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O ano em que escolhemos nadar

 A vida não espera. E hoje é o dia para semear gestos que valham a pena ser lembrados .   O ano em que escolhemos nadar   Histórias reais e o valor do Agora A vida segue sem pedir licença. E o que fazemos com nosso tempo é o que realmente importa.   O ano vira como o rio dobra a curva: sem alarde. Quando percebemos, já estamos mais abaixo, levados pela água, olhando as margens passarem depressa demais. Há pessoas que atravessam a vida assim. Não dormem. Mas também não despertam. Seguem na correnteza, confundindo movimento com escolha, velocidade com sentido, ruído com presença. Dizem que há quem acorde depois de décadas em coma. O corpo imóvel, a vida seguindo. Filhos crescidos, cabelos brancos, o mundo outro. Quando despertam, veem tudo de uma vez: o tempo inteiro condensado num susto. O curioso é que muitos de nós fazemos o caminho inverso. Estamos de pé, andamos, respondemos mensagens, cumprimos horários. Mas não vemos. Não escutamos. Não escolhemos....

Para Refletir e Viver

Rosa vermelha de meu jardim Pedalando minha bicicleta-que-não-anda, ouvi as notícias desta manhã. Uma em especial me chamou a atenção: U m  senhor acorda depois de dezenove anos na UTI e seu cérebro funciona como antes. Feliz,  consegue se lembrar de tudo antes do coma e vê que  o  ritmo  da vida mudou, que  seus filhos cresceram e  que já tem onze netos.* Agora reflita comigo: Mesmo depois de anos e anos em coma a vida não parou, continuou... Porque a vida não pára. Praticando o bem ou não, a vida continua, nossos cabelos embranquecem, nosso corpo se curva diante do tempo que passa.   E seguindo para o além, além desta vida, deixamos nossos rastros, nossas marcas, nossas impressões digitais nas mínimas ações do dia a dia: Em uma canção de ninar Em uma palavra amiga Em uma música tocada ou cantada com as mãos ou a voz do coração Em um cafuné na cabeça branca de nossos avós Em um elogio para aquele tio ou...