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Mostrando postagens com o rótulo blog literário

Viver em verbo, resistir em poesia

Capa do livro   "(Sobre)Viver e morrer num corpo de Mulher", da escritora Francine Cruz Crônica sobre (Sobre)Viver e morrer num corpo de mulher, de Francine Cruz: poesia que aborda experiência feminina, resistência e memória. Viver em verbo, resistir em poesia   A escritora paranaense Francine Cruz transforma a experiência feminina contemporânea em denúncia, memória e resistência. Pelas obras anteriores da escritora, adquiri o livro “(Sobre)Viver e morrer num corpo de mulher”,   ainda na pré-venda. E hoje, na Semana do Dia Internacional da Mulher, não poderia deixar de falar sobre ele.  Há livros que se leem. Outros nos transformam. (Sobre)Viver e morrer num corpo de mulher , de Francine Cruz, pertence a essa segunda categoria. Integrante da Coleção Gralha Azul, da editora Toma Aí Um Poema, o livro mergulha nas camadas profundas do que significa existir em um corpo feminino na contemporaneidade. A poesia de Francine não busca apenas beleza, busca verdade. Em seu...

O primeiro post do Multivias

O primeiro post do blog Multivias  é de 2008,  mas continua atual: uma  viagem pelos pequenos  grandes momentos da vida,  entre natureza, memórias e sentimentos.  " As Vias do Multivias"  foi o título do primeiro post deste blog. Nele, eu perguntei: "Vamos juntos caminhar?" O primeiro post Meu caminho foi, é e sempre será feito de palavras.    Letras que escrevo, leio, compartilho...     Um blog que nunca ficou vazio e que agora se enche,  de novo, de histórias e de gratidão.  Obrigada por caminhar comigo. O primeiro post do Multivias Olhando pra trás, vejo meu caminho traçado em letras.  Leitura e escrita me acompanham desde sempre. Ou seria eu quem as acompanha? Ao meu redor: livros, cadernos - dezenas deles! Vejo também o momento em que as páginas das telinhas passaram a me fazer companhia, lado a lado com aquelas escritas à mão. Vieram os grupos, as comunidades... e, um dia, lá em 2008, criei meu primeiro bl...

Entre mangueiras e lembranças

Uma crônica delicada e poética sobre reencontros com o passado. Caminhos da infância, árvores queridas, casas cheias de memória e o aconchego de um tempo que permanece dentro de nós. “Hoje me visitei — e fui casa, mangueira, jardim. Fui saudade em cada passo." Entre mangueiras e lembranças Revisito a rua da minha infância, as mangueiras do quintal, o colégio, o alpendre... Hoje me visitei. Vi a rua onde eu, criança, morei. Tudo igual, ao mesmo tempo que tudo mudado. Andei pela grande avenida até encontrar a praça - aquela praça. A praça aonde eu ia com meu pai, eu bem pequena, ele todo orgulhoso da filhinha quase neta. Ele me olhava com ternura, me mostrava aos amigos dizendo: "minha princesinha". Talvez por não ter acompanhado de perto o crescimento dos filhos de seu casamento anterior, quisesse compensar redobrando carinho e atenção aos filhos da idade madura? Não sei. A existência humana é um enigma. Nem sempre agimos como pensamos ser, como queremos ou sonhamos ser....