Pular para o conteúdo principal

Existir é preciso



Qual é o nosso objetivo?

No meio de tantas notícias sobre o caos mergulhado por nosso país, neste momento de pandemia e de descontrole total do desgoverno, ficamos muitas vezes à deriva de nós mesmos. Pouco a pouco perdemos nossa capacidade crítica do contato com o mundo real. Falo do mundo descontrolado, onde grupos, no egoísmo e na ganância de se sentirem superiores, colocam como foco bens materiais cada vez maiores. Como alpinistas, eles querem subir mais na escalada do dinheiro. O monte Everest é o objetivo. Quanto mais têm, mais querem ter. “Quero pertencer ao grupo de maiores do mundo”, dizem. Maiores do mundo para essas pessoas significa ter muito, mais muito dinheiro. Pouco importa se para conseguirem seus objetivos deixem pessoas mortas por falta de alimentos e pela pobreza extrema que seus investimentos (sic) astronômicos e improdutivos geraram - e geram. Improdutivos porque sem nenhum retorno para a sociedade, seja em forma de empregos, seja por meio de impostos ou de produção de alimentos ou de qualquer outro bem comum. Falo das infrutíferas e bilionárias aplicações cujos rendimentos de alguns deles ultrapassam o PIB de um país inteiro.    

No meio de nossas próprias dores, esquecemos as dores de outros. Por vezes dores tão grandes que as nossas tornam-se pequenas, minúsculas mesmo. É disso que falo. Nosso olhos veem aquilo que está próximo, e o que está perto geralmente são problemas parecidos com os nossos. E com a pandemia e o isolamento em decorrência dela, fica difícil olhar para mais longe. 


É preciso existir


Quero ver, quero enxergar o que a tv não mostra. Quero  descobrir o que há além de mim para enxergar o mundo como ele realmente é e assim saber onde estou, em qual mundo vivo e como chegamos ao absurdo deste caos ético, moral e social. Só assim poderemos nos encontrar e descobrir caminhos para um mundo mais colaborativo e solidário, onde a economia seja um fator de desenvolvimento social e não de especulações absurdas e vergonhosas. Como está, cada dia ficamos mais longe desse encontro. Eu, você e todos nós. Assim, permanecemos distantes de nós mesmos. De minha parte, preciso parar, dar um tempo, ouvir o que quero falar comigo mesma, tentar enxergar o que está por trás do monstro que o mundo gerou com um poder altamente destrutivo do meio ambiente e do planeta como um todo. 


Preciso ouvir a voz por trás das vozes próximas e as informações por trás das notícias dos noticiários. Quero sair da roda de coisas pessoais. Sim, quero e preciso me encontrar, saber porque me sinto impotente diante de todos esses fatos e como continuar em meu propósito de vida. Preciso descobrir como posso ser útil neste mundo desgovernado e próximo a sucumbir. Preciso ficar um tempo comigo mesma. Sim, é preciso encontrar o que está escondido dentro de nós mesmos para que nossa existência tenha algum sentido. 


Para viver, é necessário compreender o mundo como um todo e para compreender o mundo, é preciso primeiro se compreender. Só assim poderemos existir verdadeiramente, porque…


Existir de mãos dadas é preciso. 


Como fazer com que todos compreendam que os 17 objetivos de desenvolvimento sustentável, os ODS*, foram assinados porque as nações enfim ouviram a Ciência? Como fazer com que todos compreendam que a Terra grita há séculos por socorro? Compreenderem que se agora nada for feito será o fim para as futuras próximas gerações? 


Sim, para existir, informar é também preciso e urgente. 


—————

*ODS: Leia sobre os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no artigo que escrevi no Dia da Terra:

https://www.luisanogueiraautora.com.br/2021/04/dia-do-planeta-terra.html?m=1


Confira alguns poemas de Luísa Nogueira através da tag Via Versos ou na página Via Fotos e Poesia.


Veja neste blog posts sobre livros na Via Livros.



------------


Acompanhe este blog e nossas redes sociais.


Instagram: @luisanogueiraautora

Para acessar minha página no Instagram, aponte a câmera de seu celular para a tag de nome abaixo:

















Facebook: Luísa Nogueira 


Pinterest: Luísa Nogueira 


#naturezaemfotosluisan 


-----------


Este blog foi criado com vias direcionadas ao meio ambiente (natureza, sustentabilidade, vida) e desde sua criação citamos e falamos sobre livros. Confira e navegue entre os posts das principais vias:


 

——-

Confira também a página Livros de Luísa Nogueira


——-

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog na última semana:

Via Verde: Pequena, Vermelha e Adocicada: Que fruta é essa?

Galhos com frutos maduros e amadurecendo. Há alguns anos compramos uma muda de uma planta que diziam ser jambo. A plantinha foi crescendo e cada vez ficando mais diferente de um jambeiro. Quando começou a frutificar vimos que era uma fruta que não conhecíamos. O pior é que ninguém da vizinhança conhecia. É pequena, tem mais ou menos um quarto do tamanho de um jambo, vermelha e adocicada, quando madura. Você sabe que frutinha é essa? Árvore com tronco e galhos finos. Formato das folhas e frutinhas amadurecendo. Que fruta é essa?  Retiramos a pele de uma delas para mostrar a polpa. A pele é bem fininha... Cada uma das frutinhas possui duas sementes, parecendo uma semente dividida. Duas frutinhas ao lado de um jambo. Essa  foto foi feita ontem, domingo, após a colheita. ----------------------------

Via Viajando nos Sabores: Entradas e Sobremesas com Abacate

Dependendo da região, a época do abacate, em nosso país, vai de fevereiro a junho ou julho. Mas ainda pode ser visto em alguns lugares. Se sua cidade é privilegiada, tendo abacateiros com frutos em pleno mês de agosto, aproveite esses últimos abacates do ano. A não ser que você tenha congelado sua polpa, como

Via Verde: As Três Cores do Flamboyant, a Musa das Árvores

Flamboyant vermelho - Apesar desse flamboyant ser uma árvore nova, sua copa dá uma grande e gostosa sombra.  Minha filha, durante uma caminhada, passando sob o flamboyant. Beleza da copa florida Folhas, botões e flores do flamboyant  Flamboyant enfeitando o jardim do Tribunal de Justiça, em Brasília.  Flamboyant, espelho d'água e fachada do TJ.  Flores e galhos retorcidos do flamboyant. Flores do flamboyant - Veja, logo abaixo, esta foto em uma tomada mais próxima. Sempre quis clicar as flores de um flamboyant bem de perto. Não são belas? Flamboyant alaranjado - Três ou quatro árvores dando as boas vindas na entrada de uma lanchonete, na rodovia que liga Goiânia a Brasília ( Lanchonete Jerivá ). Flamboyants do Jerivá Flamboyant amarelo - Este está em Brasília, logo depois da Ponte das Garças - conhecida como 'a ponte do (Conjunto Comercial) Gilberto Salomão', no sentid...

Via Músicas Que Ficam: Súplica, de Júnior Nardelli

Nascente A música Súplica , de Júnior Nardelli, nos fala sobre a importância da preservação da água. Transcrevemos abaixo a letra. SÚPLICA Junior Nardelli Sou eu que banho a esperança da semente virar fruto ou flor Sou eu o frescor da criança tão inocente com medo do calor Sou eu que me escondo no manto No ventre da terra e seco o sertão Sou eu que do céu tombo em canto Aliviando a pobre população Sou eu correndo na calçada Descendo a rua sem direção Sou eu frágil e abandonada Sempre jogada na escuridão Sou eu que desenho o arco-íris Quando me encontro com o sol de verão Mãe Iara, eu te suplico: minha mãe! Mãe Iara, não deixe que acabem comigo, minha mãe Mãe Iara, minha mãe é mesmo assim Que pena o homem não percebeu que não viverá sem mim. Para ouvir e/ou fazer o download da música, veja o site: http://www.uniagua.org.br/ -----------------------

Via Natureza: De Onde Veio Essa Pombinha?

Encontramos essa pombinha , no final de maio, numa moita de um canteiro com plantas diversas. Estava sendo acuada por nossa cadela. Ouvindo o latido, fomos ver o que era. Vimos a pequena ave* toda encolhida, tentando se esconder entre as ramagens. Minha filha a pegou com carinho, mas ela tremia de medo. Era um filhote, naturalmente aprendendo a voar, que tinha caído de alguma árvore. Tentamos fazê-la beber algumas gotas d'água, passamos a mão em sua cabecinha... Pouco a pouco ela se acalmou; deve ter percebido que o perigo tinha passado. Devia ser mais ou menos seis horas da tarde quando a vimos. Percebendo que a pobrezinha estava cansada, procuramos acomodá-la em uma caixa. As aves dormem cedo, logo depois do por do sol. Cada um queria 'enfeitar' melhor aquele ninho improvisado, com folhas e galhos diversos. Seu novo abrigo ficou assim: No dia seguinte, depois de alimentá-la com frutas raspadas e muito carinho, com direito a uma sessão de fotos, fomos procurar...

Via Verde: Jurubeba, a Delícia Amarga do Cerrado

Jurubebas colhidas, em ramos saindo de um galho e folhas. Jurubeba: Folhas e frutos. Jurubeba: Galhos espinhosos. Jurubeba, jurupeba, gerobeba, joá-manso e outros nomes populares. ( Solanum paniculatum L .). Família das solanáceas. Que me lembre, comi jurubeba uma única vez, na chácara de uma amiga, perto de Hidrolândia, interior de

A cidade dorme, a ambição descansa (1 de 2)

  Noite, luzes dos prédios apagadas e a lua.  Na foto maior, linhas das luzes de  uma rua, em plena madrugada. A cidade dorme, a ambição descansa (1 de 2) A cidade dorme, mas a ganância não Hoje, às cinco da manhã, a cidade parecia em paz. Fotografei os prédios ao redor: janelas apagadas, nenhum sinal de movimento. Um silêncio quase confortável, como se tudo estivesse, finalmente, em repouso. Mas não estava. Trecho do texto de 2008 Essa cena me levou de volta a outra madrugada, em Brasília. Ruas vazias, iluminadas artificialmente, dando a impressão de vida que não existia naquele momento. E, como um eco distante, lembrei de um verso antigo: “A cidade dorme / a ambição descansa.” Queria acreditar nisso. Mas não consigo mais. A ambição não descansa, ela apenas se torna invisível. Enquanto dormimos, florestas continuam sendo derrubadas. Rios seguem recebendo o que não deveriam. O mar engole o excesso que produzimos sem medir as consequências. Nada disso pausa porque a cidad...

A cidade dorme, a ambição descansa - 2 de 2

  Luzes apagadas de prédios a noite "Embalando o berço / É a mãe que canta" A cidade dorme, a ambição descansa  - 2 de 2 A cidade dorme, mas as mães não Hoje eu queria continuar falando sobre ambição * . Sobre como ela molda o mundo e destrói o que encontra. Mas, dessa vez, o pensamento veio acompanhado de outros versos: “A cidade dorme / a ambição descansa / embalando o berço / é a mãe que canta". Aí, já viu, ficou impossível ignorar o contraste. Porque, enquanto a cidade dorme, alguém continua acordada. E, desta vez, não falo da ambição, falo sobre as mulheres. Falo sobre as mães. Mães seguem despertas não por escolha, mas por necessidade. Porque alguém precisa cuidar de mais um serzinho chegando ao mundo. Porque alguém precisa garantir que a vida continue, mesmo quando tudo ao redor falha. E fazem isso em um mundo que desde sempre as    coloca em segundo plano. Mesmo com avanços, discursos e leis, a realidade permanece dura. O machismo não desapareceu, ele apenas ...

Como fazer óleo com urucum

  Óleo com urucum feito por mim - fiz com azeite de oliva Meu pé de urucum Há alguns anos ganhei uma muda de urucum. Ela cresceu, transformando-se em uma bela árvore. Eu não conhecia pés de urucum quando ganhei a mudinha. Não sabia bem como ela ficaria depois de crescida. Curiosa, comecei a ler sobre o urucum. À medida que crescia, crescia também minha admiração. Suas folhas eram diferentes de todas as outras plantas que tinha em meu quintal. Quando ela floriu, foi uma beleza assim, grande, que não dá nem pra explicar. Fiz muitas fotos. Aliás, não apenas das flores. Fotografei suas folhas, sementes, os cachos marrons, bacias e baldes cheios de seus frutos, e até meu marido subindo nela para colher os urucuns. Vou deixar abaixo os links dos posts.   Como saborear óleo com urucum Em outubro de 2008 postei neste blog uma receita de moqueca com urucum. Na mesma postagem deixei outras duas receitas, uma ensinando como fazer urucum em pó e na outra, os passos para deixar o óleo...

Via Verde: Sombrinha-chinesa

Sombrinha-chinesa O layout abaixo era de nosso Multivias do Go. Ele foi desenvolvido quando criamos o blog naquele site extinto. Queria algo que representasse caminhos, vários caminhos a andar. Olhando nosso arquivo de imagens, vimos fotos que havíamos tirado alguns dias antes. Era de uma palmeirinha chamada Sombrinha-chinesa. Cortamos e trabalhamos algumas dessas fotos, unificando e modificando a cor e o brilho. O resultado final foi esse: A foto original Outras fotos da palmeirinha: .... Sombrinha-chinesa, palmeira-umbela (Cyperus alternifolius). Família das ciperáceas. É originária da África, Madagascar. Possui folhas de um verde intenso, escuro e brilhante. Na primavera se enche de minúsculas flores, que saem de seu centro em longas hastes. ----------- ... Alguns caminhos nos levam para flores, outros para espinhos e muitos a lugares desconhecidos. Que seus novos caminhos, amigo/amiga, se abram para muitas flores! ... -------------------...