Pular para o conteúdo principal

Mudanças climáticas - 2


Mudanças climáticas

Notícias de hoje


Hoje, dia 05 de fevereiro, enquanto escrevo este texto um novo ciclone em Madagascar aumenta as vítimas de janeiro. Fortes chuvas e cheias afetaram 132 mil pessoas logo no início deste ano.  Li essa e outras notas nas notícias do dia da ONU News.(1)


Acesso ao conhecimento 


Todos nós (2) podemos ter acesso ao conhecimento geral e, portanto, saber o que se passa no mundo, seja pela tv, pela internet, por livros, por cursos. Nossas conversas sobre meio ambiente irão pegar essas informações disponibilizadas a todos, porém com uma leitura mais atenta. 


O planeta Terra


Neste século a Terra pode ser vista em todos os lugares e, melhor, por todos seus habitantes. Ela pode ser vista e sentida. 


Já sabemos que este planetinha redondo é um ser vivo, o todo inter-relacionado com as partes. Já sabemos também que sua destruição representa nossa própria destruição. 


Mudanças climáticas


Mudança climática 


Vimos que mudança climática se refere a extremos. Extremo de frio, de calor, de seca, de chuvas. Logo, mudança climática é o aumento das médias de temperatura, seja referente ao frio ou ao calor. E esse aumento influi diretamente no aumento da seca, que por sua vez aumenta as queimadas; das chuvas e tempestades, das enchentes e erosões…


Mudanças climáticas


Efeitos da destruição da Terra 


Mas, o que causa tamanha mudança a ponto de influenciar o clima? Foram séculos e séculos de invasões, retiradas e destruições gananciosas e  desenfreadas (3). Alguns efeitos disso estão aí, bem à vista. 

Vamos ver alguns?


Na terra e na água 


Segundo o Mapbiomas Brasil (4), em 36 anos (entre 1985 e 2020), a redução das praias e dunas brasileiras foi de 15%. Esses locais são barreiras naturais contra erosões e essenciais para a preservação da biodiversidade da faixa costeira. Os areais também sofreram redução. 


Nesse mesmo período, a Amazônia perdeu em cobertura vegetal 11,6%,  o equivalente ao território do Chile (74,6 milhões de hectares). A perda de vegetação nativa do bioma Cerrado foi de 19,8% e o Pampa foi o que mais perdeu sua vegetação natural (21,4%). 


A água


O Pantanal perdeu 29% de sua água entre as duas últimas cheias (1988/1989 e na de 2018).

Ainda segundo e estudo feito pelo Mapbiomas, 

houve uma grande diminuição do fluxo hídrico do solo brasileiro. São 15,7% menos água. A perda de nosso ‘ouro azul’ aconteceu em todos os biomas brasileiros. As principais causas são o avanço da pecuária e da agricultura floresta a dentro e a construção de usinas. 


Impactos da perda de água


O racionamento de água nos últimos anos impacta as grandes cidades. Na zona rural a diminuição da água reduz a produção de alimentos. E mais: solo mais seco significa uma maior proporção de queimadas. 


Desmatamentos


Em 2020 o Brasil perdeu, em cada segundo, 24 árvores. Ou seja, 3.795 hectares de mata caída, morta. No último dia do mês de julho o desmatamento atingiu um nível inimaginável (chego a chorar só de pensar).  Foi desmatado “4.968 hectares, quase 575 m2 por segundo(4).


Continuamos o papo com pílulas verdes no próximo sábado, combinado?


——-

1 - ONU hoje: 600 mil devem ser afetados em Madagascar por ciclone que pode também atingir Moçambique

https://news.un.org/pt/story/2022/02/1778852

2: A inclusão digital é um direito de todos, mas ainda estamos longe do acesso à internet por todas as pessoas.

3:  https://asknature.org/collection/solving-for-a-changing-climate/

4: https://mapbiomas.org/reducao-das-praias-e-dunas-no-brasil-foi-de-15-nos-ultimos-36-anos


---------


------------


Acompanhe este blog e nossas redes sociais.


Instagram: @luisanogueiraautora

Para acessar minha página no Instagram, aponte a câmera de seu celular para a tag de nome abaixo:



















Facebook: Luísa Nogueira 


Pinterest: Luísa Nogueira 


#naturezaemfotosluisan 


-----------


Este blog foi criado com vias direcionadas ao meio ambiente (natureza, sustentabilidade, vida) e desde sua criação citamos e falamos sobre livros. Confira e navegue entre os posts das principais vias:



--------

 

Confira também a página Livros de Luísa Nogueira


——-


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog nos últimos 30 dias

Via Verde: Pequena, Vermelha e Adocicada: Que fruta é essa?

Galhos com frutos maduros e amadurecendo. Há alguns anos compramos uma muda de uma planta que diziam ser jambo. A plantinha foi crescendo e cada vez ficando mais diferente de um jambeiro. Quando começou a frutificar vimos que era uma fruta que não conhecíamos. O pior é que ninguém da vizinhança conhecia. É pequena, tem mais ou menos um quarto do tamanho de um jambo, vermelha e adocicada, quando madura. Você sabe que frutinha é essa? Árvore com tronco e galhos finos. Formato das folhas e frutinhas amadurecendo. Que fruta é essa?  Retiramos a pele de uma delas para mostrar a polpa. A pele é bem fininha... Cada uma das frutinhas possui duas sementes, parecendo uma semente dividida. Duas frutinhas ao lado de um jambo. Essa  foto foi feita ontem, domingo, após a colheita. ----------------------------

Via Verde: As Três Cores do Flamboyant, a Musa das Árvores

Flamboyant vermelho - Apesar desse flamboyant ser uma árvore nova, sua copa dá uma grande e gostosa sombra.  Minha filha, durante uma caminhada, passando sob o flamboyant. Beleza da copa florida Folhas, botões e flores do flamboyant  Flamboyant enfeitando o jardim do Tribunal de Justiça, em Brasília.  Flamboyant, espelho d'água e fachada do TJ.  Flores e galhos retorcidos do flamboyant. Flores do flamboyant - Veja, logo abaixo, esta foto em uma tomada mais próxima. Sempre quis clicar as flores de um flamboyant bem de perto. Não são belas? Flamboyant alaranjado - Três ou quatro árvores dando as boas vindas na entrada de uma lanchonete, na rodovia que liga Goiânia a Brasília ( Lanchonete Jerivá ). Flamboyants do Jerivá Flamboyant amarelo - Este está em Brasília, logo depois da Ponte das Garças - conhecida como 'a ponte do (Conjunto Comercial) Gilberto Salomão', no sentid...

Via Verde: Jurubeba, a Delícia Amarga do Cerrado

Jurubebas colhidas, em ramos saindo de um galho e folhas. Jurubeba: Folhas e frutos. Jurubeba: Galhos espinhosos. Jurubeba, jurupeba, gerobeba, joá-manso e outros nomes populares. ( Solanum paniculatum L .). Família das solanáceas. Que me lembre, comi jurubeba uma única vez, na chácara de uma amiga, perto de Hidrolândia, interior de

Caminhos que se desdobram

Quando criei o Multivias, em 2008, naquele primeiro convite silencioso, (V amos juntos caminhar?),  eu não sabia que estava abrindo um caminho que se desdobraria por tantos anos. Dezembro, um bom momento para avaliar nossas ações. Então, vamos falar sobre  Caminhos que se desdobram * Caminhar é uma das formas mais silenciosas de diálogo com o mundo. Foi assim que o Multivias** nasceu : do gesto de observar a natureza, registrar, refletir e partilhar. Cada imagem, cada texto, cada lembrança guarda em si o mesmo propósito: preservar o que ainda pulsa, o que resiste, o que floresce.   Sempre gostei de plantar, ainda que sem saber nomes científicos ou fórmulas de adubo. Aprendi apenas o suficiente para não deixar morrer as plantas que me cercam . T alvez isso diga muito sobre a forma como enxergo a vida. Cuidar é uma escolha. E escolhas diárias, mesmo as mais simples, podem ser gestos de resistência.   Quando criei o Multivias , em 2008*, pensei em abrir um espaço para f...

Uma sombrinha, um bairro, um recomeço

Relendo o diário, reencontro a rotina das chuvas de janeiro: laboratório, passeio a pé, pequenas descobertas e uma pamonha que renova corpo e mente.   Uma sombrinha, um bairro, um recomeço O ano começa devagarinho  Mais um ano em Goiânia. Entre idas e vindas, completei um ano inteiro na minha antiga terrinha. (Logo depois da pandemia, em 2022, eu e minha filha também passamos um ano por aqui.) Goiânia em modo janeiro Relendo meu diário, notei que as chuvas de janeiro repetem a mesma música: começam leves, como quem pede licença e, de repente, tomam conta do dia e da gente. No início do ano passado, logo depois da nossa volta para Goiânia, num dia chuvoso como o de hoje, escrevi: Há dias em que a gente acorda sem disposição, sem força, como se o corpo tivesse virado um casaco pesado. Fico mais um pouco na cama, tentando negociar com o mundo. Mas o tempo não negocia. Ele vai. Vai.  Tic-tac, tic-tac , e pronto: quando percebo, a manhã já está alta. “Nove horas? Não acredito....

Via Verde: Limão Imperial

Como aquela frutinha chamada Noni* que encontramos em Goiânia, o limão imperial , para mim, também é uma novidade. Vi essa muda das fotos em um viveiro de Brasília. Só souberam me informar sobre seu nome. Nada encontrei também nas pesquisas que fiz via Google. O fruto parece uma pequena laranja, porém rajado, como suas folhas. Havia algumas pequenas flores, mas elas não estão bem visíveis nessas imagens. As fotos foram feitas em um horário inapropriado para fotografia. Infelizmente não pude retornar em uma hora melhor para tentar mais alguns cliques. Alguém conhece? Família  Citrus sinensis ? Limão imperial? Limão imperial -------------- *Noni - Veja a post Noni neste mesmo blog. --------------- Obrigada, amigos. De acordo com a estatística do Blogger estamos com mais de 400 mil visualizações de páginas. Neste exato momento (18:38 h) está marcando 401.156 visualizações. Estamos felizes! Queremos dividir essa alegria com todos vocês que por aqui passam....

Nascentes, a última voz das Águas

Uma crônica sobre o Rio Piracanjuba, suas nascentes e sua espécie que pede socorro  Nascentes, a   última voz das Águas Muitas delas, como as do Rio Piracanjuba, foram destruídas pelo avanço urbano e pelo desmatamento. Em setembro de 2010, escrevi no Blog Multivias que “milhares e milhares de nascentes de nossos rios pedem socorro”. Algumas, dizia eu, encontram fadas-madrinhas, como Helena Bernardes, que então lutava pelas nascentes do Rio Piracanjuba com uma coragem que parecia maior do que a própria geografia do Cerrado. Quinze anos depois, percebo que, se naquela época as águas sussurravam, hoje elas gritam. Onde nasce o Piracanjuba O Rio Piracanjuba brota na Serra do Alicrim, entre Silvânia e Bela Vista de Goiás, solo sagrado do Cerrado, onde as raízes profundas armazenam água por baixo da terra como quem guarda histórias. Suas primeiras fontes descem discretas pelas encostas e seguem viagem rumo a cidades que carregam seu nome: Bela Vista, Piracanjuba, Morrinhos,...

Via Verde: Folhagens no Outono Brasileiro

Folhagens Caládio Nomes populares: Caládio e tinhorão, entre outros; nome científico:   Caladium bicolor .  Família  das aráceas. Costela-de-adão Nomes populares: Costela-de-adão, monstera, banana-de-mato,  abacaxi-do-reino,  ceriman;  nome científico: Monstera deliciosa . Família das aráceas. A flora nativa do Brasil é rica e diversificada. São plantas com flores e folhagens de cores que passam por todos os tons do arco-íris e de  formas e tamanhos os mais diversos. Em relação às folhagens, há com folhas gigantes, grandes, médias, pequenas e minúsculas. Essas destas fotos são algumas que consegui, aqui e ali, fotografar. Tenho mais fotos. Logo que consiga  identificá-las, deixarei por aqui. ... Cróton Cróton - É um arbusto que pode atingir de 2 a 3 metros de altura. Nome científico: Codiaeum variegatum . Família das euforbiáceas. Dracena (Veja mais sobre dracenas, neste blog, no post 'Dracena fragans, a Bela da T...

Via Verde: Gomeira, Uma Árvore Nativa do Cerrado

Post por nós publicado em novembro de 2012 no blog coletivo Terra, aquele abraço . Queremos acompanhar uma gomeira por um ano apesar do tempo escasso. Mas, quando a vontade é maior, o tempo apertado pode esticar, espero.   Gomeira no início da floração - Foto feita em 02 de nov. deste ano Foto do dia 15 de nov./2012 Foto de 15 de nov./2012 Gomeiras - Fotos de 02 de novembro Gomeiras - Fotos de 25 de novembro A Gomeira, árvore nativa do Cerrado, é também conhecida como goma-arábica, árvore-de-goma-arábica, gomeiro-de-minas, pau-d'água, pau-de-vinho, casca-doce, entre outros nomes populares. É da família vochysiácea, tendo como nome científico  Vochysia elliptica (essa espécie das fotos). Há alguns anos vejo essa árvore de flores vistosas, mas nada sabia sobre ela. Dia 15 deste, clicando uma delas, conheci uma engenheira florestal,* que me informou seu nome. A partir daí minha pesquisa ficou bem mais fácil. Fiquei sabendo, por exemplo, que as ...

O ano em que escolhemos nadar

 A vida não espera. E hoje é o dia para semear gestos que valham a pena ser lembrados .   O ano em que escolhemos nadar   Histórias reais e o valor do Agora A vida segue sem pedir licença. E o que fazemos com nosso tempo é o que realmente importa.   O ano vira como o rio dobra a curva: sem alarde. Quando percebemos, já estamos mais abaixo, levados pela água, olhando as margens passarem depressa demais. Há pessoas que atravessam a vida assim. Não dormem. Mas também não despertam. Seguem na correnteza, confundindo movimento com escolha, velocidade com sentido, ruído com presença. Dizem que há quem acorde depois de décadas em coma. O corpo imóvel, a vida seguindo. Filhos crescidos, cabelos brancos, o mundo outro. Quando despertam, veem tudo de uma vez: o tempo inteiro condensado num susto. O curioso é que muitos de nós fazemos o caminho inverso. Estamos de pé, andamos, respondemos mensagens, cumprimos horários. Mas não vemos. Não escutamos. Não escolhemos....