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Cantata serenata

 Chuva Fina


Choveu! Choveu, gente! Choveu em Brasília! Uupiii!!!


Enfim a chuva veio. Chegou dia 24 de setembro, mas chegou.


Ontem anoiteceu chovendo. Primeiro, uma chuva forte. Depois uma chuva pinga-pinga, dessas de cantar cantarolando e ninando em serenata, bem baixinho. 


Foi uma alegria geral. 


Agora, sim, o cansaço vai embora.  Ninguém tinha mais disposição pra nada. Era só calor e seca. Parecia que o mundo estava em fogo.  


A chuva veio e trouxe risos, cantos. Nem a luz indo embora abalou nossa alegria.  Sim, aqui é assim. A energia tem medo de chuva. É só trovejar que a eletricidade dá no pé. 


Pois é, choveu. Agradecemos rindo e cantando. Minha filha até leu um poema, quando a chuva já estava fininha, aquela chuvinha de serenata. É o poema “Chuva fina” de meu livro “Letras Falam”. 


E você, gosta de dormir com uma chuva fina? Aquela chuvinha de serenata? Conta aqui! E na próxima chuva fina, a noite, cante e leia poemas para as gotinhas que caem na calçada, nas janelas, nas folhas. Cada pingo, um som. Como uma orquestra tocando baixinho. Cante também. A natureza agradece trazendo uma brisa bem gostosa, para um sono ainda melhor. 


Minha filha trocou uma palavra, sem querer. Você consegue descobrir qual foi a palavra?



Poema “Chuva Fina”, na voz de Rafieh Panah 



Uma ilustração do livro “Letras Falam - Poemas (Ilustradora: Nina Cordeiro). 





Leia o livro Letras Falam - Poemas em:


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