma ensinando como fazer urucum em pó e na outra, os passos para deixar o óleo...