Lembranças da infância e das primeiras descobertas .
Entre Caminhos e Raízes
Desde criança, a memória foi meu terreno fértil. Entre cadernos de escola, anotações de aulas, poesias e pequenos relatos do cotidiano, guardava-se um mundo inteiro em páginas simples. Na minha infância não havia televisão e celular era algo impensável. Mas o rádio transmitia histórias, notícias e imaginação que me acompanhavam.
Essas primeiras experiências me ensinaram que toda escrita nasce da prática, do olhar atento e da repetição. Escrever é como caminhar por trilhas desconhecidas: o caminho se revela passo a passo, e cada parada guarda uma descoberta. Muitas dessas anotações, pequenas como sementes, floresceram anos depois nos meus livros.
Quando lancei Acalanto em 2018, percebi que a escrita era muito mais que o ato de produzir palavras; era também preservar momentos, sentimentos e aprendizados. Em Letras Falam, em 2019 e 2020, refinei essa prática, entendendo que cada texto carrega a marca do tempo, da vida vivida e observada.
Mesmo quando alguns projetos ficaram engavetados, como livros de contos ou crônicas, aprendi que o processo criativo não se perde. Ele germina em experiências futuras, em ensaios e em projetos que ainda virão. A memória e a observação se transformam em matéria-prima para novas histórias, novas crônicas e novos olhares sobre o mundo.



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