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Mostrando postagens com o rótulo Literatura

O ano em que escolhemos nadar

 A vida não espera. E hoje é o dia para semear gestos que valham a pena ser lembrados .   O ano em que escolhemos nadar   Histórias reais e o valor do Agora A vida segue sem pedir licença. E o que fazemos com nosso tempo é o que realmente importa.   O ano vira como o rio dobra a curva: sem alarde. Quando percebemos, já estamos mais abaixo, levados pela água, olhando as margens passarem depressa demais. Há pessoas que atravessam a vida assim. Não dormem. Mas também não despertam. Seguem na correnteza, confundindo movimento com escolha, velocidade com sentido, ruído com presença. Dizem que há quem acorde depois de décadas em coma. O corpo imóvel, a vida seguindo. Filhos crescidos, cabelos brancos, o mundo outro. Quando despertam, veem tudo de uma vez: o tempo inteiro condensado num susto. O curioso é que muitos de nós fazemos o caminho inverso. Estamos de pé, andamos, respondemos mensagens, cumprimos horários. Mas não vemos. Não escutamos. Não escolhemos....

Um caderno, uma casa, uma fênix

Fim de ciclo, casa nova, um caderno e uma fênix. Às vezes, renascer é apenas continuar.  Um caderno, uma casa, uma fênix Ela atravessou a ponte da cidade nova com a mala na mão e o coração ainda dividido entre o passado e o que viria. O sol batia no parabrisa do carro como se limpasse o caminho. Havia silêncio no banco de trás: só um par de sandálias, um caderno de capa dura e a promessa de uma nova história. Não avisou ninguém. Apenas foi. A casa era pequena, branca, com janelas que deixavam o vento entrar sem cerimônia. No quarto, uma parede sem quadros. E, no centro dela, uma pintura antiga: uma fênix vermelha, em traços firmes, com as asas abertas em meio às cinzas. Ninguém soube explicar quem a desenhou. Estava ali havia anos, disseram. Nunca apagaram. Ela olhou para aquela figura por alguns segundos. Parecia algo ridículo. Ou mágico. Não sabia. Nos primeiros dias, organizou os livros, fez café forte, tentou dormir cedo. Não conseguiu. A cabeça fervia como o fogão aceso. ...

Mudanças para um Novo Ano

Mudanças para um Novo Ano       Mudar é transformar . É viajar para dentro ou para fora de nós mesmos. Mudanças remexem estruturas , p odem ruir ou reforçar bases.  Porém são necessárias , difíceis e exigem coragem.      Sempre gostei de viajar , conhecer novos lugares , pessoas, cidades, diferentes ambientes. Quando jovem, eu tinha minha base. Era para ela que eu sempre voltava. Saía de férias em excursões da faculdade ou em grupos de amigas , sabendo que depois retornaria à minha rotina. Seguir meu curso pela manhã, voltar para casa onde sempre me esperava um almoço quentinho feito pela minha mãe . Depois, rapidamente, com livros e cadernos em mãos, olhar o roteiro de aulas já preparadas no s fi nais de semana. Ajustava aqui e ali meus planos de aula do dia e correndo pegava a rua até chegar ao colégio onde dava aulas . Voltava feliz, acompanhada por colegas e alunos. Mas, tinha dias que o cansaço chegava e eu ficava triste .      Quando eu ...