Pular para o conteúdo principal

Via Verde: Folhagens no Outono Brasileiro

Folhagens


Caládio
Nomes populares: Caládio e tinhorão, entre outros; nome científico:  Caladium bicolor.  Família  das aráceas.
Costela-de-adão
Nomes populares: Costela-de-adão, monstera, banana-de-mato,  abacaxi-do-reino,  ceriman;  nome científico: Monstera deliciosa. Família das aráceas.



A flora nativa do Brasil é rica e diversificada. São plantas com flores e folhagens de cores que passam por todos os tons do arco-íris e de  formas e tamanhos os mais diversos. Em relação às folhagens, há com folhas gigantes, grandes, médias, pequenas e minúsculas. Essas destas fotos são algumas que consegui, aqui e ali, fotografar. Tenho mais fotos. Logo que consiga  identificá-las, deixarei por aqui.
...
Cróton
Cróton - É um arbusto que pode atingir de 2 a 3 metros de altura. Nome científico: Codiaeum variegatum. Família das euforbiáceas.

Dracena (Veja mais sobre dracenas, neste blog, no post 'Dracena fragans, a Bela da Tarde').

Maranta

Maranta-espinha-de-peixe

Maranta-pena-de-pavão 
A maranta é muito usada em paisagismos de interiores. Nos jardins, gosta de meia-sombra. Deve ter regas regulares. Suas grandes folhas são vistosas e possuem riscos e manchas variadas, como podemos ver através dessas três fotos. Há várias outras espécies, inclusive de uma só cor. Nome científico da maranta variegada: Ctenanthe oppenheimiana. Família das mantáceas.


Comigo-ninguém-pode


Comigo-ninguém-pode - Esta planta, apesar de ter folhas vistosas, é altamente tóxica; não deve ser cultivada onde há crianças ou animais domésticos. Nome científico: Dieffenbachia pictada. Família das aráceas.
---------------

Essas folhagens inicialmente seriam para complementar o post anterior Folhas de Outono. Mas nos apaixonamos pela beleza de suas folhas. Daí colocarmos mais fotos. Vamos continuar atualizando-o, sempre que possível. Última atualização: 30 de julho de 2012.

---------------

Pensamos atualizar este post com as fotos das folhagens devidamente classificadas ou, pelo menos, com seus nomes populares e/ou científicos. Porém, nesse momento, na tentativa de encontrar alguém que possa nos ajudar a nomeá-las, estamos postando hoje, dia 11 de janeiro de 2014, mais algumas fotos. Tomamos essa iniciativa vendo em nossa página do Facebook Natureza e Viver Sustentável um pedido de identificação de uma folhagem, essa da foto abaixo:

Alguém sabe o nome dessa folhagem? 

Se você souber também o nomes destas outras folhagens, por favor, ajude-nos a nomeá-las; são fotos que fizemos há algum tempo, guardadas em nossos arquivos:


Essa é bem popular.


Chifre-de-veado? 



Unha-de-gato - Muito bonita para forração de muros; plantei uma há mais de quinze anos e ela 'forrou' um muro de 40 m de comprimento. Não pode ser plantada próxima de construções, pois suas raízes são fortes, podendo danificar paredes, fossas etc.



Esta estava em um canteiro em frente ao STJ, em Brasília.

Árvore-da-felicidade?

Esta também é bem comum

Nasceu em nosso jardim



Rosa cravo. Foto feita no Jardim Botânico de Brasília


Folhagens de um canteiro do Pontão. 

--------------------------------------------------------

Comentários

Lau Milesi disse…
Lindas fotos Luísa, celebrando a estação Outono.Parabéns!!!

Existe uma música do Ed Motta e Ronaldo Bastos que diz:

"Há um lugar para ser feliz
Além de abril em Paris
Outono, outono no Rio..."

Eu adoro o outono,seja no Rio ou em qualquer lugardo mundo.
Um beijo.
Seja bem-vinda,Lau! Venha mais vezes!!!
Um abraço!
Anônimo disse…
Oi qual é o nome da planta ali em cima com vermelho
Oi amigo/amiga Anônimo, o nome da planta com vermelho é Caládio bicolor, conhecido também como tajá, taiá ou coração-de-jesus. É da família araceae. É uma planta anual. Eu também não sabia seu nome... Fui pesquisar para tentar lhe responder... Assim, através de sua pergunta, fiquei sabendo o nome dessa bonita folhagem. É compartilhando que aprendemos melhor, não é mesmo?
Um grande abraço!
Ainda no embalo da pergunta anterior:

A segunda planta é conhecida como costela-de-adão, banana-do-mato, abacaxi-do-reino, monstera ou ceriman. É da mesma família da planta anterior, araceae. Nome científico: Monstera deliciosa.

Já a terceira folhagem ainda não consegui descobrir seu nome. Assim que souber, coloco aqui.

Tenho fotos de muitas outras folhagens 'sem nome'. Pesquiso, pergunto, mas o nome delas não descubro. Acho que vou postá-las com o título 'Que folhagens são essas?' Quem sabe alguém pode nos ajudar, não é mesmo?
Unknown disse…
A Planta embaixo do chifre de veado se chama Pleomele.

Postagens mais visitadas deste blog nos últimos 30 dias

Via Verde: Pequena, Vermelha e Adocicada: Que fruta é essa?

Galhos com frutos maduros e amadurecendo. Há alguns anos compramos uma muda de uma planta que diziam ser jambo. A plantinha foi crescendo e cada vez ficando mais diferente de um jambeiro. Quando começou a frutificar vimos que era uma fruta que não conhecíamos. O pior é que ninguém da vizinhança conhecia. É pequena, tem mais ou menos um quarto do tamanho de um jambo, vermelha e adocicada, quando madura. Você sabe que frutinha é essa? Árvore com tronco e galhos finos. Formato das folhas e frutinhas amadurecendo. Que fruta é essa?  Retiramos a pele de uma delas para mostrar a polpa. A pele é bem fininha... Cada uma das frutinhas possui duas sementes, parecendo uma semente dividida. Duas frutinhas ao lado de um jambo. Essa  foto foi feita ontem, domingo, após a colheita. ----------------------------

Via Verde: As Três Cores do Flamboyant, a Musa das Árvores

Flamboyant vermelho - Apesar desse flamboyant ser uma árvore nova, sua copa dá uma grande e gostosa sombra.  Minha filha, durante uma caminhada, passando sob o flamboyant. Beleza da copa florida Folhas, botões e flores do flamboyant  Flamboyant enfeitando o jardim do Tribunal de Justiça, em Brasília.  Flamboyant, espelho d'água e fachada do TJ.  Flores e galhos retorcidos do flamboyant. Flores do flamboyant - Veja, logo abaixo, esta foto em uma tomada mais próxima. Sempre quis clicar as flores de um flamboyant bem de perto. Não são belas? Flamboyant alaranjado - Três ou quatro árvores dando as boas vindas na entrada de uma lanchonete, na rodovia que liga Goiânia a Brasília ( Lanchonete Jerivá ). Flamboyants do Jerivá Flamboyant amarelo - Este está em Brasília, logo depois da Ponte das Garças - conhecida como 'a ponte do (Conjunto Comercial) Gilberto Salomão', no sentid...

Via Verde: Jurubeba, a Delícia Amarga do Cerrado

Jurubebas colhidas, em ramos saindo de um galho e folhas. Jurubeba: Folhas e frutos. Jurubeba: Galhos espinhosos. Jurubeba, jurupeba, gerobeba, joá-manso e outros nomes populares. ( Solanum paniculatum L .). Família das solanáceas. Que me lembre, comi jurubeba uma única vez, na chácara de uma amiga, perto de Hidrolândia, interior de

O Natal da Terra

Conto sobre os natais da Terra. Natais  que renascem todos os anos  O Natal da Terra Na ceia, não havia anjos nem velas douradas.  Apenas estrelas de carambola  e grãos de romã espalhados como promessas.   No centro do vermelho, uma flor branca. Era assim que a Mussaenda ensinava o Natal:  o essencial quase invisível, a esperança insistindo em florir  no calor do verão. Naquele dezembro, a cidade parecia cansada. As vitrines estavam prontas antes do tempo, os anúncios gritavam descontos, e o vermelho se espalhava como se fosse urgente convencer alguém de alguma coisa. Ainda assim, havia flores. Na esquina da rua antiga, uma Mussaenda-vermelha se derramava sobre o muro, exuberante, quase excessiva. Suas grandes pétalas rubras escondiam, no centro, uma flor branca pequena, delicada, quase invisível. Quem passava apressado via apenas o vermelho. Quem parava um pouco mais percebia o branco. Ela parou. Sempre gostara de flores que pareciam dizer algo sem le...

Nascentes, a última voz das Águas

Uma crônica sobre o Rio Piracanjuba, suas nascentes e sua espécie que pede socorro  Nascentes, a   última voz das Águas Muitas delas, como as do Rio Piracanjuba, foram destruídas pelo avanço urbano e pelo desmatamento. Em setembro de 2010, escrevi no Blog Multivias que “milhares e milhares de nascentes de nossos rios pedem socorro”. Algumas, dizia eu, encontram fadas-madrinhas, como Helena Bernardes, que então lutava pelas nascentes do Rio Piracanjuba com uma coragem que parecia maior do que a própria geografia do Cerrado. Quinze anos depois, percebo que, se naquela época as águas sussurravam, hoje elas gritam. Onde nasce o Piracanjuba O Rio Piracanjuba brota na Serra do Alicrim, entre Silvânia e Bela Vista de Goiás, solo sagrado do Cerrado, onde as raízes profundas armazenam água por baixo da terra como quem guarda histórias. Suas primeiras fontes descem discretas pelas encostas e seguem viagem rumo a cidades que carregam seu nome: Bela Vista, Piracanjuba, Morrinhos,...

Caminhos que se desdobram

Quando criei o Multivias, em 2008, naquele primeiro convite silencioso, (V amos juntos caminhar?),  eu não sabia que estava abrindo um caminho que se desdobraria por tantos anos. Dezembro, um bom momento para avaliar nossas ações. Então, vamos falar sobre  Caminhos que se desdobram * Caminhar é uma das formas mais silenciosas de diálogo com o mundo. Foi assim que o Multivias** nasceu : do gesto de observar a natureza, registrar, refletir e partilhar. Cada imagem, cada texto, cada lembrança guarda em si o mesmo propósito: preservar o que ainda pulsa, o que resiste, o que floresce.   Sempre gostei de plantar, ainda que sem saber nomes científicos ou fórmulas de adubo. Aprendi apenas o suficiente para não deixar morrer as plantas que me cercam . T alvez isso diga muito sobre a forma como enxergo a vida. Cuidar é uma escolha. E escolhas diárias, mesmo as mais simples, podem ser gestos de resistência.   Quando criei o Multivias , em 2008*, pensei em abrir um espaço para f...

Uma sombrinha, um bairro, um recomeço

Relendo o diário, reencontro a rotina das chuvas de janeiro: laboratório, passeio a pé, pequenas descobertas e uma pamonha que renova corpo e mente.   Uma sombrinha, um bairro, um recomeço O ano começa devagarinho  Mais um ano em Goiânia. Entre idas e vindas, completei um ano inteiro na minha antiga terrinha. (Logo depois da pandemia, em 2022, eu e minha filha também passamos um ano por aqui.) Goiânia em modo janeiro Relendo meu diário, notei que as chuvas de janeiro repetem a mesma música: começam leves, como quem pede licença e, de repente, tomam conta do dia e da gente. No início do ano passado, logo depois da nossa volta para Goiânia, num dia chuvoso como o de hoje, escrevi: Há dias em que a gente acorda sem disposição, sem força, como se o corpo tivesse virado um casaco pesado. Fico mais um pouco na cama, tentando negociar com o mundo. Mas o tempo não negocia. Ele vai. Vai.  Tic-tac, tic-tac , e pronto: quando percebo, a manhã já está alta. “Nove horas? Não acredito....

Via Verde: Limão Imperial

Como aquela frutinha chamada Noni* que encontramos em Goiânia, o limão imperial , para mim, também é uma novidade. Vi essa muda das fotos em um viveiro de Brasília. Só souberam me informar sobre seu nome. Nada encontrei também nas pesquisas que fiz via Google. O fruto parece uma pequena laranja, porém rajado, como suas folhas. Havia algumas pequenas flores, mas elas não estão bem visíveis nessas imagens. As fotos foram feitas em um horário inapropriado para fotografia. Infelizmente não pude retornar em uma hora melhor para tentar mais alguns cliques. Alguém conhece? Família  Citrus sinensis ? Limão imperial? Limão imperial -------------- *Noni - Veja a post Noni neste mesmo blog. --------------- Obrigada, amigos. De acordo com a estatística do Blogger estamos com mais de 400 mil visualizações de páginas. Neste exato momento (18:38 h) está marcando 401.156 visualizações. Estamos felizes! Queremos dividir essa alegria com todos vocês que por aqui passam....

Como fazer óleo com urucum

  Óleo com urucum feito por mim - fiz com azeite de oliva Meu pé de urucum Há alguns anos ganhei uma muda de urucum. Ela cresceu, transformando-se em uma bela árvore. Eu não conhecia pés de urucum quando ganhei a mudinha. Não sabia bem como ela ficaria depois de crescida. Curiosa, comecei a ler sobre o urucum. À medida que crescia, crescia também minha admiração. Suas folhas eram diferentes de todas as outras plantas que tinha em meu quintal. Quando ela floriu, foi uma beleza assim, grande, que não dá nem pra explicar. Fiz muitas fotos. Aliás, não apenas das flores. Fotografei suas folhas, sementes, os cachos marrons, bacias e baldes cheios de seus frutos, e até meu marido subindo nela para colher os urucuns. Vou deixar abaixo os links dos posts.   Como saborear óleo com urucum Em outubro de 2008 postei neste blog uma receita de moqueca com urucum. Na mesma postagem deixei outras duas receitas, uma ensinando como fazer urucum em pó e na outra, os passos para deixar o óleo...

Via Verde: Cambará-de-cheiro

Cambará-de-cheiro, cambarazinho, lantana-cambará, cambará-verdadeiro, entre outros nomes populares. ( Lantana camara ). Família das verbenáceas. É visto por todo o Brasil, enfeitando jardins ou em terrenos baldios. Encontramos o branco e o amarelo das quatro primeiras fotos em um jardim de Goiânia; o rosa, das duas últimas fotos, foi nos arredores de Brasília, entre matos e pedras. É uma planta medicinal. De acordo com o site jardineiro.net (  http://www.jardineiro.net/br/banco/lantana_camara.php ), utilizam-se as folhas para "Infecções respiratórias, alergias respiratórias, reumatismo, febre, infecções de ouvido", possuindo as seguintes propriedades: "Balsâmico, diurético, estimulante, expectorante, sudorífera, tônico". Já em plantasquecuram ( http://www.plantasquecuram.com.br/ervas/cambara.html ) há, além de informações diversas, o modo de se usar essa planta e até receitas de chá das folhas e flores. -----------------------...