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Infinito

Colagem com: 1- Do lado esquerdo: a imagem de Milton Nascimento cantando. Aparecem trechos da música "Canção da América": "Amigo é coisa / pra se guardar / debaixo de sete chaves. / Dentro do coração" . Do lado direito:  o poema "Infinito", de Luísa Nogueira. Embaixo: O título do post: Infinito com um subtítulo: "e amigos dentro de nós".
Colagem feita por Luísa Nogueira através do
aplicativo Canva
 

 A “Canção da América”, de Milton Nascimento e o poema “Infinito”, de Luísa Nogueira, em uma reflexão sobre liberdade e conexões humanas. A crônica explora a finitude e a busca por relações significativas na existência.

Infinito


Enquanto relia o texto “Infinito”, escrito há alguns anos, a notificação do WhatsApp interrompeu meu momento de introspecção. Era uma mensagem de uma amiga querida, acompanhada de um vídeo sobre a “Canção da América”, de Milton Nascimento. Associava o trecho “Amigo é coisa pra se guardar / debaixo de sete chaves / dentro do coração” à amizade verdadeira, aquela onde amigos permanecem conosco, mesmo quando a vida muda e a distância física aumenta. Essas palavras pareceram ressoar profundamente, ligando-se à reflexão que eu tinha sobre o infinito e as conexões humanas.


“Mergulhei no infinito”, dizia meu poema. E, naquele instante, percebi que o infinito não era apenas uma ideia abstrata, mas uma experiência palpável, uma sensação que me envolvia. Eu, um ser finito, buscava entender o que significava ser parte de algo tão vasto e inexplicável. "Infinito sou", repeti para mim mesma, como se as palavras pudessem me levar a um lugar onde as limitações deixavam de existir.


Ao observar as pessoas ao meu redor, percebi que todos eram, de certa forma, finitos. "Finitos, insatisfeitos, insalubres, insignificantes", a lista de adjetivos surgia em minha mente. Cada rosto, cada história, cada sonho perdido em meio à rotina. "Se sós, sou eu, eu finito", refleti, lembrando das vezes em que me senti sozinha, mesmo em meio à multidão.


Mas, ao mesmo tempo, havia uma conexão inexplicável, um entrelaçar de destinos. "Se nós, infinitos", pensei, "nós sem nós, em nós". A ideia de que, juntos, poderíamos transcender as barreiras do individualismo, formando algo maior. "Eu infinito em nós", era um pensamento que aquecia meu coração e trazia um novo significado à vida.


Pensei, então, na possibilidade de voar, de me desprender das amarras do cotidiano. "Se ao infinito voo, ao infinito vou", imaginei-me elevando-me, onde as limitações do corpo e da mente se desvaneciam. "Infinito sou", repetia, como um mantra que reverberava no ar ao meu redor.


"Pois no infinito mergulhei", reconheci, "sou in". A sensação de liberdade era quase intoxicante, como um mergulho em águas profundas e desconhecidas, onde cada bolha de ar trazia consigo novas possibilidades. "Infinito, infinitos sou?" A pergunta pairava na minha mente, como um mistério a ser desvendado.


E assim, enquanto a música continuava a tocar, a vida pulsava ao meu redor. As palavras de Milton Nascimento se entrelaçavam com minhas reflexões, lembrando-me da importância das conexões. "Infinitos, infinitos, sem fim", a ideia de que somos todos parte de algo maior, uma teia intricada de experiências. "Somos nós?" A resposta poderia não ser clara, mas a busca por ela tornava-se um caminho fascinante.


Levantei-me, com a melodia ainda ecoando em meu coração, sentindo o vento suave no rosto. A vida continuava, cheia de promessas e mistérios, e eu, um ser finito, mergulhava no infinito, disposta a descobrir cada nuance dessa experiência extraordinária. E, assim, com a certeza de que amigos são tesouros guardados com carinho, sigo em frente, explorando o que o universo tem a oferecer.


Obrigada, amiga, pelo envio dessa música maravilhosa de nosso grande Milton Nascimento. 


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Nota, como atualização, feita em um domingo, dia 06/09/2026: Este meu texto, reflexão que fiz de um de meus poemas ao ouvir a música Canção da América, tem me surpreendido muito. Não só pelo alcance fora da blogosfera, mas pelas reflexões trazidas. Obrigada, Universo! 


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Infinito

Conexões humanas e a vastidão da existência


O blog Multivias, de autoria de Luísa Nogueira, reúne uma série de crônicas e reflexões que entrelaçam a sensibilidade literária com temas urgentes como o meio ambiente e o cotidiano. No texto Infinito, a autora utiliza a música de Milton Nascimento para meditar sobre a finitude humana e a força das conexões interpessoais que transcendem o tempo. Outras postagens exploram a preservação da natureza, descrevendo a flora brasileira e alertando sobre os impactos das mudanças climáticas. O conteúdo busca despertar a consciência dos leitores para a sustentabilidade e para a beleza escondida em pequenos detalhes da vida. Assim, a obra se apresenta como um convite à introspecção e ao cuidado com o planeta.


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#Sustentabilidade

#Reflexões #Cotidiano 

#LiteraturaContemporânea


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Estou iniciando uma página no Substack. Passe por lá! Vou ficar muito grata e feliz.


https://substack.com/@luisanogueiraa?r=5wraos&utm_medium=ios&utm_source=stories&shareImageVariant=blur


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Confira: https://www.luisanogueiraautora.com.br/p/vozes-da-terra-especial-cop30.html


Veja aqui outras crônicas deste blog. 

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 Leia as crônicas deste blog sobre a COP30, publicadas de outubro a dezembro de 2025, em  VOZES DA TERRA 

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