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Mostrando postagens com o rótulo CronicasDoCotidiano

Infinito

Colagem feita por Luísa Nogueira através do aplicativo Canva     A “Canção da América, de Milton Nascimento e o poema “Infinito”, de Luísa Nogueira, em uma reflexão sobre liberdade e conexões humanas. A crônica explora a finitude e a busca por relações significativas na existência. Infinito Enquanto relia o texto “Infinito”, escrito há alguns anos, a notificação do WhatsApp interrompeu meu momento de introspecção. Era uma mensagem de uma amiga querida, acompanhada de um vídeo sobre a “Canção da América”, de Milton Nascimento. Associava o trecho “Amigo é coisa pra se guardar / debaixo de sete chaves / dentro do coração” à amizade verdadeira, aquela onde amigos permanecem conosco, mesmo quando a vida muda e a distância física aumenta. Essas palavras pareceram ressoar profundamente, ligando-se à reflexão que eu tinha sobre o infinito e as conexões humanas. “Mergulhei no infinito”, pensei. E, naquele instante, percebi que o infinito não era apenas uma ideia abstrata, mas uma ...

Copa 2026, Pelé e Irã

  Eu no Irã em 1979 Reflexões sobre a Copa 2026, o poder do futebol e memórias do Irã, unindo culturas além do marketing e apostas. Copa 2026, Pelé e Irã Desanimada. Vou ver somente a abertura e os jogos com a nossa seleção. A Copa se transformou em uma vitrine de marketing e estratégias comerciais. O que deveria ser uma festa do futebol agora se mistura com os jogos de apostas, onde muitos apostam suas esperanças e dinheiro, perdendo de vista a essência do esporte. Entre marcas e big techs, a magia do futebol parece ofuscada.  Essa reflexão me leva a recordar minha experiência única e transformadora no Irã, onde vivi no final da década de 70 e início dos anos 80, em meio a um período tumultuado marcado por revoluções. Ao chegar em Teerã, eu era uma estranha em uma terra desconhecida, sem falar uma palavra de farsi. O que me salvou? A mímica, a linguagem universal que se tornou minha companheira.  Logo percebi que a barreira do idioma poderia ser quebrada de outra forma: ...

Uma sombrinha, um bairro, um recomeço

Relendo o diário, reencontro a rotina das chuvas de janeiro: laboratório, passeio a pé, pequenas descobertas e uma pamonha que renova corpo e mente.   Uma sombrinha, um bairro, um recomeço O ano começa devagarinho  Mais um ano em Goiânia. Entre idas e vindas, completei um ano inteiro na minha antiga terrinha. (Logo depois da pandemia, em 2022, eu e minha filha também passamos um ano por aqui.) Goiânia em modo janeiro Relendo meu diário, notei que as chuvas de janeiro repetem a mesma música: começam leves, como quem pede licença e, de repente, tomam conta do dia e da gente. No início do ano passado, logo depois da nossa volta para Goiânia, num dia chuvoso como o de hoje, escrevi: Há dias em que a gente acorda sem disposição, sem força, como se o corpo tivesse virado um casaco pesado. Fico mais um pouco na cama, tentando negociar com o mundo. Mas o tempo não negocia. Ele vai. Vai.  Tic-tac, tic-tac , e pronto: quando percebo, a manhã já está alta. “Nove horas? Não acredito....