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terça-feira, março 17, 2009

Via Postais: Recordações de um País Distante - II

Recordações de Um País Distante - II


Cartão Postal de Teerã, anos 80.

Tendo trabalhado no Instituto Francês de Teerã, morei no Irã no final da década de 70 e início dos anos 80. Isto quer dizer que estava lá exatamente durante o início e o desenrolar da revolução iraniana. Vi a saída, ou melhor, a fuga do Xá Reza Pahlevi e a chegada triunfal do Ayatollah Khomeini. Fui a única brasileira residente em Teerã durante essa guerra civil. Não sei se a única residente em todo o Irã, mas em sua capital, Teerã, sim.
Eu, toda sorrisos, visitando as belezas iranianas 

Não, não quero falar nem me lembrar de guerras, de mortes, de tristezas. Hoje quero me recordar de coisas boas, que afastam guerras e trazem Paz.

Quando cheguei ao Irã não sabia falar uma só palavra em farsi, a língua oficial daquele país.  A ‘linguagem universal’ – a mímica – me socorria nas situações mais difíceis. Felizmente muitas pessoas sabiam falar inglês ou francês. 
Farsi é uma língua de origem indo-europeia. Muitos pensam ser de origem árabe porque, devido as invasões árabes sofridas pela antiga Pérsia, a língua escrita é em alfabeto árabe. O Irã possui várias línguas, sendo o farsi o idioma oficial. Não disse dialetos, disse línguas. No Brasil, por exemplo, há uma unificação em relação ao idioma. A língua portuguesa, com seus vários dialetos, (sim, dialetos!) é única em todo nosso território.
Pili
Apesar da dificuldade de comunicação inicial, a ‘brasili’ – a ‘brasileira’ – era tratada como uma princesa saída do reino de “Pili”. Um reino de um país ensolarado chamado Brasil. Aonde chegava só ouvia “Pili”. Era Pili prá cá, Pili prá lá... No início sorria de volta, sem saber bem o que queriam dizer com “Pili”. Às vezes repetia sorrindo: “Pili, Pili”... Não demorei muito para descobrir: “Pili” era o amado e idolatrado Pelé. Sabia que nosso rei era conhecido internacionalmente, mas nunca imaginei que fosse tão popular entre os povos da Ásia, principalmente os do Oriente Médio. Alguns sorridentes iranianos acompanhavam o “Pili” com algumas sílabas impronunciáveis. E eu lá, somente sorrindo de volta, sem saber o que queria dizer aquela palavra tão difícil, pra mim, que nem mesmo ousava pronunciar, porque sabia que não conseguiria repetí-la. Com boa vontade para aprender uma língua tão diferente e difícil para nós brasileiros, tentava ouvir melhor cada vez que o som estranho chegava aos meus ouvidos. Por associação deduzi ser de um outro grande jogador, um brasileiro tão amado quanto Pelé, aquele das perninhas tortas que não errava um só chute. Sim, o nome impronunciável era “Garrincha”. 
Era nosso futebol levando nas bolas chutadas com maestria o nome de nosso país. Um incrível futebol diplomático. Um futebol que abria portas e ultrapassava fronteiras, unificando esse mundão e retirando ‘as torres de babel’ por onde o brilho das bolas passava. Sim, um futebol diplomático, nota mil, como eram as boladas de Pelé e de Garrincha.
Que nasçam e vivam mais Garrinchas e Pelés, dando um exemplo de Paz através do esporte. Através do pipocar e do estourar de bolas.

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terça-feira, fevereiro 24, 2009

Via Postais: Recordações de um País Distante

Recordações de Um País Distante - I


Postal: Casa de Chá em Esfahan

Verso do postal

O postal endereçado à minha mãe e à minha irmã Betty: 
"Mamãe, Betty
Estamos por alguns dias em Esfarran, antiga capital do Irã. É uma das cidades mais bonitas que já vimos. Aqui podemos apreciar objetos feitos há mais de mil anos! Vimos até o Templo de Zoroastro, ampliado através dos séculos pelas dinastias posteriores. 
Este postal mostra uma Casa de Chá decorada segundo a moda tradicional do Irã."


  Eu em Esfahan - Irã, em uma Casa de Chá, nossos 'cafés' daqui. 
Estou segurando um caramelo para adoçar 
o delicioso chá preto com  jasmim.

Receita para uma bela crise do nervo ciático:

  • Sair do Rio em pleno verão - mais ou menos 40 graus – pousar em Paris, em um inverno de zero grau e ir mais além: Teerã, no meio da neve, numa temperatura que às vezes chega aos 10 graus negativos e a neve pode ultrapassar um metro de altura.
  • Ter hábitos ocidentais (sentar em poltronas, fazer as refeições em volta de uma mesa, em confortáveis cadeiras, dormir em camas...) e, de repente, acordar no oriente médio, onde as famílias tradicionais se sentam sobre tapetes - persas, claro! - mais ou menos na posição de yoga, deitam em macios e amplos 'colchonetes' feitos com flocos de pura lã e cobertos com delicados tecidos de algodão ou seda, mas... no chão, ou melhor, por cima dos famosos tapetes.
  •  Hábitos ocidentais x hábitos orientais, calor e frio.  Resultado: crise ciática, dessas de 'entrevar' qualquer bom ocidental.
Com uma simpática família iraniana, esquentando o frio com ach¹

Com um grupo de iranianos, brincando na neve, nos arredores de Teerã


Não, não foi agora. Foi nos meus tempos de estudante, ainda ‘jovenzinha’. Saí do Brasil em um mês quente, dezembro. Destino: França. Dezembro na Europa é um dos meses mais frios. E a ida para o Irã foi três invernos depois.
A Viagem
Conto uma parte dessa história: Tinha uma entrevista com um professor da Sorbonne para uma possível vaga em um curso de Linguística. Fui selecionada. Fiz Linguística Aplicada para o Ensino de Línguas Estrangeiras. Minha tese era relacionada à mídia. O ensino de uma segunda língua através de textos atuais, do dia a dia. Frequentei a Faculdade de Jornalismo para melhor elaborar meu raciocínio nesse sentido. Três anos depois e com 'meu diploma' nas mãos, resolvi, antes de voltar ao Brasil, conhecer uma parte de nosso planeta que sempre me atraiu: o oriente. 

O Irã possui uma das arquiteturas mais lindas
 e antigas do mundo


Em uma das duas torres que balançava quando se mexia
na outra, um segredo nunca desvendado
 

Havia um concurso para professor de Francês no Instituto Francês de Teerã. Em alguns países, principalmente da América do Sul, há a Aliança Francesa que, como o nome diz, é uma aliança entre um determinado país e a França, para o ensino da língua francesa. Já o Intituto Francês é ligado diretamente ao governo francês. Pelo menos era assim. Até o pagamento era em franco francês. Havia uma vaga e quatro candidatos: dois iranianos – uma moça e um rapaz - ambos com doutorado feito nos Estados Unidos, uma francesa casada com um iraniano (não me lembro qual era sua formação acadêmica) e esta brasileira aqui. Tínhamos que fazer um estágio no próprio Instituto e passar por provas práticas. Uma de regência de classe, em diferentes turmas de vários níveis e outra de ensino da língua francesa em laboratórios de línguas - no laboratório da escola. Recebi dois certificados e a vaga. Acho que ter sido aluna da professora Moirand² contou pontos. Sophie Moirand foi também a orientadora de meu trabalho de Dissertação de Mestrado. 

Pédagogie du discours rapporté,
 Credif, Didier, Paris, 1976.

Folha de rosto e um artigo de S. Moirand






Vocês devem estar perguntando: por que se recordar de um país tão lindo, com uma arquitetura digna dos contos das mil e uma noites, com uma história assim? Porque, depois de anos e anos com o 'ciático' em dia, tive estes dias uma crise terrível. Acho que para me lembrar daquela primeira. Com um agravante: trinta anos a mais 'nas costas'.
Saindo do ciático... Viajei pelo interior do Irã: Shiraz, Esfahan, Persépolis, Mar Cáspio ... Há construções milenares que deixam arquitetos e engenheiros europeus boquiabertos pelo esplendor, ousadia e mistério. Como duas Torres em Esfahan que, balançando-se uma, a outra também balança, apesar de, aparentemente, nada as ligarem. Ou a vela que permaneceu acesa por mais de mil anos, até que engenheiros ingleses, na tentativa de descobrirem seu segredo, a apagaram. Ou, ou... Ficaria aqui, páginas e páginas, recordando as belezas, as tradições e os encantos desse país milenar. Um país milenar, de um povo sofrido e lutador, que não deixa suas tradições e sua cultura serem levadas pelos ralos de países do novo mundo.
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¹Ach: prato típico iraniano à base de verduras.Muitas verduras misturadas com lentilhas, grão-de-bico ou trigo moído.
²Sophie Moirand , professora da Université de La Sorbonne Nouvelle – Paris III; autora de vários livros, entre eles:
- Enseigner a Communiquer en Langue Etrangère, Hachette, 1982.
- Parcours Linguistique de Discours Specialises: Colloque em Sorbonne les 23-24 Septembre 1992, P. Lang, 1994.

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terça-feira, setembro 02, 2008

Via Postais: Países e Paisagens

------------------------------------Londres -Inglaterra¹

--------------------------------Lisboa - Portugal²
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-------------------------------------Bari - Itália³

---------------------------------------------Schleswin* - Alemanha 4
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Países e Paisagens

Dando continuidade à série Postais, hoje apresentamos quatro países europeus. Selecionamos estes postais não pela proximidade geográfica desses lugares, mas pela paisagem: em cada um há o elemento água mostrado de um modo particular.
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Alguém poderia nos enviar postais ou fotos recentes desses locais?
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Créditos:
¹Just Arrived in London: Houses of Parliament, The Photographic Greeting Card CoLtd.. ²Lisboa: Cômer - Trav. do Alecrim. 1 - Lisboa -Portugal (1393).
³Bari: 14- Ediz. Lo Buono Comm. Nicola - Bari, da fotocolor Kodak Ektachrome.
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Saiba mais sobre Bari em:
4Alemanha: Schleswig - Dom mit Schlei, Kunstverlag Voigt, Inh. G. Schultz, 2201 - Kollmar/Niederelbe - Nachdruck untersagt.
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*Schleswig-Holstein - "O estado federal de Schleswig-Holstein localiza-se ao extremo norte da Alemanha. Sua capital, Kiel, cujas ruas agitadas, pátios românticos, praças e porto possuem um ar nórdico e intempestivo. Schleswig-Holstein oferece uma grande variedade de oportunidades, tanto na água, como em terra, para todas as idades; desde oportunidades para os amantes de esportes radicais, até opções para os adeptos da geração saúde. Como “paraíso infantil” do norte, esta região, muito aberta à presença de crianças, possui ambientes de lazer muito atrativos para famílias. Os turistas podem relaxar e se sentir em casa em um dos vários resorts e hotéis localizados em ambas as costas, a do Mar do Norte e a do Mar Báltico. A estimulante brisa do mar, o sol, a areia e a água do mar elevam os ânimos e estimulam o sistema imunológico. A orla marítima, o mar aberto, o cenário marítimo, as reservas naturais e os parques nacionais fazem parte da beleza natural de Schleswig-Holstein." Informações transcritas do site: www.visitealemanha.com/PTB/destino_alemanha/master_tlbundesland-id24.htm - 43k -
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Nota: Os créditos foram adicionados exatamente como se encontram no verso de cada postal.
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terça-feira, maio 13, 2008

Via Postais: Marrocos

Postal de Rabat: "Armoiries de la Ville et la Kasbah des Oudaias"
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Foto com nosso grupo da Aliança Francesa
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Homens do deserto: "Méharistes des oasis Marocains"
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Continuando com*... 
Marrocos - País situado no noroeste da África do Norte, tendo como fronteiras o Saara Ocidental e a Argélia. Seu litoral é banhado pelo Oceano Atlântico e o Mar Mediterrâneo. No inverno a beleza da neve na Cordilheira Atlas surpreende aqueles que associam o deserto à sua paisagem. Esta é rica e variada, com cachoeiras, lagos, florestas, - já ouviram falar nas florestas de cedro? - além de montanhas e desertos.
Idiomas: Árabe (oficial), francês e espanhol.
Capital: Rabat
Principais cidades: Marrakech - a cidade vermelha; Meknés - a cidade verde; Fez, a amarela, considerada a capital intelectual do país e tombada pela Unesco como patrimônio histórico da humanidade. Ela se divide em "cidade velha" e "cidade nova"; Rabat, a cidade branca.


Há também Casablanca, a cidade que serviu de inspiração para o famoso filme "Casablanca", com Ingrid Bergman e Hunphey Bogart. Outra cidade que atraiu celebridades é Tânger, que serviu de inspiração para vários escritores, entre eles Paul Bowles que escreveu "O Céu que nos protege", adaptado para o cinema por Bernard Bertolucci.

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Marrocos foi o primeiro país muçulmano que conheci.
Achei tudo diferente, mas, naquela época não tinha consciência da dimensão das diferenças culturais entre países de formações religiosas, raciais e históricas às mais diversas, como é o caso desse país africano. Só percebia o que saltava aos olhos. As sutilezas só a convivência nos mostra. Há detalhes na cultura de um povo imperceptíveis aos mais jovens. É preciso uma certa maturidade. Maturidade que se adquire não apenas com o passar dos anos, mas pelo conhecimento que adquirimos através da convivência entre outras pessoas, outros países, enfim, outros povos. Conhecimento que não vem só pela leitura, porém no contato diário, na integração com as famílias, com as pessoas nas ruas, com os sabores e as cores do país.
É necessário que algum tempo se passe para que a absorção do que se vivencia comece a aflorar. Só então as sutilezas das diferenças culturais começam a serem percebidas, vistas e compreendidas.

Comecei a ter a percepção dessas diferenças escondidas, talvez no inconsciente das pessoas, quando morei por alguns anos em países tão diferentes do Brasil quanto os países da Europa e da Ásia. 

Mas, voltemos ao Marrocos. O que mais me impressionou nesse oásis africano foram os mercados, chamados de medinas. São verdadeiros labirintos. Há de tudo, desde frutas, comidas típicas, artesanato, até mágicos, encantadores de serpente, tapetes por toda parte e muito tecido. Todo tipo de tecido, espalhados em todo lugar.

Cada lugar, um saber.

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*Veja também, nesta mesma série, as postagens: Via Postais - Países, Sabores e Cores - Introdução e Via Postais - França .

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terça-feira, maio 06, 2008

Via Postais: França


França - Da França tenho muitas e boas lembranças. Fiquei em Paris por três anos fazendo cursos de pós-graduação. Durante esse tempo viajei muito por suas regiões e nos países à sua volta. Tenho muito que contar de lá: pessoas, lugares, sabores... Mas, por enquanto vamos ficando com o 'deslumbramento' de uma viagem anterior, com a turma da Aliança Francesa. São as primeiras impressões escritas em um cartão postal enviado para minha mãe e minha irmã. Foi daquela primeira viagem (relatada em Viapostais 1). Era uma excursão da Aliança Francesa. Tínhamos passado uma semana em Marrocos e fomos passar o réveillon em Paris, onde ficamos por um mês, fazendo um curso de verão em língua francesa. Saímos do calor de dezembro do Brasil e aterrissamos em pleno inverno europeu. Que frio! Ainda deslumbrada com o que via, escrevi:
“Chegamos ontem às 13 h aqui em Paris. Somente hoje, depois do réveillon, é que pudemos descansar. O réveillon foi o máximo. Havia um restaurante reservado só para a nossa turma. Foi samba e carnaval depois da meia noite. Entre todos somos 90 pessoas de todos os estados do Brasil. (...) Hoje à tarde, eu e uma turminha, fomos andar ao redor do hotel para um reconhecimento, mas tivemos que voltar logo por causa do frio. A temperatura é de zero grau (...). É um hotel só para estudantes. Tem pessoas de todo o mundo...”

Ficamos por lá todo o mês de janeiro, com cursos de conversação pela manhã e passeios no início da tarde. Conhecemos o Louvre e muitos outros museus, assim como os principais pontos turísticos de Paris. Depois, já retornando ao Brasil, ainda passamos uma semana inteira em Londres. Excursões, turmas de jovens estudantes, momentos inesquecíveis, saudades...  



--------------------------------Postal do Foyer International D'Accueil de Paris, onde ficamos hospedados.
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terça-feira, abril 29, 2008

Via Postais: Introdução

Postais


Nas décadas de 70 e 80 ainda era comum o envio de Cartões Postais para a família e os amigos, principalmente quando viajávamos. Tenho uma coleção deles. Além daqueles que tenho, recebidos de colegas e familiares, pedi "emprestado" para minha mãe e meus irmãos alguns que lhes enviei. Vamos fazer uma viagem no tempo através de postais? Inicio hoje a Série Postais.

Serão relatos e impressões de fatos de e em viagens. Não vou seguir a ordem cronológica dos acontecimentos. Nem mesmo caminhar em algum sentido. Simplesmente viajarei nas asas de minhas lembranças. Serão flashes de idas e vindas aqui e ali. Aqui, neste “continente” que é nosso gigante país. Ali, em diversos países por onde passei.


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Postal enviado para minha mãe relatando a atraso de seis horas de um voo, no Galeão.

Aeroportos

Não poderia deixar de falar, em primeiro lugar, sobre... os aeroportos. Passei por aeroportos de diversos países e ainda guardo na lembrança, apesar de já terem se passado quase trinta anos, de um super chá-de-cadeira. Talvez tenha ficado na memória por ter acontecido justamente em minha primeira viajem internacional. Não sei. De qualquer modo, ficou como um aviso para programarmos bem os horários, em se tratando de viagens, aviões e aeroportos. Mas, aonde foi mesmo o ocorrido? Na África? Na Ásia? Na Europa? Como gostaria de dizer que sim! Mas não vou mentir. Até mesmo porque consta no postal que enviei para minha mãe - era ainda uma quase adolescente - avisando sobre o ocorrido (ver foto acima). Sim, foi aqui mesmo, no nosso Galeão, onde passamos mais de seis horas esperando o bendito voo.  Dizia: "Até agora tudo bem, apesar de um contratempo que houve no Rio, pois o avião atrasou seis horas (...)".

Chamei de "contratempo" mais de seis horas no aeroporto. Tinha paciência... Era jovem.

Conclusão: O problema dos aeroportos não é de hoje.

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Marrocos


Foto por mim tirada do alto de um andar do hotel onde estávamos, em Marrocos.

Marrocos – Dessa viagem com os alunos e professores da Aliança Francesa, tenho de Marrocos a lembrança de pessoas, dos mercados (medinas), das mulheres com thador – aquele véu longo, tipo manta - e dos homens com turbante. Voltarei ao assunto.Fotos: Em sentido horário: 1- Vista de Casablanca; 2- Eu, "clicando" (tirei essa foto em frente de um espelho); 3- Com minha inseparável câmera; 4- Em frente ao Hotel Casablanca, em Marrocos.
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