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Mostrando postagens com o rótulo Via Natureza

O último degrau

Somos feitos de quedas suspensas e de vitórias O movimento de quem, ao olhar para a escada de casa, evita o último degrau. Aquele onde a queda foi suspensa, onde o medo ainda ecoa como um silêncio absoluto. Sobrevivemos, mas a memória do impacto nos transforma.   O último degrau Na TV, uma notícia interrompeu a programação.  “Jovem morre ao cair de escada de quatro metros”, dizia o letreiro, frio como o piso que a esperava lá embaixo. Minha filha congelou.  Virou o rosto lentamente para a escada da nossa sala.  — Não posso nem me lembrar, sussurrou.  Foi um milagre eu não ter morrido. Tentei sorrir, fingir leveza:  — Você tem os ossos fortes. Mas ela olhou dentro dos meus olhos.  — Não, mãe. Foi um milagre. Quando caí, pensei que fosse morrer. Pedi a Deus: “Não me deixe morrer, Deus”. Fiquei em silêncio. Naquele dia, anos atrás, eu estava sozinha com ela. Ouvi o grito. Corri com um chinelo na mão, como se aquilo me desse poder. Pensava que a...

Os macaquinhos do Parque Areião

Micos do Parque Areião - Goiânia  Feliz Dia da Felicidade! . . . Em Goiânia, no Parque Areião. Uma pausa em meio aos redemoinhos da vida.  . . .  No Dia da Felicidade, reflexão sobre o meio ambiente: em uma caminhada no Parque, olhamos um mico quebrar um 🥥 deixado pelos visitantes. #sosnatureza #parqueareião #goiania #goiânia #diadafelicidade #diadafelicidadesemmotivo #caminhadanoparque #natureza🌿💦🕊 #naturezaemfotosluisan  Parque Areião, Goiânia-Go Macaquinho do Parque Areião  Parque Areião, Goiânia  Em Goiânia, descansando a cabeça em uma caminhada no Parque Areião ——— Veja, neste blog, outros posts com o Parque Areião 1- Informações e fotos que fiz em 2010: https://www.luisanogueiraautora.com.br/2010/08/via-verde-77-parque-areiao-goiania.html?m=0 2- Caminhada no parque. Uma música me trouxe boas recordações: https://www.luisanogueiraautora.com.br/2010/04/via-vida-39-dalida-feat-alain-delon.html?m=0 ------------ Acompanhe este blog e nossas redes socia...

Uma linda flor

  Flor-do-campo A chuva chegou e com ela aparecem novidades em nosso quintal. Olha o que encontrei hoje, uma solitária flor. Eu chamo essa florzinha de flor-do-campo e a acho lindíssima! Alguém sabe seu nome exato? —— A dancinha A dancinha foi com o app que estou testando, o @loopsieapp Gostei! —— Atualização em 21-02-2022: No Facebook, onde também publiquei este post, a amiga Estela Siqueira fez o seguinte comentário: “ Flor-do-Guaruja ou Chanana (Turnera Subulata) Quando eu trabalhava, era a flor que coloria o meu caminho... Linda!” Então está aí o nome da flor. Uma outra amiga disse que é uma planta usada como anti-inflamatório. Fui pesquisar e encontrei vários sites falando sobre a chanana. Selecionei informações da Casa Vogue no site da globo e outras no site da Universidade Federal do Maranhão. Confira: 1- “ Como cultivar chanana, planta medicinal, comestível e fácil de ter em casa” “ Também conhecida como damiana, flor-do-guarujá ou bom-dia, espécie tem propriedades antibact...

Mudanças Climáticas (3)

Informações salvam Este nosso encontro de sábado é para um bate-papo descontraído e, se possível, para uma troca de informações e de ideias, porque o  conhecimento é um bem comum. Se eu pego um par de brincos e dou para alguém, fico sem eles. Mas se passo adiante um conhecimento, muitas pessoas irão se beneficiar dele e ele ainda permanecerá comigo. Estamos tentando  mostrar dados recentes, deixando links dos assuntos discutidos e outros correlacionados, para que possamos andar dentro da ciência e não falar 'ao vento', de modo distante e sem referências. Para não corrermos o mesmo risco de  cartilhas que diziam “A Eva comeu tâmaras”, ou  “O Ivo viajou no espaço sideral”,  sendo que a pobre Eva nunca comeu nem viu sequer uma só tâmara  e o Ivo nunca viajará em espaçonaves. Realizações tão distantes quanto a refeição servida pela cegonha para a raposa, na fábula de Esopo. (1) Logo, não vamos economizar informações complementares. Informações levam à cidadani...

O tempo dos ipês

Fotos feitas nos meses secos de Brasília, entre 2013 e 2019.  Durante a seca do cerrado, os ipês em Brasília transformam a paisagem urbana Brasília e seus ipês.  Eles chegam como poesia em tempos de seca, quando a cidade parece cansada de céu azul e solo ressecado. O ar fica parado, a umidade quase evapora, mas os ipês florescem — e com eles, algo dentro da gente também se acende. O brasiliense, acostumado a ver a vida passar entre quadras e eixos, esquece por instantes o nariz sangrando por causa do frio seco. Olha para cima. Admira os buquês que brotam como festa no alto das árvores. Primeiro o roxo. Depois o rosa. Logo vem o amarelo, sempre esperado. E, por fim, o branco — aquele branco tão branco que parece neve sonhada no cerrado. É curioso como eles não florescem ao mesmo tempo. São como companhias teatrais, cada qual com seu tempo de cena. Um ipê se despede na W3 Sul, outro desperta timidamente em frente à Biblioteca Central da UnB. Um floresce perto do Hospital de Bas...